SÁVIO SOARES

Cinema e música.

“Julgamento em Nuremberg” (Judgment at Nuremberg, 1961)


“Julgamento em Nuremberg é educatico ao mostrar ao público que não se deve digerir o sentido da história apenas pela perspectiva e pelos interesses táticos dos recentes vencedores de guerras”  – José Lino Grünewald

Em 1948, três após o final da segunda-guerra mundial, Dan Haywwod (Spencer Tracy), um juiz americano aposentado, recebe “de presente’ uma árdua tarefa: Presidir o julgamento de quatro juízes nazistas que usaram seus cargos para cometer as mais absurdas atrocidades. Há uma grande pressão política e percebe-se o interesse dos governos aliados em esconder um passado sombrio e vergonhoso.

O elenco estelar, só possível em produções grandiosas, é típico daquela época. Além do grande Spencer Tracy estão presentes Burt Lancaster (com uma atuação sem excessos, na medida certa), Richard Widmark e Maximilian Schell (brilhante). Impressiona também a atuação do talentoso Montgomery Clift, apesar de não ser novidade. Para completar o soberbo elenco, há Judy Garland que não era apenas voz e, por fim, há Marlene Dietrich que procura mostrar que a Alemanha não foi só atrocidade e crueldade. 

O roteiro é tocante e o tema de profunda seriedade. Trata-se de um clássico que revela a dificuldade que temos de julgar, em termos absolutos, um indivíduo. Imagine um governo e a maioria de um povo.

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07/11/2010 - Posted by | Uncategorized |

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