SÁVIO SOARES

Cinema e música.

O maior cantor do século 20 e o maior ator vivo.

Ok, mais um capítulo no filme sobre o Frank: Scorcese vai de Al pacino no papel do Frank em sua fase adulta e de Robert De Niro interpretando o grande Dean Martin. Será, pelo visto, um filme de proporções épicas e abordará fases e acontecimentos marcantes da sua vida – um prato cheio para o grande diretor.

 

 Portanto, até agora, dois atores reviverão o Frank Sinatra na telona: Al Pacino (o maior ator vivo do cinema) e o “Titanic” Leonardo DiCaprio. Acho no mínimo interessante colocar o Pacino de Sinatra adulto. Quanto ao DiCaprio, prefiro que interprete o Frank em sua primeira infância: dos dois aos seis anos de idade.

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31/05/2010 Posted by | Uncategorized | 2 Comentários

Judy Garland – sensibilidade à flor da pele.

Nenhum dos filmes de Judy é memorável, nem mesmo Nasce Uma Estrela, A Star is born. Ela é o que importa. Vê-la no palco. A única branca que nos toca no que temos de mais íntimo, quando canta. Exige nossa condição incondicional. Seu rosto ansioso é hipnótico e sabemos que, naqueles filmes idiotas, está falando de coisas muito além do que parece no script. (Paulo Francis)

 

É inegável que Judy Garland era uma excelente atriz e fabulosa cantora. Guardo com carinho dois filmes com a atriz: “O Mágico de Oz” (The Wizard of Oz, 1939)  e “Nasce Uma Estrela” (A Star Is a Born, 1954). Com o meu filho revejo o clássico filme infantil e ainda me surpreendo com a profusão de cores e fantasias. A interpretação de Garland na canção “Over The Raibow” emociona sempre.

Já no filme “Nasce uma estrela”, o casal central, James Mason e Judy Garland, está perfeito. Duas cenas, entre tantas, destaco:

A primeira cena se passa na entrega de um prêmio, quando o marido (brilhantemente interpretado por James Mason e que lhe valeu uma indicação ao Oscar) entra embriagado no teatro e causa constrangimento à esposa, há um misto de pena e respeito ao astro decadente, mas querido por todos que estão presentes.  

 A segunda cena se torna ainda mais emocionante quando você sabe da vida da atriz por trás das câmeras: extremamente insegura, tornou-se viciada em medicamentos e bebidas desde a adolescência (os estúdios davam remédios para Judy dormir, para acordar e para perder peso – a sua maior obsessão). Neste filme e mais especificamente, nesta cena, Judy estava psicologicamente arrasada.

Realizada supostamente entre James Mason e Judy, era justamente o ponto culminante do filme, em que ela se penitencia dos erros e se desculpa do próprio sucesso diante do marido fracassado, prestes a se suicidar. Por ser quase toda em close-up, a cena não exigia a presença de Mason e, assim, Judy representou sozinha, somente para a câmera. A jornalista brasileira Dulce damasceno de brito estava no set de filmagem exatamente nesta cena, e assim narrou:

Pouco antes, o diretor George Cukor chamou a atriz a um canto e, em voz baixa, discutiram como seria filmada a cena e Judy ensaiou, quase num sussuro, ininteligível de onde me encontrava. De repente, Cukor ordena: “Silencia! Câmera, luzes…ação!”

Sensibilidade à flor da pele, rosto contorcido pela emoção, Judy inicia o quase monólogo. Lágrimas escorrem copiosamente por suas faces, sem auxílio de glicerina ou qualquer outro artificialismo. Para minha própria surpresa, acredito na cena como se estivesse no escurinho do cinema…e começo a chorar também. Meu amigo tem a mesma reação e, discretamente, tira um lenço do bolso. Quando Cukor finaliza “Corte! Print it!”, o silêncio permanece no ar, por alguns segundos a mais. Depois, como autômatos, movidos por algo inexplicável, ainda com um nó na garganta, todos nós aplaudimos. Foi a única vez em que chorei numa filmagem.”

A genial Judy Garland na emocionante cena 

 Em 1969, Judy tinha apenas 47 anos de idade quando foi encontrada morta dentro do banheiro, sentada no vaso sanitário, com a cabeça entre as pernas e os braços esticados até o chão. Grandes dívidas financeiras, várias tentativas de suicídios e quatro casamentos fracassados (estava no quinto), Judy deixou três filhos, entre eles a talentosa (e também problemática) Liza Minelli.

Mais uma estrela que não teve estrutura emocional para suportar o sistema de Hollywood. O grande ator Spencer Tracy foi perfeito nas palavras: “O público de Judy Garland não se limita a vê-la e ouvi-la: identifica-se com ela, no sentimento das canções que interpreta e no próprio drama pessoal. É um dos raros casos de total integração entre artista e fã.”

Judy Garland – Excepcional atriz e cantora

29/05/2010 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

Cheek To Cheek – Você sabe dançar? Está brincando…

“Heaven I’m Heaven….”

Antigamente os maiores dançavam assim. Hoje em dia qualquer banda de forró, axé e outro troço qualquer, têm “grandes dançarinos”. Conversa pra boi dormir. Para os de hoje, na verdade, tanto faz se conhecem ou não os gênios da dança – não entendem o que é sensualidade,  glamour e, principalmente, dançar de verdade.

Aprendam… Não! Apenas observem – aprender é impossível.

21/05/2010 Posted by | Uncategorized | 2 Comentários

Charles Bronson – Poucas palavras e muita ação.

Ontem assisti a dois filmes da série Desejo de Matar com o ator Charles Bronson. É pancada para todo lado. Derramamento de sangue e mortes que beiram o ridículo. Nada como os filmes policiais da década de 80: Sem compromisso com o politicamente correto, apenas diversão momentânea.

 Charles Bronson, no início de carreira participou de filmes de aventura que foram grandes sucessos: Sete Homens e Um Destino, Fugindo do Inferno e Os Doze Condenados. Cansado por não alcançar o status de astro (Na época, impossível de competir! Dividia os sets de filmagens com os melhores astros da época – de Lee Marvin a Steve McQueen, de Yul Brynner a Ernest Borgnine, entre tantos outros), Bronson foi para a Europa e trabalhou com Alain Delon em Adeus Amigo, rodado na França e Itália, sucesso de bilheteria na Europa.

Durante toda a carreira no cinema deve ter decorado apenas duas laudas de texto. Ator de poucas palavras. O período de relativo ostracismo chegou ao fim em 1968: Talvez por falar tão pouco, ganhou um marcante papel no clássico do faroeste Era Uma Vez No Oeste e teve a honra de ser dirigido por um dos maiores diretores do Século 20 –  o italiano Sergio Leone.

 

Charles Bronson sofria do Mal de Parkinson e faleceu aos oitenta e um anos de idade.

17/05/2010 Posted by | Uncategorized | | Deixe um comentário

Frank Sinatra – 12 anos sem “A Voz”.

Muito foi dito sobre o maior cantor do mundo, mas sempre encontro algo marcante. Recordo-me daquele dia triste, das reportagens, dos depoimentos emocionados dos amigos, familiares e fãs espalhados pelo mundo. Sinatra faleceu no dia 14 de maio de 1998 e a homenagem do Jornal Nacional no dia 15 foi perfeita. Um jornal quase por inteiro dedicado ao Frank. Não havia outro jeito, pois o próprio dono da Rede Globo, Roberto Marinho, era colecionador e fã incondicional do Blue Eyes.

 

Emocionante, já quase no fim do Jornal, a jornalista Fátima Bernardes dizendo:

 E agora, que o fim chegou, todo mundo vai ver o azul dos olhos de Sinatra nos filmes em preto e branco. Agora, o mundo inteiro vai ouvir de novo canções que tiveram o destino privilegiado de encontrar “A Voz”. Agora, enfim, sem o olhar azulado e no silêncio da voz que se perdeu, fica ainda mais clara a importância de Frank Sinatra – um homem que viveu a vida por completo e que deixou uma marca por onde passou – porque tinha estilo…porque tinha um jeito próprio… de viver.

 

Descanse em paz The Chairman.

 

14/05/2010 Posted by | Uncategorized | | 2 Comentários

Lena Horne

Grande (e bela) atriz e cantora negra que nas décadas de grande segregação racial nos EUA rompeu barreiras – no peito e na raça e, logicamente, com muito talento. Lena, no início de carreira, sofreu influências de Billie Holiday e se tornaram amigas.

Contam que houve uma comoção geral quando Lena Horne entrou num grande cassino de Las Vegas pela porta da frente. Foi a primeira negra a conseguir tamanha proeza. Na época, todos os cantores negros entravam e saíam pela porta dos fundos. Porém, após a entrada triunfal de Horne, ninguém teve coragem de barrá-la.

Neste vídeo Lena Horne faz um dueto sensacional com outro negro vitorioso: Sammy Davis Jr. Para os dois, apesar da pressão, o preconceito baixou a crista.

13/05/2010 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

Vinicius de Moraes e suas dúvidas existenciais…

Numa determinada época, devido ao imenso assédio das mulheres, Vinicius estava preocupado com a sua vida amorosa. Ele não sabia se as namoradas o amavam como homem ou à sua fama como poeta. Resolveu perguntar para o amigo, o escritor Otto Lara Rezende:

 – Otto, você é meu amigo, me diga sinceramente. Você daria pra mim, mesmo que não soubesse que sou o Vinicius de Moraes?

 – Claro que daria! – Respondeu o amigo.

O Tom e o Vinicius

04/05/2010 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

Um belo tango no final de tarde

Dos subúrbios de Buenos Aires e Montevidéu para o mundo. Cruzou fronteiras. Inicialmente os parisienses se encantaram pelo ritmo sensual, depois foi apenas uma questão de tempo. “Por Uma Cabeza” (1935) – Música de Carlos Gardel e Composição de Alfredo Le Pêra.

Neste vídeo os instrumentistas arrasam…

03/05/2010 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

Imperdível! Cauby Peixoto interpreta em shows canções imortalizadas pelo Frank Sinatra.

Aos 79 anos, Cauby continua com toda disposição. Vai fazer shows (neste sábado e domingo, no Teatro Fecap em SP) com canções do Sinatra e depois será lançado em DVD. Considero o Cauby um cantor do primeiro time. Ainda tem fôlego para interpretar canções que foram imortalizadas pela voz mais conhecida do mundo.

Cauby (e convidados) já havia lançado um belo CD em homenagem ao Frank. 

Diz ainda a informação, que o Cauby Peixoto convidará Frank Sinatra Jr. para o lançamento do disco e DVD. Seria legal um dueto com Frank Jr., pois o filho do Homem também tem uma bela voz.

02/05/2010 Posted by | Uncategorized | 4 Comentários