SÁVIO SOARES

Cinema e música.

Já votou? Então, mais um presentinho para você…

Homenagem ao que a Suécia nos deu de melhor: Ingrid Bergman (voz de Dean Martin).

Anúncios

31/10/2010 Posted by | Uncategorized | | 6 Comentários

“Pacto de Sangue” (Double Indemnity, 1944)

“Como eu poderia saber que um assassinato às vezes pode ter cheiro de madressilva?” – o baleado Walter Neff (Fred MacMurray) confidenciando ao inconsolável amigo Barton Keyes (Edward G. Robinson).

Phillys Dietrichion (Barbara Stanwyck), uma esposa sensual, deixa Walter Neff (Fred MacMurray), um corretor de seguros, de quatro quando aparece envolvida numa toalha e exibindo uma tornozeleira. A partir daí a vida do vendedor se resume ao que a esposa arquiteta para receber um milionário seguro de vida do marido. O plano parece perfeito, mas entra em cena Barton Keyes (Edward G. Robinson), o esperto investigador de seguros, amigo de Walter, mas quanto mais parece não acreditar no que possa acontecer, mais se aprofunda na investigação. Além da citada frase, há entre os dois amigos uma famosa fala no final do filme.

O casarão utilizado nas filmagens até hoje impressiona pela beleza e pelo aspecto sombrio (considero-o perfeito para um filme noir) e a fotografia em preto e branco colabora bem para destacá-lo. Até hoje é visitado pelos cinéfilos turistas.

O elenco central é composto pela deliciosa Barbara Stanwyck, o galã Fred MacMurray e o pequeno grande Edward G. Robinson. A música de Miklos Roza é marcante e a direção de Billy Wilder é perfeita (como sempre). É importante lembrar que o humor cínico inconfundível do diretor continua presente mesmo nesse que é considerado pelos cinéfilos e críticos um dos melhores e mais marcantes filmes noir. (Acho que Billy Wilder não se interessava muito por isso…)

Trata-se de um filme imperdível. Para ver e rever.

31/10/2010 Posted by | Uncategorized | , , | 2 Comentários

Michael Buble não é melhor que Robbie Williams.

Convenhamos, RW dá um banho em MB. O primeiro tem voz e afinação. O segundo também tem voz e afinação, mas é cantor comum, não passa emoção. Ponto.
 

 
 
 

 



 O primeiro faz uma homenagem carinhosa, divertida e engraçada – mas sem cair no ridículo – a Sinatra, Sammy e Dean, se pondo em seu lugar. O segundo quer o impossível: Ser Sinatra. Ainda bem que o limbo, o buraco negro, tem muito espaço…
 
 

 

29/10/2010 Posted by | Uncategorized | 2 Comentários

Não, o índio não inventou o escalpo – isso foi coisa de branco…

Nos filmes e nas histórias envolvendo o velho Oeste norte-americano, o índio, de uma forma, sempre saiu perdendo (lógico, de uns tempos passou a ser o “mocinho” em alguns filmes: Dança com Lobos é um exemplo clássico).  O fato provocava protestos pelos índios politizados, os quais tinham representantes no Congresso Norte-Americano.

No livro “Câmera, Ação! A Fascinante História do Cinema” de J. Pereira, um influente índio norte-americano (“chicasaw”), revela o seguinte:

Dizem (os brancos) que jamais lutávamos à noite, a noite nos amedrontava. Não é verdade. Não lutávamos porque à noite os grandes espíritos  não podiam ver as nossas bravuras e se morríamos, no escuro, não podíamos ter a certeza de que íamos para o nosso mundo do além. Além disso era importante que outros testemunhassem a nossa vitória sobre o nosso inimigo. apenas por isso não lutávamos à noite. Quer saber mais? Copiamos dos brancos muito das nossas crueldades. Foram os brancos que começaram a arrancar-nos o couro cabeludo, e não nós o deles. É que tinham interesse comercial nos nossos cabelos: mandavam para a Europa, onde ream transformados em perucas! Um bom couro cabeludo atingia até 500 dólares, mesmo naquele tempo. Achamos que a idéia não era má e passamos a imitar os brancos.

Outra curiosidade é que sempre que o índio vencia o branco era por engano ou descuido, diferentemente do branco que sempre o vencia por coragem e inteligência. Basta assistirmos aos filmes para confirmar.

29/10/2010 Posted by | Uncategorized | | Deixe um comentário

Ótimo! A Inesquecível “Escolinha do Professor Raimundo” está animando novamente um espaço antes destinado exclusivamente à mediocridade.

Impressionante a quantidade de feras que participaram da Escolinha do Professor Raimundo. Nunca vi uma reunião de tantos comediantes do primeiro time num programa diário. O genial e caridoso Chico Anysio aumentou a expectativa de vida de muitos daqueles que participaram do programa. 
Hoje um Canal pago (Viva) ressucita diariamente essa pérola da nossa história da televisão. Dizem que a audiência é alta. Pudera, é só compará-lo aos programas de humor atuais. Por exemplo, é uma verdadeira humilhação comparar os humoristas que participavam da Escolinha do Professor Raimundo aos que se dizem humoristas daquele programa que passa dia de sábado à noite, na Globo. Brincadeira…
 

 

O grande Chico resgatou muitos deles que estavam encostados, sem público, sem trabalho, num limbo quase sem fim. Além disso, lançou novos talentos que até hoje agradecem aos bancos da Escolinha e, principalmente, ao genial Chico Anysio.
 
 

 

26/10/2010 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

Vladimir Horowitz – Talento excepcional.

Alguns falam mal do século passado. Ora, só para começar, o século 20 nos deu a dança de Fred Astaire, a voz de Frank Sinatra e as mãos ágeis ao piano de Vladimir Horowitz. Acha pouco?
 

 

22/10/2010 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

Elvis Presley – Você acha que come muito? Os excessos do “Rei do Rock” ainda impressionam.

O “Rei” estava com 40 anos, pesava 120 quilos e, pasmem: Para entrar em seus macacões, usava espartilhos. Era um esforço supremo e cada roupa estranha custava algo em torno de 10 mil dólares.

Nos anos 70, para aguentar o ritmo puxado e loucuras de todos os tipos com mulheres de todas as raças, cores e credos, Elvis passou a tomar uma possante “vitamina” (era assim que ele chamava as drogas que tomava): Dilaudid, uma potente morfina sintética, geralmente reservada a amputados e pacientes com câncer terminal.

Já nos anos 60, Elvis sofria de lupus, uma doença auto-imune que evolui quando o indivíduo possui quadros de depressão. Quando tratava da doença, Elvis tomava enormes e contínuas doses de cortisona que no efeito colateral traz uma fome insaciável e mudanças de humor. Na época, os médicos não sabiam como as doses deviam ser administradas – as doses tomadas pelo Rei não eram para humanos.

A cortisona fazia parte de um protocolo (n.º 1) elaborado pelo Dr. Nick, o médico particular do mito. Então, para conseguir fazer os shows, Elvis Presley tomava um coquetel de remédios ministrados pelo médico particular. Horas antes da apresentação, o Dr. Nick aplicava no Rei uma dose de vitamina B-12 para sua “voz’, ministrava ervas, três supressores de apetite e testosterona. Depois, uma hora antes de entrar no palco, uma segunda dose para a voz (reclamava, constantemente, de dores na garganta), um descongestionante com anfetaminas e, se necessário, uma dose de Dilaudid.

Em seguida, momentos antes de entrar no palco, o protocolo n.º 3: cafeína, Dexedrina e mais dose de morfina. Quando terminava o show, tomava comprimidos para pressão, anti-histamínico, sedativos e demerol diluído. Antes de dormir, o Rei tomava um coquetel de Quaalude-Amytal-Placidyl, laxantes e comprimidos para pressão. Por fim, para findar o mortal ritual, o protocolo final incluía outro coquetel de Quaalude-Amytal.

Quer saber o cardápio do “Rei”?  Aí vai:

Todas as manhãs, comia omelete com seis ovos, batatas douradas e 20 fatias de bacon. No jantar, quase meio quilo de bacon, porção quadrupla de purê de batatas com molho de carne, batia tudo num liquidificador e, quando virava papa, engolia tudo, de uma só vez. O que comia entre as refeições era suficiente para alimentar uma escola infantil: dezenas de sanduíches de manteiga de amedoim e geléia de uva, picolés de chocolate e jarras de iogurte.

