SÁVIO SOARES

Cinema e música.

Imagine as farras do Frankie…

A foto é da casa do Sinatra em Palm Springs. Grandes festas e muitas, muitas gatas banharam-se nesta piscina e “caíram na rede” do Blue Eyes...

 Salute!

31/03/2010 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

Magnum 44 (Magnum Force, 1973)

O filme “Magnum 44” foi um grande sucesso de bilheteria e, de longe, a melhor das seqüências de “Perseguidor Implacável”.

Curiosamente, em 1973, um roteirista telefonou para Clint Eastwood dizendo que andara lendo sobre os esquadrões da morte no Brasil, “policiais brutais que executavam criminosos sem se dar o trabalho de levá-los a julgamento.” Clint pegou a idéia e a levou às telas: No filme, o Departamento de Polícia de Los Angeles está cheio de policiais que fazem justiça com as próprias mãos, passando longe dos limites da lei. Um problema que será resolvido pelo detetive Dirty Harry e sua pistola Magnum 44. Diversão de primeira.

 

 “Eu sei o que você está pensando – ele atirou seis ou apenas cinco? Bem, para falar a verdade, com toda essa excitação, eu mesmo perdi as contas. Mas como se trata de Magnum 44, a pistola mais poderosa do mundo, que ia explodir sua cabeça, você deve se fazer uma pergunta: “Estou me sentindo com sorte? Bem, você está, idiota?” Dirty Harry

27/03/2010 Posted by | Uncategorized | , | Deixe um comentário

Edward G. Robinson – provou definitivamente que tamanho não é documento.

Papéis de durões e mafiosos o popularizaram no cinema. Era baixinho e feio, rosto amargo, mas provou definitivamente que, também no cinema, tamanho não é documento. Com belas interpretações ganhou fortuna e prestígio. Pessoalmente era culto, colecionador de pinturas e esculturas.

Atuou em clássicos das décadas de 30 e 40: Grilhão Eterno (1932), Alma no Lodo (1930), O Fugitivo (1932), Pacto de Sangue (1944), Almas Perversas (1945), O Estranho (1946) e Paixões em Fúria (1948). Ainda atuou no épico Os Dez Mandamentos (1956) e seu último filme foi No Mundo de 2020 (1973).

Robinson e outro durão, Bogart.

Robinson teve um grande desgosto: perdeu parte de sua imensa coleção de arte quando se separou da primeira esposa, a socialite Gladys Lloyd. Mas ainda restaram muitos Picasso, Renoir e Degas para a segunda mulher, Jane Adler, depois da morte do astro.

O Romeno Emmanuel Goldenberg nasceu em Bucareste na Romênia em 1893 e faleceu no ano em que encerrou a carreira, 1973. A Academia de Hollywood concedeu-lhe uma estatueta póstuma, “como ator memorável, patrono das artes, dedicado cidadão, enfim, um homem renacentista.”

Edward G. Robinson, apesar de esquecido por muitos, está na mesma galeria dos maiores durões do cinema: James Cagney, Humphrey Bogart e George Raft.

24/03/2010 Posted by | Uncategorized | | Deixe um comentário

Elvis Presley – Emoção sempre.

Elvis põe uma carga emocional fantástica nesta gravação ao vivo. A fase final do Rei do Rock com as suas roupas de outro planeta é a que mais me emociona e encanta. O vídeo é de uma das últimas apresentações do mito. O Elvis parece que vai explodir – impressionante…

Grande Elvis – no Rock não existiu nem existirá outro que calce o seu sapato.

24/03/2010 Posted by | Uncategorized | , | 4 Comentários

“Something” – George Harrison compôs uma balada belíssima.

Something é a mais bela canção de amor já escrita.” – Frank Sinatra

Segundo a família, George Harrison deixou o mundo do jeito que viveu nele: em paz, consciente da existência de Deus, sem medo da morte. Neste fatídico dia, Paul McCartney, o amigo mais velho que o convidou a tocar na Banda, estava arrasado.

 George Harrison detestava a beatlemania e adorava a música. Não fez tantas quanto Lennon ou McCartney, mas quando fazia era para valer. Era um homem quieto que não fazia questão de ter muitos amigos. Voltado para a filosofia oriental ele foi se transformando no místico da Banda. Além de guitarrista talentoso também cantava e compunha brilhantemente. Filho de um motorista de ônibus e de uma dona de casa, venceu a resistência dos pais e ganhou o direito de ensaiar na garagem de casa.

 Costumava dizer que a maior ruptura na carreira dele foi entrar para os Beatles e a segunda maior foi deixá-los. Músico até o fim, Harrison gravou pela última vez a menos de dois meses de morrer.

 

“Tudo tem de passar…” escreveu um fã no dia da morte do ídolo. George foi mais profundo: “Nenhuma das cordas da vida dura. Por isso vou andando. Tudo passa.”

