SÁVIO SOARES

Cinema e música.

“She Shot Me Down” – Frank Sinatra (Reprise, 1981)

Este foi o último álbum do Sinatra pela sua gravadora a Reprise Records. Não foi um sucesso comercial. No entanto, isso nada significa para os fãs, pois trata-se de um álbum que nos remete aos melhores tempos do Frank na gravadora Capitol.

A essência daquele período, dos seus grandes discos (In The Wee Small Hours e Only The Lonely, entre outros tantos) que evocavam amores perdidos e madrugadas em bares regados a uísque, está presente de forma emocionante, pois revela um Sinatra maduro, com a bela voz rouca e carregada de sentimento, pela experiência das noitadas movidas a bourbon e cigarro, mas que aparenta não ter esquecido a perda de um grande amor.

As músicas são extremamente românticas e as letras carregadas de sentimentos de perda e melancolia, conduzidas e organizadas por Gordon Jenkins e Don Costa na produção. Naquele ano (1981), Sinatra voltara com força total ao centro da política norte-americana ao apoiar e a promover as festas do então presidente Ronald Reagan.

 

Felizmente, todos os elementos conspiraram para tornar “She Shot me Down” uma despedida à altura.

Anúncios

31/12/2010 Posted by | Uncategorized | | 4 Comentários

Que falta esses dois fazem…

Tom e Vinicius, inundados etilicamente, estão engraçadíssimos bêbados, mas sem a arrogância de popstar…

 

24/12/2010 Posted by | Uncategorized | | 2 Comentários

“Eu pensei que todo mundo fosse filho de Papai Noel…” – Boas Festas (Assis valente)

O autor, um dos melhores compositores brasileiros da década de 30, é um injustiçado. Embora esta sua música renda milhões, todos os anos, morreu na miséria. A gravação original foi em 17 de outubro de 1933, por Carlos galhardo. Foi, segundo o historiador Christiano Câmara, a primeira marcha-natalina.

Pelo jeito, o grande Assis Valente não era “filho de Papai Noel”, pois suicidou-se, pobre de Jó…

 

 

24/12/2010 Posted by | Uncategorized | | 3 Comentários

“Sou famoso pela minha maldade cômica” – Jonathan Harris, o “Dr. Zachary Smith” de “Perdidos no Espaço”.

“Nada tema, com Smith não há problema”, a frase é do inesquecível “Dr. Zachary Smith”, do seriado de TV “Perdidos no Espaço”. O ator Jonathan Harris esteve diversas vezes no Brasil, inclusive em Fortaleza onde um grupo de fãs foi ao seu encontro. Harris, com extremo talento e grande criatividade, tornou o covarde e divertido vilão num personagem inesquecível.

 

Jonathan Harris faleceu em 2002, aos 87 anosde idade.

 

24/12/2010 Posted by | Uncategorized | | Deixe um comentário

Christiano Câmara – “Lembranças”.

Meu amigo, o musicólogo e pesquisador, Christiano Câmara, sempre me surpreendeu. Numa das vezes que estava em sua casa me presenteou com uma tocante poesia “Lembranças”, que havia escrito no dia 28 de outubro de 1973. O que se passava na cabeça do meu amigo naquele dia para escrever algo tão belo e sensível?… É um mistério para mim, pois não tive a ousadia de perguntar… Amigo, Obrigado pelo presente, nunca o esqueci. 

  

À sombra da velha tamarineira
(em cujas raízes estavam

As dos antigos companheiros)

Ele era o único que,

De vez em quando,

batia na tecla de retrocesso

Da máquina do tempo.

Os outros partiram para longe

(Até de sí mesmos).

As águas daquele riacho

Lavando as suas mãos

(Sujas de ocasos de infância)

banharam-lhe de dôces recordações.

Que estranho sentimento

Teria levado Tchaikovsky

A compor o 2° movimento

De sua 5ª sinfonia?…

Seria o mesmo

Entardecer de coisas?…

(Escrito numa tarde de 28/10/1973)

Ao Sávio, com um abraço amigo do Christiano – Fortaleza 06/07/1999.