 Tudo e muito mais está no livro sensacionalista do escritor David Comfort, “O Livro dos Mortos do Rock“(2010), que li de uma “tacada” só (são capítulos sobre vários ídolos mortos tragicamente). Mesmo que já tenhamos ouvido diversas histórias (fantasiosas ou não), a criatividade de algum escritor ainda me surpreende. Em determinado trecho do capítulo sobre o Elvis Presley, o escritor diz:

Doces eram como drogas para ele, assim como as drogas eram seus doces, e seu apetite por ambos era tão insaciável quanto compulsivo. Seus tratadores tinham de vigiá-lo de perto nos horários das refeições, pois muitas vezes ele apagava em virtude dos remédios e os alimentos parcialmente mastigados precisavam ser remolvidos de suas vias aéreas.

Uma pena que não tenha aguentado a pressão. No caso do Elvis, a fixação pela mãe era um sério motivo e após a sua morte o quadro piorou. Quanto aos números, os do “Rei do Rock” ainda impressionam: 97 álbuns de ouro, 53 singles de ouro e platina e 385 músicas nas paradas de sucesso. Estrelou 31 filmes e vendeu (em números atuais) mais de um bilhão de cópias.

Belíssimas: canção, Priscilla e a voz.

Mesmo gordo, quase explodindo, dentro de roupas espaciais, apesar da quantidade de drogas impressionante, as conquistas do “Rei do Rock” superam, de longe, todos os seus excessos. Para mim, mesmo com tudo que já foi dito, prefiro as canções e os shows da década de 70, o período – para muitos – decadente do Elvis. Mas reparem nas gravações: A voz e o estilo são marcantes.

21/10/2010 Posted by | Uncategorized | , | 40 Comentários

Vinicius e Baden – “Samba em Prelúdio”.

No livro sobre o Vinicius de Moraes, “Garoto de Ipanema” (Ed. Códex, 2004), a cantora Miúcha contou sobre a dificuldade do poetinha para pôr a letra neste clássico brasileiro.

 

Um dia ele foi encontrar com o Vinicius, já de noite. Estava muito empolgado para mostrar uma música que tinha feito. Vinicius escutou, falou qualquer coisa e continuou bebendo. Passando um tempo, Baden perguntou:

 E então, você não vai fazer a letra?

Quer saber a verdade, Baden? Você fez um plágio do Chopin. Essa música não é sua.

 Discutiram durante muito tempo, Vinicius sustentando que era Chopin, e Baden, que conhecia toda a obra de Chopin, garantindo que não. Até que Vinicius decidiu acordar a mulher, Lucinha Proença, que era expert em música clássica. Já eram 6 da manhã. Ela acordou, ouviu e ficou com o Baden: não era plágio. Então Vinicius brigou com ela. E, para terminar a conversa, saiu-se com esta: 

Se não é do Chopin, é que ele esqueceu de fazer!

Ainda bem que o espirituoso Vinicius mudou de idéia e escreveu a belíssima letra. Assim nasceu o “samba em prelúdio”. Um clássico da nossa canção.

15/10/2010 Posted by | Uncategorized | | Deixe um comentário

Força Michael Douglas!

Uma pena. O grande ator Michael Douglas está com câncer na garganta. Na entrevista do programa David Letterman, Michael disse que foi devido ao consumo excessivo de álcool e cigarros. Elegante, apesar de bem mais magro e com aspecto envelhecido, tentou passar tranquilidade, mas não deve ter sido fácil…

A família do patriarca Kirk Douglas sofre baques constantemente: Mortes, abusos de drogas, prisões e agora mais essa. Espero que o filho Michael, que carrega o talento do pai, supere essa…O grande Spartacus deve estar muito abatido.

05/10/2010 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

Donald O’Connor – Um dançarino sensacional.

Todos falam dos talentosos Fred Astaire e Gene Kelly, mas havia outro que dançava barbaridade. Basta assistirmos ao clássico Dançando na Chuva, na cena em que Gene Kelly, Debby Reynolds e Ele, Donald O’Connor, arrasam numa coreografia impressionante.

Nessa cena, Donald O’Connor mostra que não fica devendo nada ao genial Gene kelly. E, dizem os biógrafos, fumava adoidado…
 
 

É evidente que Donald não obteve o mesmo destaque dos colegas, mas é inegável que o cinema não fez justiça ao tamanho do talento que possuía.
 

 

05/10/2010 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário