SÁVIO SOARES

Cinema e música.

Meryl Streep – A estrela canta e emociona bem mais do que um grupo de imitadores do ABBA.

A bela Meryl  Streep é daquelas raridades num cinema cada vez mais pobre. No vídeo, um trecho do filme “Mamma Mia”, a loura está, como sempre, sensacional. Apesar de não ser nenhuma Peggy Lee, Meryl se esforça e acaba agradando. Bem melhor do que um show que rolou aqui em Fortaleza de imitadores do ABBA.

Acho que o único insatisfeito com a performance da grande atriz é o bom ator Pierce Brosnan – o James Bond – que faz biquinho e careta. Parece que vai jogá-la do penhasco a qualquer instante…

26/11/2010 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

Sari E. Sanders, também conhecida como Zsa Zsa Gabor.

“A vida com Zsa Zsa é como viver nas encostas de um vulcão” – o ex-marido George Sanders, com experiência própria.

Não há exageros nas palavras do ator George Sanders sobre a então esposa Zsa Zsa Gabor. A húngara, quando chegou em Hollywood, perseguiu o objetivo para o qual Jolie, sua mãe, a havia criado: a caça a homens ricos e poderosos. Zsa Zsa tinha um corpo estonteante, cabelos ruivos e rosto desenhado (dizem que tinha um formato, adivinhe só: de um diamante). A loura nasceu em 1919. Ou 1918. Ou 1917. Um segredo, realmente. Ironicamente, dizia: “Eu não nasci. Fui pedida pelo serviço de quarto.”

O casamento com o sarcástico George Sanders foi para o brejo (não definitivamente. Dizia, estranhamente, que ainda o amava) quando a loura conheceu o playboy dominicano Porfírio Rubirosa. Um dos maiores conquistadores do Século 20, Rubi caiu de quatro pela loura sedutora, mas foi recíproco. Ela disse, certa vez, que “Rubi é uma doença do sangue”. Já não podia viver sem o garanhão.

Porém, após algumas semanas de muita farra o playboy chegou para a amada e disse que estava sem grana. Deu a solução: “Querida, vamos ter de nos separar. Estou sem dinheiro, e Barbara Hutton está me oferecendo cinco milhões de dólares para me casar com ela. Em algumas semanas você me terá de volta.” E cumpriu o que havia dito. Quando Rubirosa e sua alma gêmea húngara encerraram sua louca caravana intercontinental de sensações, o playboy já havia traçado Eartha Kitt, Rita Hayworth e a imperatriz Soraya do Irã.

Sobre a insaciável loura, que fez poucos filmes, mas tinha mais glamour do que muitas atrizes de Hollywood da época, o escritor Ruy Castro, no excelente livro “Um filme é  para sempre” (Companhia das Letras), disse o seguinte:

“Zsa Zsa foi talvez a última Pompadour de todos os tempos: a mulher irresistível, inteligente (que sabia a hora de se passar por burra), cosmopolita (húngara de nascimento, educada na Suíça, alma internacional) e eroticamente disponível desde que, no criado-mudo ao lado da cama, repousasse um anel de noivado para combinar com os rubis e diamantes de seu acervo.” 

A loura, recentemente, fraturou a bacia e teve que fazer uma cirurgia reconstrutiva, mas continua entre nós. Zsa Zsa Gabor está com 93, 94 ou 95 anos de idade.

25/11/2010 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

“In the wee small hours of the morning” – Três gravações antológicas da belíssima canção.

Das três gravações, qual a melhor?  Para mim, a de Frank Sinatra, gravada em 17 de fevereiro de 1955, continua insuperável (mas quem consegue superar Frank Sinatra?) As de Barbra Streisand e do injustiçado Johnny Hartman, cada qual a seu jeito, também são ótimas e se equivalem.

“In the wee small hours of the morning” – Letra de Bob Hilliard e música de David Mann.

21/11/2010 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

Feliz dia das crianças – Pedro, meu filho, estas canções são para você.

Rezam meus olhos quando contemplo a beleza.

A beleza é a sombra de Deus no mundo. (Helena Kolody)

15/11/2010 Posted by | Uncategorized | | 2 Comentários

Um presentinho de feriado – Miss Peggy Lee.

Peggy era muito bonita – mas não desumanamente bonita – nada de Ava Gardner ou Elizabeth Taylor. Mas quando soltava a voz, era páreo duro até para a citadas divas de Hollywood.
 
 

 

14/11/2010 Posted by | Uncategorized | | Deixe um comentário

Dino de Laurentiis (1919 – 2010)

Grandes obras marcaram seu extenso currículo de produtor: Serpico, Os Três Dias do Condor, Hannibal, Dragão Vermelho e os dois filmes do Conan com Arnold Schwarzenegger, são apenas alguns poucos exemplos do longo caminho de produção desse grande produtor.

Dino de Laurentiis produziu filmes de diversos ícones do cinema:Federico Fellini, Roberto Rosselini, Sidney Lumet e Michael Cimino, entre outros. Deixou um currículo invejável de mais de seiscentos filmes produzidos. A parceira com Fellini deixou duas obras-primas: A Estrada da Vida de Noites de Cabíria.

O produtor italiano faleceu nesta última quinta-feira, dia 11 de novembro, nos Estados Unidos aos 91 anos de idade.

14/11/2010 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

Gene kelly – o gênio era exigente e perfeccionista em tudo.

E, se você já se perguntou “por que não fazem musicais como antigamente?”, é fácil responder. Porque não é mais possível manter sob contrato uma trupe de atores, dançarinos, cantores, roteiristas, coreógrafos, maestros, orquestradores e cenógrafos como a formada pelo produtor Arthur Freed na MGM entre 1939 e 1959. E também porque nunca mais houve um Gene Kelly. ( Ruy Castro)

 

Após o musical da Broadway Pal Joey (1940), foi decoberto por Hollywood e lá estreou já como galã da precoce estrela Judy Garland em Idílio em Dó-Re-Mi (1942). Ator, bailarino, coreógrafo e diretor, vencedor de seis Oscars, e astro de Cantando na Chuva (1952), o maior clássico musical de Hollywood. Em 1951, a Academia de Hollywood outorgou-lhe uma estátua honorária pela sua grande contribuição ao cinema mundial. Gene nasceu em Pittsburgh (Pennsylvania) no dia 23 de agosto de 1912 e faleceu em Los Angeles no dia 2 de fevereiro de 1996.

                                   “Cantando na Chuva” – O maior dos maiores musicais da história do cinema. 

E a rivalidade com Fred Astaire?

Gene sustenta que sua rivalidade com Fred Astaire nunca existiu, porque jamais tentou ofuscar o maior sapateador-bailarino de Hollywood. “Meu gênero foi paralelo ao dele e admirávamos um ao outro, com um tremendo respeito – algo raro no showbusiness. Nunca tentei imitá-lo porque Fred era, realmente, único.” E solta a comparação definitiva: “Fred representava a aristocracia enquanto dançava. Eu representava o proletariado”. Os dois aparecem juntos em Isto Também Era Hollywood (1976), coletânea dirigida por Gene Kelly (e, graças a Deus, lançada em Blue- Ray).

Em parceria com Stanley Donen, realizou Um Dia em Nova York (1949), Cantando na Chuva e Dançando nas Nuvens (1955). Sozinho, dirigiu oito filmes, com destaque para a comédia Diário de um Homem casado (1967) e o musical Hello, Dolly! (1969). Em 1960, Gene mostrou-se um ótimo ator dramático em O Vento Será Tua Herança.

 Com o declínio dos musicais, Kelly chegou a tentar a TV em 1962, com o seriado semanal Going My Way. Mesmo com a idade avançada, ainda participou de especiais de TV e dança com extrema desenvoltura, como no péssimo Xanadu (1980).

Cena clássica de “Cantando na Chuva – Gene Kelly e a estonteante Cid Charisse 

Ok, tudo isso é confete mais do que merecido, mas também há um outro lado do genial dançarino que encontramos nos livros. Segundo o escritor Ruy Castro no livro “Um Filme é Para Sempre”, havia um lado pessoal que ninguém admirava:

O homem amável, irresistível e vazando charme por todos os poros que se via na tela não se parecia muito com o da vida real, dizem inúmeras fontes. Gene era fanaticamente exigente, perfeccionista e competitivo na vida profissional e pessoal. No estúdio era um homem admirado, temido ou respeitado – mas não amado nem querido. Habituara-se a cobrar o máximo de empenho dos colegas e nunca dizer uma palavra de reconhecimento.

O escritor nos conta, ainda, o seguinte:

Quando fazia festas em sua casa, os convidados viviam sendo desafiados a charadas, quebra-cabeças e toda espécie de jogos de salão, aos quais ele se atirava com um apetite assustador. Gene não podia deixar se superar por ninguém, o que significava disputar uma simples partida vôlei em sua quadra particular como se fosse a final, não de um campeonato, mas de segunda guerra mundial. Nada disso era segredo para os que o conheciam e, embora não haja registro de que ele tenha destruído alguém para subir, é claro que isso não o fazia de fácil convivência.

Nos livros atribuem as excentricidades e exigências de Gene Kelly às frustradas tentativas no início da carreira e, logicamente, ao temperamento forte que o fazia atirar e discutir contratos com poderosos diretores e produtores da época sem um pingo de medo.

A conclusão que faço é que não existe um astro ou estrela perfeito, todos possuem virtudes (acima da média, em alguns casos) e defeitos (em muitos casos, assustadores) como nós, meros mortais. A diferença está no talento que possuíam acima da média, numa época  e num lugar onde muitos já eram acima da média: A Hollywood das décadas de 30, 40 e 50. Gene Kelly era um deles: Genial e talentoso acima de tudo.