23/03/2010 Posted by | Uncategorized | | 8 Comentários

Linda Darnell – “A garota do rosto perfeito” teve uma morte trágica.

“Quando a entrevistei, o que mais chamava a atenção era a sua pele de bebê. Linda fazia jus ao seu primeiro nome.” – Dulce Damasceno de Brito

Revi neste final de semana os filmes “A Marca do Zorro” e “A Canção de Bernadette”, os dois com a estrela Linda Darnell. Impressionante a beleza dessa atriz. Era conhecida como “a garota do rosto perfeito”. Iniciou a carreira como modelo aos 11 anos de idade e atuou em grandes filmes: “Sangue e Areia”, “Paixão dos Fortes”, “A Canção de Bernadette” e “A Marca do Zorro”, entre outros.

 

A belíssima atriz teve uma morte trágica. Morreu queimada na casa da sua secretária quando tentou salvar o filho dela, mas a criança não corria risco de morte, pois já estava fora da casa. Linda não sabia. Tinha apenas 41 anos de idade.

21/03/2010 Posted by | Uncategorized | | Deixe um comentário

Carol Sloane – Voz, estilo, musicalidade e charme.

Com toda conversa de hoje sobre os novos cantores de jazz, difícil encontrar alguém com um canto e um fraseado de Carol Sloane.

Em 1960, aos 23 anos de idade, substituiu Annie Ross no excelente trio vocal Lambert, Hendricks e Ross. Muito jovem, não era uma missão fácil, mas Sloane tinha talento de sobra. Em 1961 arrasou no Festival de Jazz de Newport. Ainda está na ativa fazendo apresentações – poucas, infelizmente.

Duas gravações memoráveis de Carol Sloane.

 

Carol Sloane ainda impressiona, seja nas baladas ou nas músicas ligeiras.

21/03/2010 Posted by | Uncategorized | | Deixe um comentário

Perguntaram ao Frank Sinatra qual a melhor maneira de encarar o fracasso.

Não, desta vez The Voice não vai cantar – vai ensinar a arte de viver…

Mesmo na gozação, digo sempre aos amigos que passam por um momento difícil: Se algo aconteceu com o Frank Sinatra, pode acontecer a qualquer um. A experiência de vida do Sinatra é exemplo para qualquer mortal.

A era das trevas do Frank começou 1950, quando estava com 45 anos de idade. Já tinha conhecido o sucesso estrondoso, mesmo assim veio o abismo. Foi uma sucessão de pancadas: durante uma apresentação no Copa em Nova York teve uma hemorragia que o fez perder a voz, a primeira esposa (Nancy Sinatra) pedira o divórcio, estava sem contrato, sem gravadora e, pior, enrolado com a grande paixão, a atriz Ava Gardner. O período de desgraça começou a desaparecer em 1953 quando ganhou o Oscar de ator coadjuvante pelo filme A Um Passo da Eternidade e foi contratado pela Gravadora Capitol.

Muitos anos depois o jornalista Bill Zehme conseguiu algumas respostas preciosas do Frank sobre diversos temas. Uma delas estava relacionado aos períodos em que nada dá certo, quando tudo dá errado – o conhecido e temido “fracasso”. O Frank respondeu assim:

Não se desespere. Você tem que chegar ao fundo do poço para apreciar a vida e começar a viver outra vez.

O escritor A. E. Hotchner, perguntou-lhe o que havia causado a sua queda.

Eu mesmo causei. Eu sou o meu pior inimigo. Meu canto foi desmoronando e eu desmoronei junto, ou vice-versa – mas ninguém me acertou na garganta nem me enforcou na gravata. Aconteceu porque eu deixei de prestar atenção à maneira como estava cantando. O que fiz foi ficar sentado, curtindo o meu sucesso, dando autógrafos e bancando as despesas pesadas. Mas a verdade é que ninguém que faz sucesso pode se sentar e ficar só desfrutando. Descobri isso da maneira mais dura. É preciso investir o tempo todo, até mais do que quando se é um joão-ninguém. A curtição é apenas um subproduto do sucesso – você se diverte, tudo bem, mas a única diversão de verdade no sucesso é dar duro naquilo que lhe traz o sucesso. Foi o que tive que aprender. O único sujeito que pode machucar você é você mesmo.

Seria fácil apenas falar, mas Frank Sinatra passou por isso, sentiu na própria pele. Amigos o decepcionaram, distanciando-se de seu infortúnio. Mas ele manteve a altivez. E ainda deu uma preciosa dica de como agir nessas horas.

 Eu não me desesperei. Não fugi, nem entrei em pânico com nada. Fiquei sozinho um tempo. E me recuperei. Entendi que no nosso ramo – como em qualquer negócio – tudo tem altos e baixos.

 Acho que nenhum livro de auto-ajuda pode ensinar algo melhor. Frank Sinatra foi sábio nas respostas.

19/03/2010 Posted by | Uncategorized | | 2 Comentários

Gary Cooper não agradou o seu dublê…

Assim como Cary Grant, a mãe de Gary Cooper o vestia com roupas de menininha, pois desejava uma filha. Porém, diferentemente de Cary, tal fato em nada afetou a sua masculinidade. Um dos maiores garanhões de Hollywood, Cooper teve casos tórridos com Marlene Dietrich, Clara Bow, Lupe Vélez, Paulette Goddard, Kay Williams, Grace Kelly e muitas, muitas secretárias, cabeleireiras e figurantes.

 Gary Cooper  atuou em filmes inesquecíveis: Marrocos, Sargento York, O Galante Mr. Deeds e Matar ou Morrer, entre outros. Mas, para não fugir a regra, tinha suas excentricidades, suas esquisitices – fato corriqueiro na Meca do Cinema…

 Hollywood construiu um Gary Cooper diferente da realidade. Um homem calmo e seguro de si. Na realidade, ele se irritava com freqüência, especialmente quando as coisas no set não iam bem como ele desejava. Era um homem impulsivo. – Slim Talbot

 Slim Talbot podia afirmar com conhecimento de causa, pois foi duble e amigo do mito por trinta e cinco anos. Parece que depois da esposa foi a pessoa que mais conheceu Gary Cooper a fundo. Quando concedeu a entrevista, Talbot já tinha pelo menos vinte cicatrizes – ferimentos que foram poupados a Gary Cooper.

Gary Cooper e Grace Kelly – cena de beijo repetida cinquenta vezes

Gary Cooper e Lupe Velez – mais uma na alcova do ator

 Gary, quando passou a ganhar muito dinheiro se tornou um fanático por carros. Comprava um carro por mês, e tratava-se sempre de carros caríssimos e com uma parafernália moderna (para a época) que ele mesmo mandava colocar. Certa vez mandou fazer um cinzeiro de ouro como acessório e pôs manilhas de prata em forma de revólver na lataria. Os proprietários das fábricas sentiam-se felizes por construírem os carros para o ator, mas, logicamente, não construíam outros iguais, por preço nenhum…

 O seu ponto fraco era o estômago (pensei que fosse as mulheres…). Gostava de doces e era admirador da cozinha francesa. Um verdadeiro glutão. Além da mania pelos carros, era louco por armas, possuía uma coleção magnífica. Tinha o hábito de se mostrar perito em algo diante das pessoas que o conheciam superficialmente: afirmava entender de vinhos (possuía uma adega riquíssima), quadros e selos. Mas, segundo Talbot, o grande Gary Cooper não sabia distinguir uma garrafa de cidra de uma garrafa de mel.

Gary era hipocondríaco, mostrava-se sempre ansioso por distúrbios inexistentes. Tratava-se constantemente de qualquer mal e de três em três meses ia ao médico. Segundo o dublê, foi um mistério o fato de o câncer que matou Gary Cooper aos 67 anos ter-se apoderado de seu corpo justamente entre uma visita e outra ao médico.

 

Através de Slim Talbot, descobrimos um ator que odiava Hollywood e o seu modo de viver; odiava as pessoas que trabalhavam com ele, odiava as recepções às quais era obrigado a comparecer, a beber e desempenhar o papel de milionário. Talvez viver em Hollywood tenha contribuído para matá-lo mais cedo.

 Desempregado, após o falecimento do amigo Gary Cooper, Slim Talbot passou a viver com a esposa e as suas lembranças num Rancho, com diversos cavalos e algumas cabeças de gado, mas sem nenhum centavo. O estúdio lhe deu uma aposentadoria de cento e vinte dólares mensais. Bem diferente do que recebia, por exemplo, o duble de Bing Crosby: um pagamento vitalício de mil dólares.

16/03/2010 Posted by | Uncategorized | , , | Deixe um comentário

Tito Madi é o balanço em pessoa.

Faço questão de lembrar o que é bom. A época pré-bossa nova está na minha lista. Não é saudosismo, pois nem era nascido naquele tempo. Mas vou citar um trecho da crônica “Mamutes Mecânicos”, na qual o escritor Ruy Castro lamenta o esquecimento e a destruição do que temos de belo, e transferi-la para o tema em questão.

 Pode-se dizer que essa história já era, que o presente é outro e não quer nem saber. Mas o presente que atropela e esmaga o passado, só terá, no futuro, sua própria mediocridade a exibir. Se tiver futuro.

Incluo na lista dos esquecidos o cantor Tito Madi que exerceu grande influência sobre a Bossa Nova com seus samba-canções harmonicamente modernos. Esses gêneros musicais, um samba-canção ou uma bossa nova, juntamente às vozes que encantaram gerações, nunca deixarão de existir na minha lembrança e neste blog.

15/03/2010 Posted by | Uncategorized | | Deixe um comentário