 

21/12/2010 Posted by | Uncategorized | | Deixe um comentário

Fatty Arbuckle, o “Chico Bóia” – Quando o riso parou.

Por volta de 1922, Hollywood ganhara a reputação de ser não somente a mais glamourosa, mas, também, a mais corrupta cidade dos Estados Unidos. O fato trágico mais marcante e que iniciou uma onda de relatos sobre libertinagem e vida desregrada de astros e estrelas ocorreu no dia 5 de setembro de 1922, quando o querido e popular comediante Fatty Arbuckle foi acusado de ter causado a morte de uma jovem de 23 anos, após estupro.

Foi um prato cheio para os fofoqueiros de plantão: A partir daí, jornalistas e repórteres começaram a encher os jornais e revistas da época e foi um prato cheio para os fofoqueiros de plantão.´

Fatty Arbuckcle, conhecido no Brasil como “Chico Bóia”, era o comediante mais famoso na época e ganhava cerca de 1 milhão de dólares por ano (hoje em dia seriam valores astronômicos). Foi o primeiro contrato milionário de um estúdio (Paramount). Durante uma folga entre as filmagens, Arbuckle e mais dois amigos foram para São Francisco, se hospedaram num hotel e fizeram uma “festinha” com algumas mulheres.

Acontece que durante a farra, a aspirante a atriz Virginia Rappe (não, ela não era menor de idade – tinha 30 anos), se sentiu mal e foi atendida por um médico que diagnosticou intoxicação. Começou a desgraça: Três dias depois a aspirante a atriz morreu de peritonite. A amiga que participou da “festinha” disse que Virginia morreu devido ao estupro que sofrera de Arbuckle, o que provavelmente ocasionou o rompimento de um orgão. Somando a desgraça, quando Arbuckle foi levado a Juri, o empresário da “atriz” disse que o comediante “de alguma forma” perfurou um orgão da atriz ocasionando a infecção fatal. Completando a desgraça, quando o fato chegou às manchetes, Arbuckle já havia perfurado Virginia com uma garrafa de Coca-Cola ou Champagne…Era o fim de um dos gênios da comédia.

O escândalo destruiu sua carreira e sua vida pessoal. Os grupos moralistas da época queriam pena de morte. Os executivos viraram o rosto e impuseram a outros artistas que não fossem solidários ao amigo e colega de estúdio. Não adiantou: o genial Buster keaton saiu em defesa do amigo e declarou que Arbuckle era uma alma extremamente gentil e que jamais poderia cometer tamanha crueldade.

Foram três julgamentos:

No primeiro, todas as evidências alegadas pela defensoria foram por terra. Os espectadores que estavam presentes ao julgamento caíam na risada. Quando Arbuckle se defendia ao responder as perguntas, era aplaudido de pé.

Já no segundo julgamento, a situação começou a mudar – para pior. Apesar da defesa estar convencida da sua absolvição, a defesa de Arbuckle achou que estava ganho e não o instruíram para testemunhar. O júri achou que a recusa era um sinal de culpa. O Julgamento foi novamente 10 a 2 a favor de Fatty.

Mas haveria um terceiro e último julgamento que o júri não perdeu tempo. Em seis minutos chegaram a um veredicto unânime: absolvição e declaração de cinco jurados pedindo desculpas ao torturado comediante.

Após o processo que mobilizou como nunca a mídia norte-americana, Arbuckle estava com um imenso desgaste emocional e financeiramente quebrado (todos os seus filmes foram tirados das prateleiras e seu nome era banido no meio cinematográfico). Arbuckle tentou voltar à atuar, mas lhe batiam a porta na cara. Pelo desenho da história, não havia alternativa senão a entrega ao álcool: Bebia como se o uísque fosse acabar da noite para o dia.



O comediante Buster Keaton (outro futuro desgraçado de Hollywood) tentou ajudá-lo, dando-lhe trabalho, mesmo assim foi dureza : Após dez anos de luta titânica, após dirigir filmes inexpressivos e medianos, com atores também inexpressivos e medianos, após o término de um longa-metragem em 28 de junho de 1933, conseguiu rapidamente um contrato para outro filme. Contente com a reputação recuperada – voltou a frequentar e ser bem recebido no meio artístico – Roscoe Arbuckle (odiava o apelido “Fatty”) declarou à imprensa que aquele era omelhor momento da sua vida. Infelizmente a emoção foi muito grande para um desgastado coração: Faleceu no dia 29 de junho, aos 46 anos, um dia após conseguir o ótimo contrato e ter sua vida pessoal e profissional recuperada.

O escritor inglês David Yallop escreveu uma biografia do comediante intitulada “Quando o Riso Parou.” (When the Laughter Stopped). O livro é uma bela e merecida homenagem a um dos precursores da comédia pastelão (tipo “torta na cara”).

20/12/2010 Posted by | Uncategorized | | 2 Comentários

Fagner preferiu ficar por aqui, para ele tanto faz.

Enquanto alguns cantores preferem o eixo Rio de janeiro e São Paulo,mesmo já com um sucesso consolidado, outros não largam as suas raízes. Nada contra quem opta pela primeira opção, apenas uma constatção. Destaco dois que sempre vão ter um público garantido: Alceu Valença que não abandona a sua Olinda e Fagner que está sempre por aqui, em Fortaleza.

Hoje, dia 16 de dezembro, passa na TV um especial com o cantor cearense Fagner em frente ao belo Teatro José de Alencar. Continua arrastando multidões. Não precisa de mídia. O seu sucesso está sacramentado há bastante tempo.

16/12/2010 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

Brad Dexter – Ator talentoso, muitos filmes, mas nada se compara à sua vida pessoal.

Tudo bem que o ator sérvio Brad Dexter tenha se eternizado no cinema como um dos sete magníficos no clássico “Sete Homens e um Destino” (1960), além disso, apareceu em muitos outros filmes e programas de televisão, exibindo um grande talento como ator. Mas a sua vida pessoal foi bem mais agitada. Explico.

  Porém, no ano de 1960, em Beverly Hills, era conhecido também pelo papel que representou fora das telas (dois anos antes), no Havaí, quando nadou algumas centenas de metros, arriscando a própria vida, para evitar que Frank Sinatra se afogasse no mar extremamente agitado. A partir de então, o grato Sinatra o pôs sob suas asas. Dexter se tornou um dos fiéis companheiros de Sinatra: produzia filmes da produtora cinematográfica do Frank, trabalhava num luxuoso escritório ao lado da suíte executiva do protetor.

No fantástico texto “Frank Sinatra está resfriado”, o genial jornalista Gay Talese observou que Brad Dexter sentia necessidade de proteger Sinatra e que confessou, em um momento de auto-revelação: “por ele, eu seria capaz de matar”.

Talese conclui: “Embora essa afirmação possa parecer exagerada, principalmente se considerada fora do contexto, ela revela uma lealdade feroz, muito comum no círculo de amizades de Sinatra”. Depois a amizade azedou, Brad Dexter foi colocado de lado e esquecido pelo Frank.

Ok, mas se você achou pouco a amizade do Sinatra, o ator foi casado com uma das maiores e mais sensuais cantoras do século 20. Pois é, Brad Dexter conquistou a musa Peggy Lee. Brincadeira…

 

Em 2002, Brad Dexter faleceu (85 anos), devido a um enfisema pulmonar. Não tenho dúvida que a sua vida pessoal foi bem mais interessante do que todos os papéis que interpretou no cinema.

16/12/2010 Posted by | Uncategorized | | Deixe um comentário

Happy Birthday, Frank!

Não vou dizer mais nada…

11/12/2010 Posted by | Uncategorized | 2 Comentários

Falou de boemia? Vamos de Nelson.

Esquecido pelas noites do nosso Brasil, Nelson Gonçalves é o símbolo da nossa boemia. Apesar de não tocar nas medíocres rádios,, nem ser lembrado nos paupérrimos programas televisivos, o grande boêmio permanece no imaginário popular (o “popular” aqui é de excelente nível).

 

 

11/12/2010 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário