SÁVIO SOARES

Cinema e música.

Wilmaaaaa!!! Parabéns Flintstones!

Cinquenta anos de Os Flintstones. O nostálgico desenho animado retrata a classe trabalhadora da época da Idade da Pedra e sobre o cotidiano das famílias de forma divertida e leve. Tem ainda os amigos vizinhos e o chefe ranzinza da pedreira.
 

Fred e Barney – Os amigos briguentos, mas inseparáveis, aprontaram alguma…

 

 
 

Não posso esquecer do divertido Dino, um dinossauro como cão de estimação. Trata-se de um desenho animado que não tem idade, pais e filhos se divertem juntos. Um clássico.

 

30/09/2010 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

Tony Curtis (1925 – 2010) – Mais um dos grande atores de Hollywood se foi.

O astro Burt Lancaster recomendou o amigo Tony Curtis para atuarem juntos nos filmes Trapézio (1957) e A Embriaguez do Sucesso (1957). Foi o suficiente para que a sua carreira engatasse.
 
 
 

Em 1958, Tony foi indicado para o Oscar de melhor ator por Acorrentados (1958). Depois disso, brilhou ao lado de Marilyn Monroe e Jack Lemmon na fantátisca comédia Quanto Mais Quente Melhor (1959), provando que era tão bom comediante quanto ator dramático. E no épico Spartacus (1960) nada ficou devendo a Sir Laurence Olivier nas cenas que fizeram juntas (a cena que o personagem homossexual vivido por Laurence se insinua para o gladiador vivido por Curtis entrou para a história do cinema). Foi o melhor período de Tony Curtis em Hollywood.

Tony Curtis e a bela atriz e esposa, Janet Leigh.

Após a sua fase de ouro no cinema, atuou ainda em comédias românticas e teve uma atuação magistral vivendo um estrangulador no filme O Homem que Odiava as Mulheres (1968). A partir dos anos 70 perdeu espaço – Já não era um galâ, estava ficando careca e havia engordado, portanto não havia espaço para atuar em papéis de galã ou mesmo gladiador. Tentou a TV no seriado The Persuaders (1971) e escreveu um livro de ficção, mas ambas experiências foram um fracasso absoluto. Então, veio a depressão, enterrou-se no álcool e na cocaína (fato comum em Hollywood quando atores e atrizes que atingiram o estrelato caem no limbo não conseguem suportar a pressão advinda do fracasso).

Tony e a filha Jamie Lee Curtis.

 O astro encontrou seu “porto seguro” na pintura

Tony teve seis filhos (um deles a famosa Jamie Lee Curtis) e foi casado com a bela atriz Janet Leigh, que interpretou a personagem que leva as famosas facadas no clássico Psicose (1960). Nos últimos anos, Tony dedicou-se à pintura, conseguiu algum sucesso e, aparentemente, encontrou paz. Faleceu em Las Vegas aos 85 anos de idade.

30/09/2010 Posted by | Uncategorized | | 2 Comentários

Miles Davis – “Sketches of Spain” (1960)

 
 “O Concerto de Aranjuez só ficou famoso porque Davis o descobriu e gravou.” – Ruy Castro no livro “Tempestade de Ritmos”.

Dizem que o compositor do Concierto de Aranjuez, Joaquín Rodrigo, não gostou do que Miles Davis fez com sua obra. Segundo o escritor Ruy Castro, quando Miles Davis soube do papo, disse o seguinte: “Talvez goste mais quando começar a receber os cheques pelos royalties”. Dito e feito, concluiu o escritor.
 
É considerado um dos discos mais acessíveis do trompetista. Neste disco, Miles Davis improvisa menos. Alguns críticos de música não consideram Sketches of Spain um disco de jazz. Pra mim não importa se é ou não, apesar de considerá-lo sim, um grande disco de jazz. Quando Miles soube que estavam discutindo sobre o referido assunto, ele foi direto: “É música, e eu gosto”. Estou com ele.  

