SÁVIO SOARES

Cinema e música.

Steve McQueen deixou a sua marca no cinema e no diretor Bob Evans…

O talento nem sempre aparece onde se espera. McQueen era pouco sociável e teve uma vida difícil. Quando era adolescente passou dois anos numa instituição para menores delinqüentes. Porém, quando saiu da Marinha americana e passou a ter aulas de interpretação, em Nova York, descobriu o dom magistral que possuía.

 

Na década de 70, McQueen era um dos atores mais bem pagos do cinema e, hoje em dia, mesmo 30 anos após a sua morte, os herdeiros faturam alto em royalties.

 

Aventureiro, exímio motoqueiro, desejado pelas fãs e atrizes da época. Mesmo assim, quem ousaria se insinuar para a mulher do todo-poderoso e patrão Robert Evans, a bela e sensual Ali MacGraw? Pois é, durante as filmagens de “Os Implacáveis” os dois se apaixonaram e o casamento com o produtor foi para o brejo.

 

Nesta foto que está no ótimo livro “Como a Geração Sexo-Drogas- e Rock’n’Roll Salvou Hollywood”, o produtor Bob Evans lamenta que Ali estava dançando com ele, mas pensando no “instrumento de trabalho” do McQuenn…

Ali MacGraw no auge da beleza.

O polêmico casal após aplicar o famoso “pano de toureiro” em Bob Evans.

Ali Macgraw e Robert Evans  nos bons tempos.

Ali MacGraw e Robert Evans em foto recente – aparentemente o que ocorreu ficou no passado.

No excelente documentário “The Kid Stay In The Picture”, o poderoso produtor revela que “doeu mais” saber que o chifre havia sido com o mais famoso ator da época. Coisas de Hollywood…

21/02/2011 Posted by | Uncategorized | 3 Comentários

James Mason interpretou grandes vilões, mas nunca perdeu a elegância.

Um crítico disse que Mason era “o vilão que adorávamos odiar”. Tinha ar arrogante e sorriso sarcástico à Charles Laughton, resmungos como os de Clark Gable e rosto expressivo como o de Laurence Olivier – tudo isso temperado por uma elegância britânica.

 

Nascido em Hudersfield (Yorkshire), em 15 de maio de 1909, James Neville Mason formou-se em arquitetura pela Universidade de Cambridge e nesse mesmo ano (1931) estreou no teatro. Três anos depois, fez seu primeiro filme.

 

O primeiro sucesso no cinema foi O Homem de Cinzento (1943), delineando com sua voz suave e olhar soturno, um personagem que repetiria inúmeras vezes: um vilão com charme britânico.

 Vários filmes feitos sob contrato com a Fox britânica e o clássico O Condenado (1947) deram-lhe passaporte para Hollywood, onde estreou em Coração Prisioneiro (1949) e projetou-se internacionalmente em filmes como Júlio César (1953), Nasce uma Estrela (1954) – que lhe valeu uma merecida indicação para o Oscar de melhor ator – , Intriga Internacional (1959), Viagem ao Centro da Terra (1959) e Lolita (1962). Obteve indicações para o Oscar de coadjuvante por Georgy, a Feiticeira (1966) e pelo sensacional O Veredicto (1982).

  

Mason casou-s duas vezes, com Pamella Kellino (41/64), mãe de seus dois filhos e com Clarissa kaye, que o acompanhou de 1971 até a sua morte, em 27 de julho de 1984, vítima de ataque cardíaco em sua casa na Suíça, logo após as gravações da minissérie de TV Ano Domini. Mason deixou a ótima autobiografia Before I Forget (1982).

15/02/2011 Posted by | Uncategorized | | Deixe um comentário

Charles Trenet – E por falar em “Beyond the Sea”, vamos ouvi-la na versão original com o grande mestre da chanson francesa.

Como cantor, Trenet (juntamente com Sablon) foi um dos primeiros a assimilar de Bing Crosby e a levar para a música francesa o uso correto do microfone – um instrumento feito para valorizar a voz humana, não para suprimi-la ou mascarar sua ausência.

La Mer A versão original emociona mais ainda. Um it só.

13/02/2011 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

O filme que Kevin Spacey atuou e dirigiu sobre o cantor Bobby Darin foi uma grata surpresa em 2004.

O astro Kevin Spacey dá um show de interpretação no filme “Beyond the Sea” (2004) sobre a vida do cantor Bobby Darin, que teve uma vida curta devido a uma doença degenerativa, mas mesmo assim deixou seu nome marcado na história da música popular norte-americana.

O filme sobre a vida do grande astro da canção americana foi uma grata surpresa.

A cena musical de “Beyond the Sea” com Kevin Spacey e a loura Kate Bosworth é uma pérola do cinema. Kevin é um ator completo, sem dúvida um dos maiores da atualidade. Se este vídeo for cortado do blog, clique duas vezes e o assista no youtube.

13/02/2011 Posted by | Uncategorized | 2 Comentários

A voz é o único instrumento – e precisa mais?

