SÁVIO SOARES

Cinema e música.

Playboys do Século 20.


Os conquistadores que estou me referindo, do Século passado, não eram atores ou cantores nem executivos brilhantes. Eles carregavam no sangue algo que poucos possuíram ou possuem: A arte da sedução.

 Mas não se engane. Vida de bon vivant, naquele tempo, não era fácil. Hoje basta ter dinheiro (Jorginho disse que é um absurdo um playboy trabalhar). Para ser um verdadeiro e famoso playboy era preciso ser especialista em jazz, gourmet, versado em pintura, aficionado do cinema e da filosofia e satisfazer plenamente a beldade do momento.

 Destaco três, com histórias e conquistas impressionantes.

 Porfírio Rubirosa, Rubi.

 Os moedores de pimenta de Paris eram gigantescos e foram apelidados de “Rubirosas”, em alusão ao tamanho do membro fálico do dominicano. O escritor Shawn Levy, autor do Livro “A Vida Louca de Porfírio Rubirosa: O Último Playboy” (Ed. Record, 2008) conta sobre as aventuras, as amantes e  os motivos que o fizeram um dos maiores playboys da história.

 “E o trabalho?” Perguntaram a Porfírio Rubirosa: “Trabalhar? Não tenho tempo.”

 Dizia-se que os alfaiates tinham trabalho para tentar esconder a coisa entre as dobras de seu guarda-roupa notoriamente impecável. A roupa de baixo era feita sobre medida. Rubi era mais conhecido por ser uma espécie de máquina, capaz de adiar a ejaculação quase indefinidamente. Dizia-se que Rubi encontrava-se num estado constante de semi-rigidez mesmo durante o ato propriamente dito. Era apelidado de Toujours Prêt – “Sempre Pronto”.

 Rubi foi casado com a bilionária do tabaco, Doris Duke. Dizem que nunca superou a separação. Sobre o pênis do dominicano, ela disse; “Foi o pênis mais magnífico que eu já tinha visto. Tinha 15 centímetros de cinrcunferência…bem parecido com a extremidade de um taco de beisebol Louisville Slugger, com a consistência de uma bola de vôlei não completamente inflada.”

 É amigos, já tinha ouvido de tudo desse playboy, mas teve uma que ficou na história: Um repórter o viu no banheiro, urinando, e sobre o membro do conquistador, disse: “Parece Yul Brinner de gola rulê preta.”

 Algumas que passaram pelo “moedor de pimenta” do Rubirosa.

 Zsa Zsa Gabor

Amigos, não sei qual, mas alguma dessas (ou todas) provou (ou provaram) do moedor.

Ali Khan.

 O líder muçulmano praticava uma forma oriunda de ioga para manter controle sobre seus orgasmos. Se preocupava exclusivamente em satisfazer as parceiras. Chegava a ter várias por dia, em qualquer hora. Foi casado com Rita Hayworth e namorou Gene Tierney. Era um dos homens mais ricos do mundo. Podia ter o que quisesse. Insaciável com mulheres. Dizem que quando ia para a cama com alguém usava uma munhequeira de couro cheia de gelo picado: para esfriar o ambiente…

 

 Ali Khan era culto, mas tinha a crença dele. Segundo a atriz Rita Hayworth que foi casada e teve uma filha com o playboy; “Ali era um na Europa e outro totalmente diferente em seu país.” Também pudera. Na religião dele, dos ismaelitas, Ali Khan ia ser, simplesmente, Deus. O pai, chefe da religião, ia fazer dele o novo Agha Khan, sucessor depois de sua morte. Não podiam beber, mas Ali Khan bebia à vontade (champanhe, principalmente). Ele mesmo determinou que quando o álcool tocava a boca dele, transformava-se em água. Se ele era Deus, podia tudo…

 Algumas odaliscas famosas do Ali Khan:

 

 Gene Tierney

Rita Hayworth

Jorginho Guinle

 O nosso herói. O nosso Casanova. Está no mesmo patamar dos grandes playboys do século vinte. Freqüentava as grandes festas do Jet Set internacional  sempre bem acompanhado por beldades desconhecidas ou por belíssimas atrizes. Namorou diversas estrelas de Hollywood, mas nunca assumiu compromisso. Quando o colocavam na parede para algo mais sério, ele caía fora. Assim ocorreu com a belíssima Veronica Lake. Dizia que não era milionário comparado aos amigos Macoco Unzué, playboy argentino e Baby Pignatary, outro playboy brasileiro. Na época recebia de mesada do pai “apenas” 3 mil dólares por mês – hoje seria 60 mil.

 

Os “pés de galinha” pra cima, festivos, na face do Jorginho demonstram o domínio absoluto da arte de viver. Sobre Jorginho, o diretor Daniel Filho disse o seguinte: “Teve as mulheres que quis nas camas que escolheu. Trabalhar para manter o dinheiro ou aproveitar ao máximo as coisas que ele pode oferecer? Ele preferiu a última. A vida é uma busca de prazeres…Jorginho não perdeu o tempo que a vida lhe deu.”

 Algumas conquistas do nosso Jorginho

 

 Marilyn Monroe

Veronica Lake

Ava Gardner

Hoje em dia os playboys trabalham feito escravos, depilam, fazem sobrancelhas, malham o dia todo e não comem carne vermelha – se não comem carne, comem o quê? Ossos?  – Talvez, pois hoje em dia as mulheres famosas estão cada vez mais esquálidas e anoréxicas.

 

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11/02/2010 - Posted by | Uncategorized |

2 Comentários »

  1. Amigo somente vc poderia descrever tão bem os nossos…parabens !

    Guto Freitas

    Comentário por Guto Freitas | 20/02/2010 | Responder

    • Valeu amigo Guto!
      A turma era da boa. Hoje em dia são raríssimos…

      Aos nossos!

      Abração,

      Sávio

      Comentário por dsaviosoares | 21/02/2010 | Responder


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