SÁVIO SOARES

Cinema e música.

O som de Louis Armstrong.

Segundo críticos, o fraseado começou pra valer com Louis Armstrong no chamado jazz clássico. Foi ele quem cristalizou o negócio. As suas gravações com o pianista Earl  Hines e a introdução de Armstrong em West End Blues são fortes referências e influências na história do Jazz.

Além de gênio no trompete, Satchmo tinha uma voz inconfundível e marcante.

27/06/2010 Posted by | Uncategorized | 2 Comentários

Dean Martin também fazia do deu jeito.

Dino em estado puro: Na década de 60, mesmo no auge, querido e requisitado, com vários shows em cassinos, contava piadas intercaladas por canções sérias ou paródias e arrastava multidões de fãs que o reverenciavam e riam de tudo que fazia. Mas nada disso parecia lhe subir a cabeça. Na verdade, apenas metade do seu tempo era ocupada pelo trabalho – boa parte da outra metade Dean dedicava ao golfe.

 

Difícil imaginar nos tempos de hoje um astro que não se importe com os holofotes. Dean Martin não se preocupava com essas bobagens.

25/06/2010 Posted by | Uncategorized | | 2 Comentários

Versão de “O Mágico de Oz” com Robert Downey Jr.

Robert Downey Jr está com tudo. Após os sucessos dos gibis (Homem de Ferro 1 e 2), o astro estará na versão (lá vem novidade…) do clássico “O Mágico de Oz”, direção de Sam Raimi (Homem Aranha).

 

O filme será em 3D e Downey Jr. fará o papel de um homem simples do circo, antes de se tornar um mágico. O roteiro se passará antes do filme de 1939. Tomara que o filme não fuja muito ao grande clássico. Lembremos o que Tim Burton fez a refilmagem de “Alice no País das Maravilhas”…

 

Já falei que esse ator é talentoso. Por mim, ele faria o papel do Sinatra no filme do Scorcese sem problemas, bem melhor do que o Leonardo DiCaprio (mas, pelo bem do filme mais esperado do século, espero me arrepender bastante)

19/06/2010 Posted by | Uncategorized | | 7 Comentários

Pat Garrett e Billie The Kid (1973) – Este é um dos clássicos que mantém o faroeste vivo.

Ontem, conversando com o meu amigo Felipe Neri, fui lembrado dessa obra-prima.

 

Sam Peckinpah era um estilista. A estética da violência predomina em seus filmes: Pistoleiros do Entardecer, Meu Ódio Será Sua Herança e Sob o Domínio do Medo estão aí para provar. Em todos os seus filmes, este não é exceção, as seqüências de violência gratuita têm preço e valem cada centavo do seu dinheiro. Neste clássico o estilo alegórico contrasta com o ritmo lento. Mas não se engane, trata-se de um espetáculo de primeira.

O diretor (já, naquela época, entornando todas) se preparou para este projeto, mas o filme foi um fiasco de bilheteria (o que, para mim, não quer dizer nada, pois Titanic bateu recordes de bilheteria e tendo como astro principal um medíocre Leonardo DiCaprio)

 

Sam Peckinpah

Imagine Bob Dylan, Kris Kristofferson, James Coburn e Sam Peckinpah juntos. Quantas garrafas de uísque devem ter consumido nas filmagens? (Não sei se o Jason Robards Jr. que também participa do filme bebia, mas sei que o seu pai – Jason Robards – era bom de copo).  

Há cenas que, para mim, são antológicas – duvido que o gênero faroeste perdesse o público se diretores como John Ford, Sam Peckinpah e Sergio Leone estivessem vivos e produzindo. Há ainda uma canção marcante de Bob Dylan (“Knockin’ on Heaven’s Door”) que nos lembra (sempre) que a morte está à espreita.

 

Imperdível!

19/06/2010 Posted by | Uncategorized | | 2 Comentários

Humphrey Bogart e Lauren Bacall – Nem tudo foi perfeito.

Quando Boggie a conheceu era casado pela terceira vez. A esposa se chamava Mayo Methot, uma atriz maluca e quando provocada pelo próprio marido jogava pratos e atirava facas sem medir as consequências. E, ao contrário do que muitos pensam, Bogart era fino por natureza e grosso quando tinha vontade.

O durão Bogart e a bela Bacall

 Lauren Bacal era modelo e estava no auge da sensualidade e da beleza quando Boggie a conheceu durante as filmagens de “Uma Aventura na Martinica”(1944). Foi paixão fulminante. Bogart separou-se da terceira esposa, casou-se com Bacall, tiveram dois filhos e uma vida sem turbulências até o câncer de esôfago que o maltratou e, por fim, o matou. A bela esposa esteve ao seu lado durante todo o sofrimento.

Porém, a realidade foi diferente dos romances de Hollywood: Durante a terrível doença do marido, Bacall ainda encontrou tempo para fazer algo que nenhum médico indicaria para aliviar o sofrimento de qualquer paciente terminal: Sentindo-se carente e solitária, passou-lhe um belo par de chifres com um amigo pessoal de Boggie, o Frank Sinatra. Após a morte do marido, Bacall e Sinatra noivaram. Mas depois o Frank a dispensou, pois ela fez questão de divulgar o que para ele era um segredo – o noivado. Hoje em dia seria um prato cheio para as fofocas…

Frank Sinatra, feliz da vida, entre as belas Doris Day e Lauren Bacall.

18/06/2010 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

A atriz Vivien Leigh recebeu uma migalha por …E O Vento Levou.

Impressionante a desvalorização das atrizes em tempos passados. A inesquecível Vivien Leight, Oscar de melhor atriz de 1939, por seu desempenho em …E o Vento Levou, recebeu apenas 15 mil dólares pelo trabalho, que lhe custou oito meses de filmagens.