Simplesmente sensacional.

12/02/2011 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

O avião! O avião! Assim Tattoo anunciava a chegada dos convidados.

No canal TCM (a seleção de filmes é primorosa) passa o seriado “A Ilha da Fantasia”. O anão Hervé viveu o personagem Tatto, auxiliar do Sr. Roark, o anfitrião. (interpretado pelo ótimo ator mexicano Ricardo Montalbán)

 

Mas quando a série encerrou, Hervé sofreu um drama pessoal que o levou a morte nos anos seguintes. Além de se envolver com álcool, ele teve problemas com seus orgãos internos que, apesar do corpo pequeno, tinham o tamanho dos orgãos de um ser humano de estatura normal. Com o passar dos anos, os orgãos foram se comprimindo no pequeno espaço toráxico, fato que provocava dores insuportáveis no pequeno Hervé.

 

Em 04 de setembro de 1993, Hervé escreveu um bilhete e gravou uma fita com uma mensagem de despedida e cometeu suicídio no fundo de sua casa, em Hollywood. Ele tinha 50 anos.

Infelizmente, os problemas do Tatoo, nem o Sr. Roark conseguiu resolver.

12/02/2011 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

Um náufrago ouvindo o canto da sereia.

Durante a Segunda Guerra, Billie Holliday estava no auge. Dizem que era engraçada, só que muito fechada. Viveu no limite, tomava heroína, mas era exceção: Pelo que dizem nos livros, o que os músicos mais consumiam era a maconha.

Um náufrago ouvindo um canto de sereia entre os corais. É assim que me imagino ao ouvir o encanto de sua voz.

11/02/2011 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

“Fly me to the moon”, de Bart Howard, na voz de Julie London.

A belíssima canção “Fly me to the moon” foi composta pelo norte-americano Burt Howard, que iniciou sua carreira como pianista aos 16 anos de idade.

Além de “Fly me to the moon”, Bart Howard nos deixou outras pérolas:  “Let Me Love You”, “On The First Warm Day”, “One Love Affair”, “Be My All”, “The Man In The Looking Glass”, “My Love Is A Wanderer”, “Who Wants To Fall In Love”, “Don’t Dream of Anybody But Me”, gravadas pelas vozes do primeiro time: Frank Sinatra, Peggy Lee, Mabel Mercer, Ella Fitzgerald, Nancy Wilson, Diana krall, e Julie London (que a interpreta brilhantemente no vídeo abaixo)

Seria injustiça atribuir apenas a “Fly Me To The Moon”, o caviar e a champanhe que Howard consumiu até o fim de sua vida nos melhores hotéis e restaurantes de Manhattan.  Mas, com certeza, o grande compositor deve em boa parte à bela canção que os astronautas puseram para tocar quando chegaram à Lua.

09/02/2011 Posted by | Uncategorized | | 2 Comentários

“Angel Eyes” – Quem de nós não se sentiu tão solitário quanto o sujeito da canção?

A interpretação do Sinatra sai das entranhas – ele conhecia bem a história. Era seu território, a perda da mulher amada. O Frank sentiu isso na alma. Ele a cantava de maneira sublime.

 

A melodia é embriagante e a letra conta a história de um sujeito que foi abandonado por uma mulher que tinha olhos de anjo (só os olhos…) e o despachou surpreendentemente, sem um bilhete qualquer. Para piorar a situação do pobre sujeito, a amada desapareceu levando toda a grana e a grama (a maconha), deixando-o apenas com algumas garrafas de conhaque barato.

 

Então, sufocado e angustiado, ele sai desesperado na noite à procura de um ombro amigo. Acaba num bar lotado e com um copo de uísque na mão. Então, se sentindo finalmente em casa, ergue um brinde a todos notívagos presentes.

 

E aí começa a contar a sua tragédia amorosa. O detalhe é que não quer respostas, quer apenas expor a sua dor, pois cada ouvinte também tem a amarga história de um grande amor perdido.

Hey drink up all you people
And Order anything you see have fun you happy people
The drink and the laughs on me…

04/02/2011 Posted by | Uncategorized | | 2 Comentários

Anita Ekberg – Inculta e bela.

Segundo Jorginho Guinle, a sueca Anita Ekberg foi a mulher mais destituída de inteligência que namorou. Todo dia queria comer num restaurante sueco. “Eu já não aguentava mais comer arenque”, reclamou o nosso playboy. E completou: “Anita só falava da cidade dela, não suportava mais a falta de assunto e a pobreza de cultura.”

 

Na verdade, apesar de inculta, Jorginho disse em sua autobiografia que foi uma das mulheres mais bonitas e desinibidas que passou pela sua alcova.

 

Pra mim, Anita Eckberg e Ingrid Bergman a “Ilsa” de “Casablanca”,  foram os melhores presentes que a Suécia nos deu. Afinal de contas, cultura não era propriamente o que Jorginho procurava nas mulheres. Se quisesse inteligência, sairia com Einstein…

03/02/2011 Posted by | Uncategorized | | Deixe um comentário