28/09/2010 Posted by | Uncategorized | | Deixe um comentário

Peter Lawford – O elegante ator inglês que sabia os segredos de Camelot não agüentou a pressão, o vício e teve um final de vida infeliz.

Rose Kennedy costumava dizer que “Deus nunca nos dá mais do que podemos suportar”. Deus deu a Lawford mais do que ele podia suportar. – Leonard Gershe

 

Peter teve uma vida agitada em Hollywood com diversos casos amorosos: Lana Turner, Ava Gardner e casou-se com a poderosa Pat Lawford, irmã de Jack, participou do Rat Pack e fez filmes de sucesso. Por se envolver com o grande amor do Frank Sinatra, este simplesmente deixou de dirigir-lhe a palavra e prometeu quebrar-lhe as pernas.

Mas a situação iria mudar para melhor: Apesar das rejeições e de uma brusca tentativa de conciliação através de Pat – “Como a maioria das mulheres, ela era louca por Frank”, disse o atormentado Peter Lawford, Frank Sinatra queria se aproximar de John Kennedy, então não havia oportunidade melhor: Aceitou as desculpas de Peter e refizeram a amizade.

 John kennedy há muito que se sentia fascinado por Hollywood, principalmente pelas grandes estrelas, não pelo talento de interpretar e sim, por outros atributos. As “expedições de caça” sempre terminavam com “várias presas”, sejam aspirantes ou grandes estrelas, como Gene Tierney e June Allyson. O importante para o priápico Mr. President era variar… A oportunidade de ampliar o terreno aconteceu com a chegada do cunhado famoso, pois John admirava o savoir faire de Peter e sua elegância. 

Os Kennedys – Assim como Jackeline Kennedy, Peter se sentia um pássaro fora do ninho.

Porém, enquanto a carreira de Peter continuava em ascensão, sua vida doméstica se deteriorava. Mais e mais ele e Pat Kennedy tinham dificuldades de convivência – na verdade, não se suportavam, passavam longos períodos afastados. Às vezes Peter ficava envolvido por outras atrizes: teve um breve romance com Kim Novak (essa não dispensava ninguém…) e por algum tempo manteve um romance em Nova York. A regra era: Infidelidade sempre.

 

 Peter Lawford com os poderosos Joe Kennedy (pai) e John F. Kennedy (filho).

Devido a bebedeiras, drogas, infidelidades e desastrosas declarações, Peter Lawford foi totalmente isolado da poderosa família Kennedy, inclusive dos próprios filhos. A única pessoa da família kennedy que não evitou Peter foi Jackie Onassis. Gostava dele, pois sentiu na pele o que era ser um forasteiro numa família tão conservadora e preconceituosa.

 Peter teve envolvimento em capítulos importantes na história da cultura americana do Século 20:

 Foi idéia de Peter chamar Marilyn para cantar Happy Birthday para John Kennedy, como o grande final da noite. Seria a primeira vez que marilyn se apresentaria para uma audiência ao vivo desde 1954, quando se exibira para os soldados americanos na Coréia. (Em plena lua-de-mel com Joe DiMaggio!)

Participou do Rat Pack junto ao líder Frank Sinatra, Dean Martin, Sammy Davis Jr. e Joey Bishop. Uma época de ouro, jamais vista outra vez em Las Vegas.

Sabia de muitos detalhes das decisões que aconteciam na Casa Branca, época em que o poderoso cunhado foi presidente, mas nunca disse nada ele guardou muito bem os segredos dos kennedys.

 

A última esposa de Peter – mas ele já estava envelhecido e destruído pelas drogas e mágoas.

A morte de Peter lawford foi um suicídio lento, amargurado com muitos ex-amigos, Peter se queixava de abandono (Sinatra nunca mais lhe deu um “bom dia” e evitava qualquer contato com o ex-Rat Pack). A vida parecia não ter sentido, procurava ganhar qualquer migalha e gastava tudo em drogas e farras. Estava no fundo do poço.

