Grande Dean…
“Sway” é uma pérola na voz do Dean martin. Outros cantores a gravaram, mas nada se compara ao grande Dino.
Cena clássica do filme “Bonequinha de Luxo” (Breakfast at Tiffanys, 1961) com Audrey Hepburn.
Audrey não era um mulherão, mas tinha um charme que influenciou uma geração. O modo de vestir-se, o jeito delicado e o corpo esguio serviram de modelo para uma geração em todo o mundo. Era requisitada pelos maiores estilistras daquela época. O detalhe é que Audrey não fazia esforço algum, pois tudo era natural.
A canção “Moon River” é um it a mais.
Audrey deixou uma marca pela ótima atriz que foi de personalidade forte e pela ajuda aos necessitados até o fim da vida. Foi representante da UNICEF durante muitos anos, combatendo a fome na África.
Assassinos de Elite (The Killer Elite, 1975)
Todos os filmes do diretor Sam Peckinpah possuem a sua marca, principalmente pelo modo que conduz as cenas de violência, sempre preocupado com os detalhes. Este não é um clássico do diretor, mas os fãs dos filmes de ação, principalmente aqueles da década de 70, irão apreciá-lo.
Mike (James Cann) e George (Robert Duvall) são mercenários de uma agência que presta serviços para a CIA. Em um trabalho conjunto, George trai Mike, ferindo-o de forma violenta. Apesar das graves sequelas, o tratamento de saúde que inclui métodos orientais, artes maciais e meditação (bem na moda na década de 70), consegue transformá-lo em um exímio lutador. O longo tratamento o põe novamente na ativa para vingar-se do ex-grande amigo, que agora trabalha para uma agência rival.
Os astros principais, Robert Duvall e James Cann, estavam colhendo os frutos do mega sucesso “O Poderoso Chefão”. E aproveitaram bem – merecidamente.
Charles Chaplin, palhaço por vocação.
“Falam por mim os abandonados de justiça, os simples de coração, os irresponsáveis, os pueris, os cariciosos, os loucos e os patéticos. E falam as flores que tanto amas quando posadas.” Carlos Drummond de Andrade.
Dizem os escritores que Charles Chaplin não era nada santo. E não era. Mas contrariando os biógrafos e críticos de plantão, parto em defesa do homem Charles Chaplin para reconhecer que todos somos falíveis; recorro ainda a Shakeaspeare que dizia se cada um de nós recebesse o que merece ninguém iria escapar do açoite.
Na época do cinema mudo Chaplin foi um mestre e defendeu essa bandeira durante um longo tempo, resistindo o quanto pode ao som. Ora, quanto se pode dizer sem palavra alguma? Carlitos é filho dessa ausência. Porém, 36 anos depois, foram elas – as palavras -, que o condenaram. Mudo, ele fez grandes discursos, e só mostrou sua voz, pela primeira e última vez no seu último clássico “O Grande Ditador”.
Carlitos nasceu em 1914. Um vagabundo, trapaceiro e por vezes antipático. A partir de “O Garoto” (1921), ele se tornou a figura romântica e humana que caiu no gosto popular. Era um pobretão de maneiras refinadas – um mímico por excelência, um palhaço por vocação.
Etta James (1938 – 2012)
Seu primeiro sucesso solo foi “All I Could Do Was Cry”, música que inspirou Leonard Chess a misturar a voz de Etta com violinos e outros instrumentos de cordas.
James, cujo verdadeiro nome é Jamesetta Hawkins, ganhou quatro Grammys e 17 “Blues Music Awards”. Em 1993, entrou para o Hall da Fama do Rock and Roll. A cantora de blues e soul sofria de uma leucemia que não havia possibilidades de tratamento, além disso sofria do Mal de Alzheimer.
“Stormy Weather”, este clássico interpretado por Etta James fez sucesso novamente no Brasil após um comercial de TV. Na época em que gravou, James estava no auge da forma – uma grande voz que se foi.
Frank Sinatra e Dionne Warwick.
Um vídeo raro. Sempre que Dionne Warwick preparava um evento beneficente contava com a presença de grandes astros da canção. Neste dia o maior cantor do mundo fez dupla com a cantora de bela voz.
Dionne é grande admiradora da música barasileira, e além de uma casa de veraneio na Bahia e outra no bairro do jardim Botãnico no Rio de Janeiro, Dionne apresenta-se com certa regularidade ao lado de intérpretes de renome nacional.
“Ninguém teve mais vidas do que Robert Evans…” – Larry King
O lendário todo-poderoso da Paramount, produtor de “O Poderoso Chefão”, “Love Story”, “Chinatown”, “Maratona da Morte”, “O Bebê de Rosemary”, e tantos outros sucessos, recebe as merecidas homenagens de Larry King.
Rhonda Fleming – “A Rainha do Technicolor”
Considerada uma das mais belas atrizes do cinema, Rhonda iniciou a carreira no papel de uma ninfomaníaca no filme Stellbound (1945) de Alfred Hitchcock. A bela atriz de cabelos cor de fogo, que enlouquecia os marmanjos na décadas de 40 e 50, está com 88 anos, mas já na década de 60, aos 37 anos, diminuiu os trabalhos na telona e passou a se dedicar aos seriados de TV.
Rhonda está no sexto casamento com um veterando da Segunda Guerra Mundial (a união foi em 2003 quando a atriz estava com 80 anos!).
Quando se retirou definitivamente da vida artística, passou a se dedicar à caridade, ajudando principalmente em conseguir dinheiro para pesquisas de tratamentos contra o câncer.
O ator Woody Strode.
Era uma batalha titânica ser ator ou atriz negro nos Estados Unidos nas décadas primeiras do século 20. Naquelas épocas racistas, alguns se destacaram, e apenas dois conseguiram ganhar um Oscar: Hattie MacDaniel, ganhou um Oscar de coadjuvante em 1939 ao interpretar a escrava negra que auxiliava Scarlet O’Hara por “…E O Vento Levou” e Sidney Poitier, primeiro ator negro a ganhar o Oscar de melhor ator principal no drama “Uma Voz nas Sombras”, em 1963. Mas havia um ator que possuía um rosto marcante e se destacou em clássicos inesquecíveis: Woody Strode. Mesmo um fã mediano de filmes de faroeste ou filmes épicos, e na faixa dos 40 anos, deve tê-lo visto pelo menos uma vez.
Posso citar de uma tacada: Audazes e Malditos, O Homem que Matou o Facínora, Terra Bruta, Demetrius e os Gladiadores, Spartacus, Os Profissionais e Era Uma Vez No Oeste. Garanto que você amigo, deve ter assistido pelo menos um desses inesquecíveis filmes. Além dos citados, Strode atuou em vários filmes do Tarzan no papel de vilão.
Strode era um atleta destacado nos Estados Unidos. A altura (1,93) e o porte físico avantajado ajudaram na difícil escalada em Hollywood. Daí, portanto um pulo para conseguir um papel de um escravo que luta com Kirk Douglas no filme Spartacus. No ótimo, mas esquecido faroeste Os Profissionais (1966), Strode teve um papel de destaque ao lado dos grandes astros Lee Marvin e Burt Lancaster. A cena inicial de Era Uma Vez no Oeste do mestre Sergio Leone entrou para galeria dos grandes momentos do cinema norte-americano e conta com a presença marcante de Woody Strode.
O astro faleceu na Califórnia em 1994, aos 80 anos, de câncer no pulmão. Strode foi grande na altura e no talento.






O cinema e a música por excelência.