SÁVIO SOARES

Cinema e música.

Rita Hayworth – A lendária deusa do amor do cinema.


No início da década de 80, Rita Hayworth dava mostras de que mais uma vez triunfaria sobre os mil obstáculos de sua vida, entre eles o alcoolismo. Uma cirurgia facial miraculosa devolvera ao seu rosto a antiga expressão, que tanto fascínio exercia sobre as pessoas. A deusa do amor chamava novamente a atenção por onde quer que ela andasse. Parecia uma nova fase de ouro, mas na verdade era o fim. Em junho de 1981 veio a trágica notícia: Senilidade ataca Rita Hayworth.

 O clássico noir “Gilda” (1946) a colocou, merecidamente, entre as maiores deusas do cinema.

 Um modelo de beleza imitado por gerações, seus filmes foram sucessos garantidos de bilheteria. Rita casou-se cinco vezes. Destaco três casamentos: com o genial Orson Welles, o playboy Aly Khan e o talentoso (mas problemático) crooner Dick Haymes. Porém, casamentos, fama e fortuna não lhes trouxeram a felicidade. Rita morreu em 1987, precocemente senil, vítima do Mal de Alzheimer.

 

Foto promocional ao lado do marido Orson Welles para divulgar o filme A Dama de Xangai (1948). Por idéia do marido e diretor, Rita cortou o cabelo e o coloriu de louro. Pessoalmente gostei do filme e do cabelo. De qualquer jeito ficava bem…

 

Rita Hayworth, fazendo par com Fred Astaire, mostra que além da beleza física tinha um talento excepcional para a dança. Música de Cole Porter.

 Quando Rita faleceu, Glenn Ford, seu amigo e parceiro no clássico Gilda, emocionadamente, pediu ao homem de relações públicas da diva: Peço que qualquer coisa que você venha a escrever sobre Rita seja gentil e carinhosa – porque assim é que ela era.

 

Margarita Carmen Cansino, que teve duas filhas, nasceu e faleceu em Nova York no ano de 1987 e tinha apenas 69 anos de idade. Certa vez foi entrevistada e lhe perguntaram sobre a nudez exagerada no cinema. Com classe, Rita respondeu:

 “Todo mundo anda aparecendo anda aparecendo nu nos filmes. Eu não. Nunca fiquei nua nos meus filmes. Não preciso usar deste tipo de expediente. Eu dançava, era provocante em muitas cenas, porém nunca precisei me expor por completo para transmitir sensualidade.”  

Concordo. Pegue na estante de uma locadora mais próxima e alugue os filmes Gilda (1946), Os Amores de Carmen (1948) e Bonita como Nunca (1942) e você saberá que a deusa do amor disse apenas a verdade.

Sensível homenagem a Rita Hayworth com a belíssima canção “The Very Thought of You” na voz de Bob Manning.

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11/11/2010 - Posted by | Uncategorized |

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