 Quase no fim da vida, Peter entrou num estado de degradação física e mental impressionantes. Deixara os cabelos e as unhas crescerem tanto que parecia com o maluco Howard Hugues. Sofria de incontinência e não dava o trabalho de trocar os lençóis. Havia comida podre e fezes de gato por todo apartamento. Mesmo após internamento não conseguiu se recuperar do alcoolismo.

Época de glória e poder em Hollywood – Vários jornalistas, apresentações em Las Vegas com os amigos do Rat Pack e ainda trocava figurinhas e viajava no mesmo avião do poderoso cunhado.

Seu estado se agravou quando os médicos descobriram que seu fígado avariado parara de segregar uma enzima necessária para a coagulação do sangue. No dia seguinte, quando recebeu uma pancada no braço e este inchou ao dobro do normal, sabiam que era o fim. Três dias depois o sangue aflorava à superfície do braço inchado como se fosse transpiração. Após um pequeno período de recuperação, o fígado não suportou tanto álcool e outras drogas.

Peter faleceu no dia 24 de dezembro de 1984, aos 61 anos de idade. Foi cremado no Natal, e no dia seguinte um pequeno grupo de parentes e amigos compareceu ao funeral reservado na Capela Mortuária de Westwood Village. Estavam presentes os quatro filhos de Lawford, Caroline Kennedy e Bobby Kennedy. Depois do serviço religioso de trinta minutos, que incluiu a execução da canção “Love”, de John Lennon, as cinzas de Peter foram encerradas numa cripta, a cinqüenta metros do local em que estavam as de Marilyn Monroe.

26/09/2010 Posted by | Uncategorized | | 1 Comentário

Uma cena antológica – katharine Ross, Paul Newman, uma bicicleta e a música de Burt Bacharat.

O filme é um clássico do faroeste. Na verdade, um dos últimos grandes, já no fim da década de 60. Bucth Cassidy and Sundance Kid (1969), na ordem, interpretados por Paul Newman e Robert Redford, tem belas cenas que ficam no imaginário de um cinéfilo e não saem mais. Uma delas é quando uma bicicleta – na época, para qualquer ser vivo, quase um disco voador – é “domesticada”  por Butch (Newman, como sempre, excelente) e a amiga Katharine Ross (belíssima!), namorada de Kid (Redford). Para completar, a música é leve e divertida e se encaixa perfeitamente na cena.

Uma curiosidade: Ao ver a cena da bicicleta o futuro diretor Robert Redford não teria gostado, sugerindo que a mesma fosse cortada do filme. A cena, com a música Raindrops keep Fallin’ on My Head de Burt Bacharach (temos que respeitá-lo – o homem teve um caso com Marlene Dietrich!), se tornou eterna para os admiradores da sétima arte.

O grande ator Paul Newman tem um carisma e charme impressionantes e a linda Katharine Ross exala sensualidade. Uma cena para a eternidade…

24/09/2010 Posted by | Uncategorized | 2 Comentários

“Casablanca” – Na verdade, Dooley Wilson tocava bateria.

A pedido de Ilsa Lund (Ingrid Bergman), Sam (Dooley Wilson), o pianista e cantor contratado por Rick (Bogart), toca e canta “As Time Goes By”, clássico que marcou o romance do casal em Paris no filme Casablanca (1942), considerado por nove entre dez críticos o melhor filme do século 20.
 
   

Outra cena clássica com a participação de Dooley Wilson é quando Rick está apenas com Sam, a boate já fechada, e começa a beber e se torturar, insistindo para que o amigo pianista toque a canção: “Você tocou para ela, pode tocar para mim…se ela aguentou, eu também aguento!”
 
Dooley Wilson, apesar de já ter trabalhado em mais de 20 filmes, ganhou a imortalidade após o estrondoso sucesso de “Casablanca”. Para atuar recebeu 350 dólares por semana e o contrato durou dois meses e uma semana.
 
 
Porém, curiosamente, o artista não tocava piano – o que diminuiu drasticamente as suas chances de trabalhar na noite. Na verdade, Dooley Wilson tocava bateria. No filme o pianista é Elliot Carpenter, Wilson apenas imitava os movimentos das mãos de Elliot. 

19/09/2010 Posted by | Uncategorized | | Deixe um comentário

O cantor Steve Tyrell vem gravando belos discos.

O produtor Steve Tyrell se destacou com a sua voz no filme “O Pai da Noiva” na versão com o comediante Steve Martin. Neste filme, Steve gravou o clássico “The Way You Look Tonight”. A partir de então, percebeu que tinha vocação não apenas para produzir, mas para soltar a voz.

Num CD do filho do Frank Sinatra, recordo-me também de uma tocante gravação em dueto com o Frank Jr. que fala de amizade e boemia. No disco Standard Time a qualidade está acima da média – Há também um disco com gravações de grandes clássicos da Disney e outro com sucessos do Sinatra. Gostei.

 

17/09/2010 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

O negócio da belíssima Jennifer O’Neill, a sensual viúva de “Verão 42”, é casar.

Por onde anda a bela e talentosa Jennifer O’Neill? – Pergunta que me fiz várias vezes…
 
 

Ela nasceu no Rio de janeiro – onde seu pai era adido cultural da Embaixada dos EUA – em 20 de fevereiro de 1948. Manteve a dupla cidadania e fala corretamente o português. Seus pais voltaram aos EUA em 1962, fixando-se em Washington e depois Nova York, onde, Jennifer, aos 15 anos, começou a trabalhar como modelo. 

 

Uma capa na revista Vogue lhe valeu um teste com o diretor e produtor Howard Hawks, que a usou em Rio Lobo (1970) ao lado do mito John Wayne. Mas o sucesso pra valer ocorreu quando a bela atriz revelou uma sensualidade impressionante no filme Verão 42 (1971) – eu me imaginava no lugar daquele adolescente… O filme se tornou um clássico e a canção-tema de Michael Legrand é conhecida mundialmente. 

 

Jennifer atuou ainda em A Reencarnação de Peter Proud (1975), O Inocente (1976), último filme de Luchino Visconti, e Scanners…Sua Mente Pode Destruir (1981). 

Mas na vida a bela Jennifer teve episódios trágicos, a começar quando fazia o seriado de TV Retrato Falado (1985) que foi interrompido quando o galã Jon-Herik Hexum matou-se com um tiro acidental. Ainda jovem, Jennifer já era casada quatro vezes, teve uma vida envolta em escândalos e, atualmente (acho que até hoje, dia 13 de setembro…) é casada pela nova vez! 

  

 A belíssima canção e cenas do tocante filme Summer of 42 . 

13/09/2010 Posted by | Uncategorized | , | 9 Comentários

Sensacional! Um solo de castanholas com uma orquestra de arrepiar.

Há três anos aconteceu esse belíssimo concerto. Foi em Madrid. A castanhola tem um charme especial e junto a uma orquestra é impressinante. 
 
 
 
 

 Foi no Concierto Voces Para la Paz 2007
 

 

 

12/09/2010 Posted by | Uncategorized | 1 Comentário

Maradona, você não é melhor do que Pelé.

Não estou falando de gols, passes ou conquistas fubebolísticas. Essa briga é tolice. Como disse o “pensador” Sócrates ( o do Corinthians), “Quem é maior? A Argentina ou o Brasil?” 

A resposta é simples: O Pelé é o maior, pois atuou e foi dirigido pelo grande diretor John Huston – Na época, um desejo de 100 entre 100 atores de Hollywood.

O filme é de 1981 e além do Pelé o elenco tinha ainda o Michael Caine e o Silvester Stalone (pessimamente fazia o papel de um goleiro!). Nessa você perdeu feio, Maradona..   

11/09/2010 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário