SÁVIO SOARES

Cinema e música.

As Big Bands foram faculdades para os grandes cantores do Século 20.

Os vocalistas tinham uma importância fundamental para as grandes orquestras. Alguns eram terríveis, outros eram medíocres, alguns eram geniais.

 Quando as grandes orquestras começaram a se apagar, na metade dos anos quarenta, foram seus antigos vocalistas – especialmente os mais talentosos e mais inteligentes – que surgiram como os grandes astros.

 Nos anos imediatamente seguintes à era das grandes orquestras, que precedeu a do rock (aproximadamente de 1947 até 1953), quase todo cantor famoso de música popular americana, com exceção de Nat King Cole, Dinah Shore, Kate Smith e Johnny Hartman, tinha saído de uma grande orquestra.

A lista dos graduados é bem expressiva.

 Dos homens posso citar Frank Sinatra, Perry Como, Dick Haymes, Billy Eckstine, Vaughn Monroe e Joe Williams, entre outros.

No grupo das cantoras que se destacaram após o fim das grandes orquestras estavam Peggy Lee, Doris Day, Ella Fitzgerald, Billie Holiday, Jo Stafford, Sarah Vaughan, Betty Hutton, Anita O’Day, June Christy, Connie Haines, Lena Horne e Kay Starr. 

A histeria que recebia um vocalista, durante os anos quarenta, rivalizava-se com os grupos vocais dos anos sessenta. O escritor George T. Simon em seu livro “As Grandes Orquestras de Jazz” (Ed. Ícone, 1992) disse que “multidões os aguardavam na porta de saída dos teatros”. 

tommy dorsey e sinatra

Orquestra de Tommy Dorsey (O jovem Sinatra está na fila de cima à direita)

O aprendizado adquirido pelos vocalistas nas grandes orquestras era imenso, mas não tinham uma vida fácil. Muitas vezes as canções eram entregues em cima da hora, não dava tempo a treinos prolongados, havia pianistas desafinados, dançarinos que roubavam a cena e muitas, muitas noites mal-dormidas dentro de aviões, carros e ônibus desconfortáveis que cruzavam os Estados Unidos.

 A competição era imensa, se você fosse um cantor que caísse na graça do dono da orquestra, tudo bem, se não, mesmo com uma bela voz sua carreira podia durar pouco. Não era uma vida fácil – para vencer tinha que ter talento, carisma, inteligência e um detalhe chamado sorte.

A talentosa e explosiva Anita O’Day foi uma das cantoras que seguiu com sucesso após o fim das grandes orquestras. 

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08/11/2009 Posted by | Uncategorized | | 4 Comentários