SÁVIO SOARES

Cinema e música.

Quando você sentir um forte cheiro de rosas, meus pêsames…

Alto, olhos azuis, terno bem cortado, extremamente galanteador e popular entre as mulheres. Benjamin Siegel, Bugsy, (apelido que odiava) era um psicopata. Mesmo quando cometia os crimes mais abomináveis, mantinha a freqüência cardíaca em 11×7 (sim, os médicos dizem que esta é a ideal). Ele mesmo gostava de matar as suas vítimas. Sentia prazer em vê-las gemendo até o último suspiro.

 

Bugsy Siegel, responsável pela transformação de Las Vegas na Meca do jogo, estava em casa no começo da noite do dia 20 de junho de 1947, sentado num sofá do andar de baixo, lendo o Los Angeles Times, na presença de outro amigo mafioso, quando nove balas foram disparadas na sala. A primeira atingiu Bugsy na cabeça, arrancando o seu olho (foi encontrado a 4,5 metros de distância do corpo), as outras balas atingiram as costelas e os pulmões.

O Cassino Flamingo, após a sua morte, teve um sucesso estrondoso. Mas hoje em dia os proprietários fazem questão de esconder o passado (impossível e uma tolice). O Filme “Bugsy” (1991), com Warren Beatty e Annette Bening, tem o roteiro baseado na vida do mafioso. É um clássico com uma reprodução da época e figurino irrepreensíveis. 

Dizem que Bugsy era um grande jardineiro, cultivava rosas. No livro “Cidade das Redes” (1986) o autor diz que há um boato sobre uma fórmula secreta que o gângster usava para manter as rosas do seu jardim bonitas e com um vermelho intenso. Outro papo é que o Gângster sentiu cheiro de rosas quando estava para ser assassinado. Por isso, nem jardim eu tenho. Moro em apartamento.

31/01/2010 Posted by | Uncategorized | | Deixe um comentário

Dinah Washington é 10.

Solte a voz Dinah, você é perfeita para este final de tarde.

 

Ela dizia: “Posso cantar qualquer coisa. Qualquer coisa mesmo: jazz, pop, rhythm & blues, gospel.” Podia sim…

29/01/2010 Posted by | Uncategorized | | Deixe um comentário

O Jason enviou duas raridades.

Agradeço ao meu amigo Jason Stone (blog:boanoiteeboasorte), apreciador do belo, gourmet, amante do jazz e de lindas mulheres, que  presenteou-me com duas fotos raras, as quais repasso para os amigos freqüentadores do blog.

Vai também a sua mensagem na íntegra – gostei e concordo plenamente.

 Sávio amigo,
 
Seguem dois anúncios “daqueles tempos” em que as mulheres ainda não eram siliconadas e tudo era real e de fato. Mesmo assim, reconheço que nada tenho contra a beleza construída, apenas fiz uma observação.
 
Vi a curiosidade e me lembrei de você nesses dois belos anúncios do Sabonete Lux.
 
Aquele abraço fraterno.

Jason Stone

 Joan Fontaine, atuou nos clássicos “Rebeca, A Mulher Inesquecível” (Rebeca, 1940) e Suspeita (Suspicion, 1941). O que pouca gente sabe, é que Joan é irmã da também atriz Olívia de Havilland, a “Melanie de “…E o Vento Levou” (ainda viva e provavelmente a única sobrevivente daquele clássico).

 Joan é cidadã inglesa, nascida em Tóquio, Japão, em outubro de 1917. É preciso estudar o gene das duas, pois ambas estão vivas, porém, conforme escreveu a saudosa jornalista Dulce Damasceno de Brito, foram rivais nas telas e até hoje não se falam. (quem sabe possam fazer as pazes quando completarem duzentos anos…)

 Já Rosemary Clooney, fiz um pequeno comentário num post recente. A grande cantora também foi atriz, mas de poucos filmes e um grande clássico “Natal Branco” (White Christmas, 1954), com Bing Crosby.  

28/01/2010 Posted by | Uncategorized | 4 Comentários

Tudo (ou quase) sobre a histórica gravação do álbum Duets do Frank Sinatra.

Neste final de semana reli o livro do Phil Ramone, um dos principais produtores musicais do mundo que trabalhou com Frank Sinatra, Aretha Franklin, Barbra Streisand, Paul Mcartney, Ray Charles e outros craques da canção.

 No livro “Gravando! Os Bastidores da Música.” (Editora Guarda-Chuva, 2008), Ramone narra a épica gravação do álbum Duets do Frank Sinatra. A genialidade, a bagagem musical, o temperamento explosivo, a insegurança pela idade avançada, tudo está lá. É simplesmente imperdível, para todos os fãs. O produtor narra minuciosamente todos os passos da histórica gravação – para muitos críticos e alguns fãs, não havia a necessidade de tamanha exposição pública do maior cantor do mundo.

Mas a gravação de Duets contém um detalhe importantíssimo: quase tudo que o Frankie gravou ao longo da carreira foi ao vivo. Mesmo quando gravava nas sessões de estúdio havia uma banda e um grupo de convidados. No auge de sua carreira, Sinatra era o cara que dizia: “Se eu não conseguir acertar nos primeiros takes, tem algo de errado conosco.” Como disse alguém por aí, “ao vivo faz quem sabe.”

Ramone revela o que aprendeu com o Sinatra: “o seu compromisso com a excelência foi para mim uma lição valiosa sobre a qualidade e importância do que fazemos, e, a partir do momento em que conheci e trabalhei com ele, em 1967, isso veio a constituir minha ética no trabalho.”

É impressionante o respeito que grandes músicos e cantores expressavam nas gravações. Aretha Franklin ficou receosa (“Será que vou conseguir fazer isso? Preciso escrever uma carta para o Frank para expressar o meu prazer em fazer dueto.”), já Barbra Streisand declarou-se na própria gravação, e por aí vai.

Um livro de fácil leitura, envolvente e que revela nas gravações inseguranças e detalhes de grandes cantores do Século 20, além do maior, Frank Sinatra.

 

“Quando você diz a alguém “Você vai gravar um dueto com Frank Sinatra”, a pessoa responde “Que maravilha! Obrigado!”. O momento mágico era quando eles ouviam a voz do Frank pela primeira vez em seus fones de ouvido – a voz mais incrível de todos os tempos. Imagine um jogador de beisebol de 22 anos, principiante, entrando em campo pela primeira vez com um dos ídolos de sua infância. Não importava quem você fosse, Sinatra o fazia se sentir como um principiante.” – Phil Ramone

26/01/2010 Posted by | Uncategorized | , | 6 Comentários

Jean Simmons – mais uma estrela no céu.

Belíssima atriz, a britânica Simmons obteve destaque nas décadas de 50 e 60 em filmes como “Eles e Elas”, com Marlon Brando e Frank Sinatra, “Spartacus” com o imortal Kirk Douglas e “O Manto Sagrado”, com Richard Burton. Ganhou um prêmio Emmy na década de 80 atuando na minissérie “Pássaros Feridos”. Em 1995 atuou ao lado de Wimona Ryder e Anne Bancroft em “How to make an american quilt”.

 

 O primeiro marido, o ator Stewart Granger e Frank Sinatra, parceiro no filme “Eles e Elas”.

Certa vez, numa entrevista, disse o seguinte:  “A minha carreira foi uma série de surpresas. Não estudei arte dramática e aprendi ao mesmo tempo que fazia. Nunca deixei de aprender.” 

 

 Jean Simmons  – As dificuldades com a dependência alcoólica não a fizeram perder a Simplicidade e a humildade até o fim. Faleceu dia 22 de janeiro, de câncer no pulmão, aos 80 anos de idade.

25/01/2010 Posted by | Uncategorized | , | 4 Comentários

O Pedro lembrou o “Flecha Pêra”.

Hoje, pela manhã, o sol estava quente, muito quente, a maré estava alta,  e pescadores se revezavam para conseguir a melhor rocha e tentar uma visão privilegiada do mar verde do meu Ceará.

Vejo o Pedro, numa velocidade impressionante, atrás de um isopor que o vento teimava em empurrar violentamente de encontro as areias do hotel. A alegria estampada em seu rosto vale qualquer pôr do sol, qualquer fim de tarde regado ao melhor uísque.

O Pedro me lembra um personagem do desenho “Os Incríveis”, filho do “Incrível pai”, que enfrenta balas e inimigos apenas com a velocidade (e que velocidade!), mas com um olhar corajoso e desafiador.

Como diz um personagem do Tom Hanks, do filme “O Expresso Polar”, “não importa para onde o trem vai, o importante é seguir em frente”.

23/01/2010 Posted by | Uncategorized | | Deixe um comentário

“Dia de luz festa do sol”… O Morro Branco já foi melhor, mas e daí?

Já filmaram novela, mas não adiantou. Não há uma barraca de praia, hotel ou resort que preste. Paciência…

No hotel há axé, forró e pagode demais. Não tem jeito, não é só aqui. Em todo lugar há cupim. O que fazer?

Faço o seguinte: tenho meu próprio som: Frank Sinatra, Nat King Cole, Diana Krall e Tom Jobim, pra começar. Tem até Charles Aznavour…

 Além disso, o mar é belíssimo, a temperatura da água uma beleza e o pôr do sol de cinema.

Ah! Não esqueci o meu bom uísque. O resto é bobagem…

23/01/2010 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

Al Pacino, Gabrielle Anwar e “Por Uma Cabeza” – Uma cena para a eternidade.

Apesar de não gostar de listas do tipo “o maior” ou “o melhor” e sem desmerecer outros talentosos astros da atualidade, considero Al Pacino o maior ator vivo.

 Nesta cena do filme “Perfume de Mulher”, Frank Slade (Al Pacino) um tenente-coronel cego, dança tango com a atriz Gabrielle Anwar num restaurante chique de Nova York.

Existem cenas que valem um replay, mas esta do “Perfume de Mulher”, com o tango, os atores, o clima de glamour e sensualidade, vale muito mais que um filme inteiro.

20/01/2010 Posted by | Uncategorized | , | 2 Comentários

Nat King Cole – provou que enquanto houver música, haverá vida.

Obrigado a utilizar talco para disfarçar a cor escura, sofreu discriminações, mas rompeu barreiras. Apresentou um programa na TV de sucesso na época que o preconceito racial estava no auge da ignorância. O programa saiu do ar por falta de patrocinadores, pois estes não queriam associar o produto à imagem de um negro. (Já pensou, hoje em dia, alguém recusando Nat King Cole para garoto propaganda de qualquer marca?)

 Nunca abandonou o cigarro, fumava mais de três maços de cigarro por dia. Dizia que melhorava a voz. Provavelmente o responsável por morrer tão jovem de câncer no pulmão – aos 45 anos de idade em 1965.

Exímio pianista de jazz, Nat tocava de um modo especial, um pouco de lado, sem olhar para as teclas. Tornou-se cantor por acaso e o mundo, então, agradeceu.

19/01/2010 Posted by | Uncategorized | , | 2 Comentários

O braço direito do ator Lee Majors, o “Homem Biônico”, está precisando de reparo, mas com uma bela loura do lado, parece que o restante está funcionando bem.

Há muito tempo que não via fotos do “Homem de Seis Milhões de Dólares”. Hoje, o homem biônico está com 70 anos e, apesar de ter perdido a pantera Farrah Fawcett na década de 80 para o amigo Ryan O’Neal e não ter feito nenhum grande sucesso após a série (fez ainda “Duro na Queda”, mas longe do sucesso anterior), ainda está atuando em pequenas produções e anda bem acompanhado.  

18/01/2010 Posted by | Uncategorized | | 16 Comentários