 

Comparando, quando a atriz Joan Collins participava do seriado de televisão Dinastia, recebia um cachê diário do mesmo valor: 15 mil dólares. Não vamos comparar filme por seriado nem atriz por atriz, mas realmente a desvalorização das grandes atrizes era impressionante. Mesmo assim, até hoje ainda existem diferenças salariais entre astros e estrelas e poucas conseguem se impor.

17/06/2010 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

Gregory Peck – O maior herói das telas.

Se a Deborah Kerr que o Gregory Peck…(Rita Lee o reverenciou na canção “Flagra”)

 

Foi grande a surpresa dos fãs quando Gregory Peck aceitou interpretar o carniceiro nazista Dr. Mengele no bom filme Meninos do Brasil (1978). Trata-se de uma exceção, pois Peck sempre escolhera personagens íntegros na longa carreira como ator. Alto e charmoso, lacônico mas gentil, voz profunda e grave, atuava de acordo com suas convicções liberais.

 Recebeu um Oscar pelo papel principal no clássico O Sol É Para Todos (1962), no papel de um advogado sulista que defende um negro acuado injustamente. A lista de grandes filmes em que atuou é extensa, posso citar: Quando Fala o Coração (1945), Duelo ao Sol (1946), David e Betsabá (1952), As Neves do Kilimanjaro (1952), A Princesa e o Plebeu (1953), Os Canhões de Navarone (1961) e Arabesque (1966). Porém, Gregory tinha o seu filme preferido: O Matador (1950), sobre um pistoleiro que a notoriedade não permite se aposentar. Ele também atuou e produziu três filmes: Da Terra Nascem os Homens (1958), A Profecia (1976) e MacArthur (1977).

 

Educado e cortês com os jornalistas e fotógrafos, não freqüentava as colunas de fofocas de Hollywood. Na vida fora das telas, Gregory Peck, sofreu um forte abalo: o assassinato do filho Jonathan, aos 29 anos, por traficantes de drogas. A segunda esposa (desde 1954), a jornalista Veronique Passani, estava ao seu lado quando Gregory Peck faleceu em 2003.

Bela homenagem a Gregory Peck na voz de Ella Fitzgerald

Gregory Peck foi presidente da Academia de Hollywood (67/70) e recebeu em maio de 2003 o prêmio de Maior Herói das Telas do American Film Institute – um prêmio merecido, mas tardio – lhe fora entregue duas semanas antes da sua morte.

13/06/2010 Posted by | Uncategorized | | 2 Comentários

O clássico “Alice no País das Maravilhas” – Tim Burton o transformou num filme idiota.

Não adianta. O desenho animado de 1951 continua imbatível. Tanto o livro quanto o desenho animado (de 1951) têm um élan que nos encantam e apresentam uma visão surreal com guinadas na estória em pequenos espaços de tempo. Por tais razões, achei que o Tim Burton seria o diretor perfeito para filmar o clássico, mas me surpreendi negativamente. Burton não estava inspirado. (pelo que li, talvez pela recente morte do pai)

No filme, o diretor criou uma nova situação: Alice, já adulta, por alguns motivos vai ter que visitar novamente o reino subterrâneo. A partir daí Tim Burton “viaja” e divorcia-se do roteiro original. Seria excelente, talvez uma nova versão nos moldes de “A Fantástica Fábrica de Chocolates” (2005) e com a presença do ator e parceiro de outros filmes, o sempre ótimo Johnny Deep, mas está tão maquiado que chama mais atenção do que o próprio filme. Infelizmente não foi o que esperava – não há fantasia – o ponto forte dos clássicos filmes infantis.

É impossível imaginar um romance do Chapeleiro Maluco e Alice. Pois é, mas o diretor criou um “clima romântico” entre os dois. O grande Tim Burton, realmente, não está bem…

10/06/2010 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

Você já viveu, sem ter ouvido Julie London?

Julie possui o canto das sereias. Impossível não relaxar ao ouvir a sua encantadora voz.

Aproveite. O pacote era completo: Voz e corpo na mesma proporção.

09/06/2010 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

De-Lovely – Um belo e sensível filme sobre o inesquecível Cole Porter.

“Numa época em que só as pessoas certas viajavam, ele reinou nos salões elegantes de Veneza, nas praias ainda selvagens do Sul da França e nos cabarés cheios de jazz de Paris.” – Ruy Castro

 

Diz o ditado que “viver bem é a melhor vingança”. Até certo tempo, Porter seguiu esse ditado, mas só até a queda do cavalo que o deixou com dores insuportáveis e resultaram na amputação das pernas, além da perda da mulher, Linda Porter, que era inspiração e, principalmente, o seu ponto de equilíbrio.

O filme De-Lovely: Vida e amores de Cole Porter (De-Lovely, 2004) é imperdível. Além de vários clássicos do músico, compositor e bon vivant, interpretados por diversos cantores (alguns excepcionais, outros nem tanto) da atualidade, há desempenhos excepcionais dos atores Kevin Kline e Ashley Judd.

“So In Love” – Emocionante cena do excelente filme.  

Após o trágico acidente, Cole Porter tornou-se um homem triste e infeliz. Mesmo se sentindo inválido, compôs ainda canções insuperáveis. Teve uma grande mulher – Linda Porter, mas também teve muitos amantes – era bissexual. De família tradicional e rica, o genial compositor não ficou deitado em berço esplêndido: arregaçou as mangas e botou para fora toda a sua genialidade na forma de emocionantes e belíssimas composições – o grande felizardo foi o mundo – Obrigado Cole Porter.

09/06/2010 Posted by | Uncategorized | | Deixe um comentário