SÁVIO SOARES

Cinema e música.

Tony Bennett é um caso raro no showbusiness: os próprios filhos ajudaram e levantaram o pai famoso no momento mais difícil.

Geralmente os filhos de astros só servem para provocar escândalos familiares e expor os pais nas manchetes sensacionalistas – por não possuírem o talento dos genitores famosos ou por serem mimados demais, vivem apenas para dilapidar o patrimônio e/ou desmoralizar o legado artístico dos pais famosos.

No caso do mito Tony Bennett há uma exceção: os filhos simplesmente não apenas o ajudaram a sair do buraco, mas engrenaram a carreira do cantor e encheram os bolsos dele como em nenhuma outra época.

 No final dos anos 70, Bennett estava falido. Gastava mais do que ganhava, não tinha gravadora e passara a usar cocaína para aliviar a dor causada pela perda mãe. O momento mais angustiante foi quando um contador ligou avisando ao cantor que a Receita Federal estava começando um processo para despejá-lo da sua casa, ele não resistiu e desmaio dentro da banheira com a torneira aberta. Sua mulher suspeitou da demora e quando entrou no banheiro, encontrou Bennett inconsciente. Chamou imediatamente a emergência médica que o salvou por questão de minutos.

 

Após o episódio dramático, Tony Bennett saiu mais forte, adquiriu a confiança perdida e pediu ajuda aos filhos.  Os filhos, Danny e Dae Bennett cresceram no meio dos astros e possuem enormes talentos: Danny para empresariar o pai e Dae para cuidar da sua produção musical. Negociaram a dívida com a Receita Federal e reinventaram a carreira do pai. Cuidaram do imenso legado e apresentaram o talentoso Tony Bennett para públicos jovens que nunca o tinham ouvido cantar.

 O empresário Tom Breitling, um dos proprietários do Cassino Golden Nugget é amigo pessoal do cantor e conhece bem os filhos dele. No livro “O Dobro ou Nada” (Doublé or Nothing, 2008) em que conta como ele e um amigo arriscaram tudo para comprar o lendário Cassino, disse o seguinte sobre Danny Bennett:

 Ele fizera mais do que reativar a carreira do pai. Dera a Tony a liberdade de cantar e fazer o que bem entendesse sem nunca mais ter que se preocupar com dinheiro. Protegia de tal maneira a integridade do pai que o Tony podia cantar e pintar com a consciência totalmente liberada. Dera a um artista o tempo e a liberdade para ser um artista.

 A liberdade, proporcionada pelo filho empreendedor, despertou em Tony Bennett uma capacidade artística impressionante, além da voz, Tony emociona através da pintura. Ele possui quadros expostos em galerias e museus do mundo todo.

O pintor Tony bennett – Aquarela da ponte Golden Gate

O crooner resiste ao tempo – aos 83 anos de idade continua a nos presentear com uma belíssima voz. Mas sem os devaneios de cantores que exigem de tudo um pouco para se apresentarem – Tony, simplesmente, faz um pedido: apenas garrafas de água mineral.

Tony Bennett em ação

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31/12/2009 Posted by | Uncategorized | , | 4 Comentários

Neste caso, pode ser Itália ou França, tanto faz…

As desumanamente belas Monica Bellucci e Sophie Marceau estão juntas no filme Ne Te Retourne Pas, 2009 (quer dizer, sugestivamente, “não olhe para trás”).

A francesa Marceau e a italiana Bellucci já passaram dos quarenta e parece que fizeram um pacto com o tempo – atualmente nenhuma atriz mundial supera as duas em sensualidade.

Monica Bellucci

Sophie Marceau

O filme não é dos melhores, mas quem se importa?

29/12/2009 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

Três filmes que prometem em 2010.

Se vão bombar? Não sei, mas há uma expectativa em 2010 quanto aos seguintes filmes.

Alice No País das Maravilhas – O filme é dirigido pelo competentíssimo Tim Burton. O elenco conta com o astro Johnny Deep, freqüente nos filmes do diretor e a atriz Helena Bonham Carter. A previsão de estréia é para o dia 16 de abril.

 A estória, todos já sabem: Ao seguir um coelho branco, uma garota chamada Alice cai em um buraco que a leva para o País das Maravilhas, um lugar povoado por seres mágicos. O Tim Burton sempre surpreende positivamente – não cai no convencional, tem talento suficiente para transformar uma estória já batida num grande entretenimento. É promessa de grande sucesso.

 Sherlock Holmes – De Guy Ritchie, com Robert Downey Jr. e Jude Law. Previsão de estréia em janeiro. O detetive Sherlock Holmes e seu fiel assistente Watson enfrentam Blackwood, um vilão que promete a desordem no Reino Unido.

 Robert Downey Jr., depois que saiu das clínicas de tratamento para drogados, vem se destacando ano a ano, além do detetive, viverá novamente em 2010 o Homem de Ferro (2), que obteve grande sucesso nesse ano. Continuo a dizer que ele seria perfeito no papel do Sinatra, mas se ficar com o Deep não será ruim. Talvez não engula o Caprio do Titanic, tudo bem, vamos aguardar…

 Robin Hood – De Ridley Scott, com Russel Crowe e Cate Blanchett. Previsão de estréia em maio. Robin Hood é um homem que, depois de ser abandonado quando criança encontra apoio nos moradores de Nottinghan. Novamente a parceria Scott / Crowe promete repetir o sucesso de O Gladiador – muita ação e violência.

Apesar do Crowe se dar bem no papel do mocinho durão, acho difícil tirar o posto do Errol Flynn, o eterno galã das aventuras de capa e espada. O filme tem ainda a estrela Cate Blanchett, excelente atriz.

28/12/2009 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

Claro, não chega perto da voz do pai, mas o filho também tem talento.

Frank Jr.,maestro e crooner, faz uma homenagem emocionante ao pai numa festa em Beverly Hills – 1988. O velho Frank não resiste e chora, bastante emocionado. Depois, tem uma belíssima propaganda em que o “Blue Eyes” solta a voz – A classe e o charme estão presentes.

Apesar das legendas na tela do vídeo, vale pelo raro momento.

26/12/2009 Posted by | Uncategorized | , | 4 Comentários

Um gesto nobre vale mais do que presentes embaixo da árvore de Natal.

Ok, você pode dizer que para um ato solidário não precisa de Natal. Mas não é disso que se trata. Meu aniversário ocorre exatamente a cinco dias da data natalina. Faço questão de comemorar todos os anos junto à família e amigos. Os motivos da comemoração são muitos, um deles é que sou festeiro, mas o principal se deve à minha mãe, que morreu jovem aos 32 anos de idade (em 1976) e que deixou gravado, em minha mente infantil, várias palavras (ao pé do ouvido), a garra e a alegria de viver e a vontade de festejar cada momento, apesar do sofrimento de uma doença que há mais de 30 anos deixava uma dor insuportável, devido aos poucos remédios fortes para combater as dores e, apesar dos avanços surpreendentes da medicina, continua a matar sem distinguir idade e sem dó.

Na minha memória infantil e agora adulta, está assim: a vida deve ser vivida intensamente e cada data importante deve ser comemorada. Então, dia 19 de dezembro é sempre uma data de mostrá-la, no bom lugar em que está que o trato continua em vigor – reúno a família, amigos e novas amizades conquistadas naquele ano. Mas pela primeira vez neste último 19 não houve festa (o trabalho foi um dos responsáveis, mas não justifica – isto não ocorrerá novamente).

Sempre ao convidar as pessoas peço latas de leite em pó – não, não sou São Francisco de Assis, é simplesmente pelo fato de que muitos, na intenção de agradar-me vão trazer presentes que, sem perceberem, logicamente, já os tenho (Graças a Deus) mais do que suficientes. E mesmo os amigos mais íntimos vão querer trazer discos do Sinatra e outros crooners, além de filmes e livros que adoro: “Encontrei este que você amigo, certamente, não tem” – Mas tenho. Então, para evitar repetições e entulhos no apartamento, peço as caixas de leite e as dôo a um Lar para idosos.

Amigos, vocês não sabem como essas latinhas de leite têm um efeito melhor do que mil discos do Sinatra!

E por falar em Frank, vou contar uma historinha que reflete bem o imenso coração do Blue Eyes:

A filha Nancy gostava de estar em companhia do pai sempre que era possível. Certa vez foram a Nova York e bem cedo a filha foi acordada pelo pai. Saíram pelas ruas sem ela saber especificamente para onde iria. Nancy, sem entender nada, viu o Frank parar em um restaurante e comprar um prato de sopa. Chegaram num hotelzinho barato e subiram a um dos quartos onde estava o comediante Joe E. Lewis, já bastante debilitado pelas doenças em decorrência do alcoolismo. Simplesmente o poderoso Sinatra acomodou o amigo moribundo no colo e lhe deu a sopa em sua boca – colher a colher, lentamente. Depois de um pedaço de conversa, Frank se despediu carinhosamente e saiu do hotel na companhia da filha, mas permaneceu calado e não comentou nada sobre o ato caridoso – na verdade, não precisava, a atitude (a sua cara) dizia mais do que todas as palavras possíveis. Assim era o Frank – os atos valiam muito mais do que anúncios de doações milionárias numa primeira página do New York Times. E não era Natal…

 Amigos, um Feliz Natal!

25/12/2009 Posted by | Uncategorized | 5 Comentários

A Felicidade Não Se Compra (It’s a Wonderful Life, 1946)

De início, o otimista diretor Frank Capra achou divertido o enredo que conta a história de um homem modelo, o gentil e honesto George Bailey (interpretado pelo astro James Stewart), querido por (quase) todos da pequena cidade de Bedford Falls, depois Capra apaixonou-se de tal forma pelo trabalho que o considerou, entre vários clássicos que dirigiu, o preferido.

 

 

Após diversos trágicos acontecimentos o bom homem não enxerga alternativa senão o suicídio. Mas nenhum filme é mais Capra do que este: surge então Clarence, o anjo da guarda de Bailey, interpretado pelo competente e engraçado ator Henry Travers. A missão não é fácil: mostrar como seria a vida das pessoas da cidade se George Bailey não existisse. 

Na trama há um banqueiro detestável interpretado pelo ator John Barrymore (amigo de farras do ator Errol Flynn e, às vezes, também insuportável fora das telas) que faz de tudo para destruir a Família de concorrentes Bailey. Há também a esposa dedicada e companheira de George Bailey, interpretada pela atriz Donna Reed. 

It’a a Wonderful Life, quando foi lançado, não foi um sucesso comercial, apenas com a reprise, geralmente na época do Natal, adquiriu status de clássico imperdível. Assim como o peru na ceia de Natal, em todo final de ano a exibição na TV de A Felicidade Não Se Compra não pode faltar para os americanos – trata-se de um dos melhores filmes de Natal do Século 20.

24/12/2009 Posted by | Uncategorized | | Deixe um comentário

John Wayne, e o efeito estufa?

Se vivo estivesse, John Wayne não poderia, semana passada, passear pela Dinamarca – os ecologistas provavelmente o tirariam para Cristo.

O astro maior do faroeste chegou a ter mais de seis milhões de cabeças de gado em suas terras nos EUA. Imaginou o efeito na camada de ozônio?

Wayne enfrentaria inimigos piores do que os comanches…

22/12/2009 Posted by | Uncategorized | | 2 Comentários

Hollywood – O sonho e o pesadelo – morreu mais uma jovem promessa: a atriz Brittany Murphy.

Segundo o porta-voz do Corpo de Bombeiros de Los Angeles, Devon Galé, equipes atenderam ontem (domingo) pela manhã uma chamada da casa do roteirista britânico Simon Monjack, casado com Murphy. Dizem os sites e jornais que a atriz tomava remédios para combater os sintomas de uma gripe. Brittany foi encontrada morta no chuveiro, antes de falecer vomitou bastante e logo após teve uma parada cardíaca.

A atriz co-estrelou filmes como o tolo “As Patricinhas de Beverly Hills” e o mediano “Garota Interrompida”. Ultimamente a atriz vinha trabalhando em filmes medíocres e não conseguia o mesmo destaque que obteve em filmes anteriores. A atriz estava nos noticiários desde o mês passado quando foi demitida de um set de filmagem do thriller independente “The Caller”, em Porto Rico. O agente da atriz disse que não houve sintonia com a direção nos sets de filmagem.

Sempre que uma estrela morre tão jovem e que ainda não foi esclarecido o verdadeiro motivo partem especulações sobre as verdadeiras causas do óbito. É complicado atingir o sucesso em qualquer lugar, mas em Hollywood, terra com o maior número de talentos por metro quadrado e que possui na mesma proporção ególatras e invejosos, é meta quase impossível. Pior do que atingir o topo é manter-se lá – na maioria das vezes a queda é vertiginosa.

21/12/2009 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

Hoje é sexta – Come Fly With Me!

Com vocês, Francis Albert Sinatra em vídeo liberado recentemente.

É do show gravado em Nova York em 25 de junho de 1980. Está no DVD – Sinatra New York Box Set.

Let’s Fly Frank, Let’s Fly…

18/12/2009 Posted by | Uncategorized | | 6 Comentários

Meu Ódio Será Sua Herança (The Wild Bunch, 1969)

Um dos últimos faroestes revolucionários, papéis marcantes e com muito sangue jorrando. A cena inicial é impressionante: crianças jogam escorpiões num formigueiro que são devorados pelas minúsculas formigas. Simultaneamente há um assalto a um banco pelo Bando disfarçado de soldados do exército americano chefiado pelo frio assaltante Pike (William Holden).

O cineasta Sam Peckinpah conseguiu realizar um filme que está à altura dos clássicos do faroeste de mestres do porte de John Ford e Sergio Leone. A direção firme e as atuações marcantes de William Holden, Robert Ryan e do imortal Ernest Borgnine fazem desse faroeste um clássico inesquecível.

 

Sobre o elenco:

 William Holden atuou em grandes clássicos do cinema norte-americano (Suplício de Uma Saudade, Crepúsculo dos Deuses e Inferno 17, entre outros). Considerado bom de copo, em 1981, após uma bebedeira, sofreu um acidente em casa e cortou a testa – foi encontrado morto em seu apartamento com o corpo em estado de putrefação pela namorada, a atriz Stephanie Powers (do seriado Casal 20).

O astro, que viveu nas telas o inequecível Sargento J.J. Sefton de Inferno 17 (Stalag 17, 1953), faleceu aos 63 anos de idade.

13/12/2009 Posted by | Uncategorized | | 4 Comentários