13/11/2010 Posted by | Uncategorized | | Deixe um comentário

MGM – The Cow went to the swamp.

É verdade, infelizmente, a vaca foi pro brejo. Não que os americanos entendam o que acabou de ser dito, mas o ex-todo-poderoso estúdio, o do leão, com certeza, entendeu o significado.

Foi lá o primeiro grande sucesso em cores: O Mágico de Oz. Foi lá, também, os inesquecíveis clássicos que figuram nas listas de cinéfilos entre os dez maiores filmes de todos os tempos: …E o Vento Levou e Ben-Hur.

 

Considerado o estúdio do glamour, a MGM (Metro-Goldwyn-Mayer) teve sérios prejuízos já quando foi fundada. Mas depois botou para quebrar e arrasou em grandes e luxuosas produções. Viveu o apogeu até o final da década de 50. Daí pra frente passou de mão em mão e tornou-se uma relíquia. Chegou a UTI pela primeira vez em 1973 e foi dada como morta, mas ressucitou quando adquiriu a United Artist em 1981 e adquiriu os direitos da poderosa marca James Bond. Infelizmente, nem o agente com permissão para matar a salvou dos poderosos credores. No início do mês de novembro o temível leão de Hollywood pediu falência.

 

Pelo que li, a tragédia pode ser maior e atingir o que lhe rendeu os maiores lucros nos últimos trinta anos: James Bond. A produção da série milionária foi suspensa por tempo indeterminado. Com certeza, um fortíssimo golpe que foi  sentido por todos os fãs da sétima arte.

13/11/2010 Posted by | Uncategorized | 2 Comentários

Rita Hayworth – A lendária deusa do amor do cinema.

No início da década de 80, Rita Hayworth dava mostras de que mais uma vez triunfaria sobre os mil obstáculos de sua vida, entre eles o alcoolismo. Uma cirurgia facial miraculosa devolvera ao seu rosto a antiga expressão, que tanto fascínio exercia sobre as pessoas. A deusa do amor chamava novamente a atenção por onde quer que ela andasse. Parecia uma nova fase de ouro, mas na verdade era o fim. Em junho de 1981 veio a trágica notícia: Senilidade ataca Rita Hayworth.

 O clássico noir “Gilda” (1946) a colocou, merecidamente, entre as maiores deusas do cinema.

 Um modelo de beleza imitado por gerações, seus filmes foram sucessos garantidos de bilheteria. Rita casou-se cinco vezes. Destaco três casamentos: com o genial Orson Welles, o playboy Aly Khan e o talentoso (mas problemático) crooner Dick Haymes. Porém, casamentos, fama e fortuna não lhes trouxeram a felicidade. Rita morreu em 1987, precocemente senil, vítima do Mal de Alzheimer.

 

Foto promocional ao lado do marido Orson Welles para divulgar o filme A Dama de Xangai (1948). Por idéia do marido e diretor, Rita cortou o cabelo e o coloriu de louro. Pessoalmente gostei do filme e do cabelo. De qualquer jeito ficava bem…

 

Rita Hayworth, fazendo par com Fred Astaire, mostra que além da beleza física tinha um talento excepcional para a dança. Música de Cole Porter.

 Quando Rita faleceu, Glenn Ford, seu amigo e parceiro no clássico Gilda, emocionadamente, pediu ao homem de relações públicas da diva: Peço que qualquer coisa que você venha a escrever sobre Rita seja gentil e carinhosa – porque assim é que ela era.

 

Margarita Carmen Cansino, que teve duas filhas, nasceu e faleceu em Nova York no ano de 1987 e tinha apenas 69 anos de idade. Certa vez foi entrevistada e lhe perguntaram sobre a nudez exagerada no cinema. Com classe, Rita respondeu:

 “Todo mundo anda aparecendo anda aparecendo nu nos filmes. Eu não. Nunca fiquei nua nos meus filmes. Não preciso usar deste tipo de expediente. Eu dançava, era provocante em muitas cenas, porém nunca precisei me expor por completo para transmitir sensualidade.”  

Concordo. Pegue na estante de uma locadora mais próxima e alugue os filmes Gilda (1946), Os Amores de Carmen (1948) e Bonita como Nunca (1942) e você saberá que a deusa do amor disse apenas a verdade.

Sensível homenagem a Rita Hayworth com a belíssima canção “The Very Thought of You” na voz de Bob Manning.

11/11/2010 Posted by | Uncategorized | | Deixe um comentário

Bogart a Reagan – Uma escolha que salvou um dos maiores filmes de Hollywood.

Em 1941, Ronald Reagan, então ator, foi escolhido pela Warner para estrelar um filme chamado Everybody Goes to Rick’s, mas, à ultima hora, o estúdio preferiu arriscar: Escolheu Humphrey Bogart e mudou o título para Casablanca. Todos saíram ganhando, principalmente Estúdio e fãs da Sétima Arte. 

10/11/2010 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário