SÁVIO SOARES

Cinema e música.

Nelson e amigos.

O vídeo vale para registrar um dos últimos momentos na TV do saudoso Nelson Gonçalves com os amigos de vozeirão.

O grande Nelson já estava cansado, mas o Cauby e o Timóteo continuam com belíssimas vozes com shows marcados por todo o país.

28/01/2011 Posted by | Uncategorized | | 6 Comentários

Vem desgraça por aí…

Ontem li na Internet que uma homenagem, digamos, “diferente”, será feita ao ‘Blue Eyes’: Alguns músicos de heavy metal resolveram gravar um CD com grandes clássicos do Frank.

 

O álbum vai se chamar “SIN-atra”. Entre as várias canções escolhidas estão “New York New York”, “I’ve Got You Under My Skin” e “Love and Marriage” e contará com a participação de Dee Snider (Twisted Sister), Glenn Hughes (Deep Purple) e Joey Belladonna (Anthrax).

 

Sei não…das duas, uma: Ou esses músicos passaram a curtir música adulta, ou, então, querem faturar uma grana a mais usando o nome do maior cantor do século 20.

26/01/2011 Posted by | Uncategorized | 2 Comentários

Não importa a história, diretor ou papel, qualquer filme com Nastassja Kinski vale a pena ser visto.

Não digo isso pelo talento dramático, mas sim pela beleza e sensualidade da filha do ator maluco Klaus Kinski e da poetisa Ruth Brigitte. A alemã Natassja Kinski (Berlim, 1961) fez parte do imaginários de milhões de adolescentes do início da década de 80.

 

Nastassja passou a ser observada (pelo menos por mim) quando despiu seu belo corpo de ninfeta em “Uma Filha Para o Diabo”, último filme de horror da Hammer inglesa.

 

A explosão de sua sensualidade aconteceu em “Tentação Proibida” (1978), seduzindo o astro Marcello Mastroianni. Após o filme, para felicidade de milhões de adolescentes (Eu me incluo) Natassja foi direto para as páginas da Playboy.

 

Durante uma festa em Munique, Nastassja conheceu outro maluco além do pai; o polonês Roman Polanski que, apesar de trinta anos mais velho, tornou-se seu namorado. A união rendeu-lhe o papel principal de “Tess” (1979), vencedor de três Oscar e passaporte para a entrada de Natassja nos EUA, onde estrelou o intrigante “A Marca da Pantera” (1982).

 

Há ainda outro filme em que a alemã está maravilhosa: “Os Amores de Maria” de 1984, dirigido por Andrei Konchalovsky com John Savage, Robert Michum e keith Carradine.

 

Mas nem tudo foi um mar de rosas na vida de Nastassja: O pai doido Klaus Kinski voltou a lhe atormentar em 1989, “confessando” em sua autobiografia ter mantido relações incestuosas com a filha. Ela apenas ameaçou processá-lo – fez o correto em desistir de um processo, afinal, o mundo do cinema sabe que a bela loira alemã é filha de um psicopata (que já morreu).

Cena clássica: Natassja Kinski, no esplendor dos seus 19 anos, dançando com o mito marcello Mastroianni no filme “Cosi Come Sei” (1978), que no Brasil recebeu o título de “Tentação proibida”.

22/01/2011 Posted by | Uncategorized | | 2 Comentários

Os titulares da canção – O ideal é não comparar.

Domingo a conversa esticou até tarde da noite. As preferências musicais eram as mais variadas possíveis, mas sempre mantendo um padrão, digamos, aceitável. Lá pelas tantas, alguém começou a enumerar os “dez maiores” ou “melhores” do Século 20. Todos deram a sua lista. Também disse a minha, apesar de achar difícil elaborar uma relação tão curta – mas evitei comparações.

Eu não comparo. Digamos que haja um primeiro time (o dos cantores que criaram estilos ou escolas) e um segundo (formado por aqueles que, influenciados ou não pelos titulares, têm também sua legião de admiradores). Aí entra o gosto pessoal de cada um.

Ontem, os dez que listei foram os seguintes: (hoje já lembrei de outros tantos que estenderia a relação para trinta, com certeza!) Depois direi a lista das titulares – parada dura também. Para ilustrar, vai a foto de um grande álbum de cada um deles.

 Frank Sinatra

Johnny Hartman

 

Dick Haymes

 

Dean Martin

 

Nat King Cole

 

Mel Tormé

 

Tony Bennett

 

Billy Eckstine

 

Bing Crosby

 

Joe Williams

 

Como bem disse o colecionador Jorge Cravo, “o interessante é não comparar, não optar, não racionalizar – é ir com cada um em sua hora.” Concordo plenamente.

17/01/2011 Posted by | Uncategorized | | 2 Comentários

“Kill Bill” – Volumes 1 e 2.

Ontem revi os dois “Kill Bill” do Tarantino. Posso garantir que passaram rapidinho, tamanha é a criatividade do talentoso cineasta que transforma violência em algo engraçado.

 

Nos dois volumes, Quentin mistura com extrema competência, faroeste, desenho japonês e Kung Fu. Do primeiro filme (o volume 1), destaco o seguinte:

 A roupa amarela utilizada por Uma Thurman, durante a grande batalha no primeiro filme, é uma homenagem explícita ao lutador Bruce lee.

A beleza da atriz oriental Lucy Liu, a vilã principal do primeiro filme e a animação japonesa que narra a tragédia em sua vida, impressiona pela criatividade.  

As pérolas musicais das décadas de 1960 e 1970 que o diretor resgatou. Há música mexicana, flamenca, punk japonês, pop agitado, black music, rock e a canção do maestro Bernard Hermann (assobiada) que era tema de um filme de 1968.

Há ainda uma homenagem ao seriado de TV “Besouro Verde”, com as máscaras dos capangas japoneses.

 

No segundo filme (o volume 2), Tarantino deixa um pouco de lado as referências pop, mas nem por isso perde a mão. Inicialmente destaco a luta contra a bela Daryl Hannah, com um desfecho que eu não desejo ao meu pior inimigo.

As belas canções continuam: Isaac Hayes e Quincy Jones com a soul music, Elpídio Ramirez com a mexicana e Ennio Morricone com a italiana.

 A batalha final com David Carradine (O “gafanhoto”, lembram?) com um diálogo bem ao estilo do diretor e um suspense que vai crescendo até o desfecho final. Nos dois volumes Tarantino faz uma bela homenagem aos filmes que tanto admira (faroeste spaguetti, filmes B e orientais, entre outros). Excelente diversão. Para ver e rever.

16/01/2011 Posted by | Uncategorized | | Deixe um comentário

Francis Albert Sinatra – As letras das canções retratam cada momento do mito.

Após cantar com as orquestras de Harry James e Tommy Dorsey, Frank Sinatra fez sua estréia como solista no Teatro Paramount em dezembro de 1942. A polícia foi chamada para controlar a multidão.

 

Caminharei sozinho,

Vão querer saber por que.

Direi que assim prefiro andar,

Há sonhos que anseio alcançar,

Caminharei sozinho.

Quando ele se apresentou no palco uma estrela não estava nascendo, mas sim uma lenda sendo criada. 

 

Eu me apaixono fácil demais.

Eu me apaixono com intensidade.

Entrego-me com devoção.

Meu coração deveria ter aprendido

Após o golpe recebido no passado.

E, no entanto, ainda

me apaixono fácil demais.

Então, veio o período sombrio, mas incrivelmente produtivo: A fase Ava Gardner.

Você é meu único tema

Não importa onde esteja

Eu fecho meus olhos e você está lá, sempre esteve…

 Há algo no estilo do Sinatra que o faz inesquecível.

15/01/2011 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

Antes de Marlon Brando e Al Pacino, tivemos outros gangsters inesquecíveis.

Pois é, antes da família Corleone, do grande Marlon Brando, tivemos outros gangsters sensacionais. Mas eles possuem diferenças: Os primeiros agiam de maneira essencialmente exagerada, sanguinários ao excesso (exigência, na época, para não torná-los queridos do grande público) Nós torcemos que sejam destruídos de forma cruel, diferentemente de Don e Michael Corleone, os mafiosos supremos do diretor Francis Ford Coppola. Marlon Brando é, essencialmente, cool. Al Pacino é cerebral. Mas os dois, quando querem, eliminam os inimigos com uma frieza semelhante ao aço dos punhais.

Na verdade, trata-se de um tipo essencialmente típico do melhor cinema do mundo, o norte-americano. Alguém, que não me recordo, definiu o gangster como o “herói da cidade mecanizada”. Portanto, o gangster é um produto de uma sociedade corrupta, consequente de sérios e profundos fatores sócio-econômicos.

 

George Raft – Tentou o cinema, primeiro, como bailarino (é verdade…), tendo aparecido com Carole Lombard, em “Bolero”. Mas, para a nossa felicidade, se destacou mesmo em filmes de gangsters, especialmente em “Scarface”.

 

Humphrey Bogart – Começou a sua carreira fazendo papéis de vilão, para depois, firmar-se como ator eclético. Entretanto, Bogart era um astro maior, seu talento se sobrepôs e tornou-se um mito. Mesmo assim, acho que as suas qualidades artísticas se destacavam quando interpretava um gângster.

 

Edward G. Robinson – O talentoso ator foi uma das mais expressivas figuras de gangster do cinema norte-americano. (Já comentei na sessão “Astros e Estrelas”)

13/01/2011 Posted by | Uncategorized | , | Deixe um comentário

Ronald Reagan – Se não fosse a cola…

Quando Ronald Reagan tinha 47 anos e apenas namorava a atriz de segundo time Nancy Davis, então aos 42 anos, ninguém apostaria um níquel nas possibilidades daquele ator entrar assim para a História – sequer a do cinema.

 

Em matéria de posição política, Reagan começa como democrata defensor de causas liberais, depois desbanca para o anticomunismo e acaba na ala direita do Partido Republicano.

 

Nessa época, o futuro presidente americano não passava de um simples ator de filmes B (nada contra, pois alguns desses filmes eu adoro). O melhor que fez, em minha opinião, foi Em Cada Coração um Pecado (King’s Row), de 1942, sobre as histórias românticas e trágicas de um grupo de jovens do interior dos Estados Unidos, no início do Século XX.

 

Reagan não atuava lá muito bem, a crítica o dava como canastrão, pelo menos na tela. O grande Paulo Francis escreveu certa vez que ele tinha um charme especial, de olhar para baixo quando contracenava com alguém: lia os diálogos numa cartolina estendida no chão. (Será que nos discursos fazia o mesmo?)

07/01/2011 Posted by | Uncategorized | , | Deixe um comentário

Marilyn Monroe – Você gostaria de saber que o coração da loura tinha o peso de um bife?

Quando Marilyn morreu, seu corpo ficou durante dois dias no necrotério, sem que ninguém o reclamasse. Ninguém apareceu por lá, nenhum parente, amigo ou mesmo amante. O corpo da loura mais sensual do cinema foi dissecado pelo legista do Instituto Médico Legal e, devidamente reconstituído, encontrava-se na geladeira, à espera de alguém.

 

Após dois dias apareceu no triste local o ex-marido e famoso jogador de beisebol Joe Di Maggio, para, finalmente, resolver a situação e encomendar o funeral e enterro da grande paixão (Di Maggio nunca a esqueceu). O ex-jogador não permitiu que artistas, diretores, jornalistas ou produtores comparecessem ao velório – Joe implorou que Marilyn largasse o meio artístico, pois dizia que seria o seu fim. Durante toda a sua vida pagou uma floricultura para que enviasse, diariamente, uma rosa branca ao túmulo da amada.

 

No triste mundo de Marilyn, o mais comovente é a autobiografia do médico legista japonês Thomas Noguchi, por cujas mãos passaram centenas de celebridades de Hollywood, vítimas de mortes misteriosas. A saudosa jornalista Dulce Damasceno de Brito, autora do livro “Hollywood – Nua e Crua” (Editora Best Seller) dedica um capítulo a Marilyn Monroe. Em determinado trecho é dito o seguinte:

O que o médico-legista recorda, com um misto de carinho e revolta, é o cadáver colocado à sua frente, às 10:30 da manhã do domingo, 5 de agosto de 1962. Nome: Marilyn Monroe. Ele pensou; “Como cortar um mito? Como destruir toda essa beleza? Após a autópsia, o aparente apático Noguchi escreveu no seu livro: “será que alguém gostaria de saber que o coração de Marilyn – o sofrido coração de uma estrela famosa e admirado no mundo inteiro – pesa exatamente 300 gramas, como um bife que você compra num açougue? 

“Hollywood é um lugar onde nos pagam 50 mil dólares por um beijo e 50 centavos pela nossa alma”– Palavras proféticas de Marilyn Monroe.

06/01/2011 Posted by | Uncategorized | | 2 Comentários

J. Edgar Hoover – O grande Clint Eastwood está de volta dirigindo filme sobre o polêmico chefe do FBI.

O ano de 2010 foi lamentável em termos de produções cinematográficas, mas com o retorno de Clint Eastwood, na direção, temos uma luz no fim do túnel.  O altíssimo nível de Clint é garantia de sucesso de bilheteria e de crítica. 

Clint eastwood irá dirigir um filme sobre a biografia do temido John Edgar Hoover, chefe do FBI durante 48 anos.

 

O elenco terá o “Titanic” Leonardo DiCaprio, a belíssima sul-africana Charlize Theron e a grande atriz britânica Judi Dench. Vamos aguardar…

03/01/2011 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário