SÁVIO SOARES

Cinema e música.

Sands Hotel – Uma viagem no tempo.

A era dos grandes cassinos, dos grandes shows, de astros e estrelas que já não existem mais. Lá, Sinatra reinou durante um longo tempo. Através do raro vídeo, vamos fazer uma viagem nostálgica pelos domínios do Frank.

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28/05/2011 Posted by | Uncategorized | 2 Comentários

Jean Seberg – A musa da Nouvelle Vague teve um final trágico.

Descobri um pouco tarde que não se deve começar do alto. Reconheço que fui lançada depressa, com pouca coisa para oferecer Jean Seberg

Americana de Iowa, onde nasceu em 1938, Jean foia a escolhida entre milhares de candidatas para o filme Joana D’arc do diretor Otto Preminger. O filme foi um fracasso, mas importantíssimo para a sua carreira. Apesar do sucesso nos Estados Unidos, Jean só passou a ser respeitada quando foi adotada pelo cinema francês. Musa da Novelle Vague a partir de 1960, não deixou de atuar em produções americanas como o estranho “Lillith” (1964) e “Aeroporto” (1970). Considero “Acossado” (1960) o seu melhor filme.

Apesar de jovem e com uma carreira promissora, Jean teve um fim trágico: Em 8 de setembro de 1979, ela se matou no interior de um carro, em um parque de Paris. No livro “Lembranças de Hollywood” a jornalista Dulce Damasceno de Brito disse  que a atriz andava sob forte depressão pela morte de uma filha recém-nascida e por seu envolvimento em um escândalo político e erótico com membro do movimento Panteras Negras, que depois se revelou ter sido plantado pelo FBI, porque ela tinha idéias de esquerda.

Jean Seberg e Jean-Paul Belmondo – o par romântico de “Acossados”, clássico do diretor Jean-Luc Godard.

Mais tragédia ocorreu: O escritor e cineasta francês Romain Gary, que havia sido seu marido entre 1962 e 1972, e sempre foi apaixonado por ela, um ano depois também se matou.

28/05/2011 Posted by | Uncategorized | | 5 Comentários

“Beijo da Morte” (Kiss of Death, 1949)

A década de 30 continuou mostrando filmes de gângsters românticos. Só no final dos anos quarenta começaram a mostrar assassinos tão impiedosos que eram quase loucos.

Um matador insano talvez foi melhor representado nas telas pelo ator Richard Widmark, que estreou em 1949 o filme “Beijo da Morte” (Kiss of Death). Widmark era um assassino de aluguel na pista de um informante. Com seus olhos vidrados, camisa preta e gravata branca, Widmark definiu o visual dos gangsters por uma década.

Depois de amargar alguns anos na prisão, por um roubo de jóias mal-sucedido, Nick Bianco (o ótimo ator canastrão Victor Mature) volta para a sua família com o objetivo único de levar uma vida honesta. Mas a notícia de sua libertação deixa um assassino psicopata e ex-companheiro de gangue, disposto a eliminá-lo por desavenças no passado.

Trata-se de um clássico filme noir de gângsters, um dos mais vigorosos trabalhos do diretor Henry Hathaway, que revelou o talentoso Richard Widmark como o alucinado Tommy Udo, papel que lhe rendeu um Globo de Ouro de melhor ator coadjuvante.

28/05/2011 Posted by | Uncategorized | | Deixe um comentário

Chico e Caetano – A melhor reprise do melhor da série.

 O Canal Brasil está reprisando o programa Chico e Caetano. Uma das melhores séries musicais da televisão brasileira foi realizada entre abril e dezembro de 1986, nas noites de sexta-feira.

Domingo, após um sábado puxado – muito vinho – assisti a uma pérola: Caetano Veloso e Chico Buarque, tendo como convidados, nada mais, nada menos que Astor Piazzolla e Tom Jobim. Imaginem um quarteto desses reunidos num programa. Uma raridade.

A sintonia entre os dois era perfeita. Chico Buarque no auge, caetano com uma voz que lembrava um instrumento afinado, convidaram e conseguiram (!) reunir dois gênios da música. Piazzolla arrasa e o nosso Jobim não fica atrás. Simplesmente um programa inesquecível.

O programa teve nove edições e acabou com os rumores de rivalidade entre os dois. Apesar de nomes como Gilberto Gil, Elza soares e Rita Lee participarem de outros programas da série, nada se igualou a este momento único. Daniel Filho era o todo-poderoso da Globo que deu o aval para a realização da série que tinha a direção de Roberto Talma e roteiro de NelsoMotta.

Na verdade, não tenho a mínima lembrança de ter assitido, na época, a tão fabuloso programa da série que foi reprisado na sexta-feira passada (repetiram no domingo, para minha sorte, pois o gravei completo).

20/05/2011 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

Frank Sinatra – Após treze anos da sua partida, Mr. Sinatra continua sem concorrentes.

 Shirley Maclaine foi entrevistada recentemente num programa de TV. Sobre a artificialidade dos novos astros e o antigos ídolos da velha Hollywood, a mascote do Rat Pack disse o seguinte:

Tudo é tão tecnologicamente programado, manufaturado e vendido…A marca da roupa que você veste, seu modo de cantar…

O esplendor da Hollywood antiga, principalmente daqueles com os quais dividi o palco, é que eles sempre diziam a verdade em relação a tudo. Em relação à vida deles, aos temores deles…

Por exemplo, se Frank contasse uma piada perto de Dean, e ninguém risse, você logo percebia que Frank estava tirando onda – ele sabia que Dean era melhor nesse aspecto. Mas quando Frank cantava, ninguém duvidava que estava sendo autêntico.

Percebo que hoje em dia a grande maioria dos cantores apenas decora a letra da canção mas não a interpreta. Hoje quem canta é o Sr. Playback, além disso há uma parafernália imensa, vários dançarinos e dançarinas (Fred astaire e Ginger Rogers devem tremer nos túmulos…) e uma iluminação fortíssima apenas no intuito de tirarem o foco do que seria a atração principal: o cantor, escondido no meio de tudo e de todos…

Na verdade, deixou de ser divertido. Onde foram parar, o prazer de cantar e seduzir a platéia, a voz suave e romântica…o talento?

14/05/2011 Posted by | Uncategorized | | 6 Comentários

Frank Sinatra – 13 anos sem o maior cantor do século 20.

“Você tem que adorar a vida, sabe?

Porque a morte é muito chata!” – Francis Albert Sinatra.

Quando o Frank nasceu, em em 12 de dezembro de 1915, nasceu morto. Arrancado à fórceps que o deixou com marcas no rosto por toda a vida, o bebê Sinatra estava morto. Foi necessário a astúcia da avó para colocá-lo imediatamente embaixo de uma torneira com água geláda para ressucitá-lo. A vida do maior cantor do mundo não foi fácil desde o primeiro momento em que aqui chegou – teve que abrir caminho na vida com a cara e a coragem.

Em 1939 casou com sua namorada de infância, Nancy barbato e empregou-se como crooner da orquestra de Harry James (mesmo famoso o Frank ainda o tratava como “patrão”), mas em 1940 passou para a banda de Tommy Dorsey dando início ao fenômeno Frank Sinatra – as garotas choravam, gritavam, ficavam histéricas e até desmaiavam ao ouví-lo cantar suas baladas romãnticas. Sinatra foi o precursor do que aconteceu, tempos depois, com Elvis Presley e Beatles. Em 1943, recebeu o apelido definitivo: “The Voice” (A Voz).

No cinema, Frank estreou no péssimo filme “A Lua ao Seu Alcance” (1943) atingindo o estrelato em “Marujos do Amor” (1943). Fez outros musicais de sucesso na Metro e foi lá que conheceu Ava Gardner e, em 1950, pediu divórcio de Nancy, mãe de seus três filhos. Com o animal mais belo do mundo, Sinatra protagonizou idas e vindas, brigas e reconciliações pelos quatro cantos do mundo. casaram-se em 1951.

No final da década de 40 a carreira do Frank estava em declínio e após o casamento com Ava Gardner já não havia gravadora e nenhum diretor o queria em seus filmes. Após o período negro, Sinatra conseguiu o papel do soldado maggio no clássico “A Um Passo da Eternidade” (1953) e ganhou o Oscar de ator coadjuvante. Você mereceu!, telegrafou a esposa Ava Gardner da Espanha, onde filmava “A Condessa Descalça”.

O Oscar reativou a carreira do Frank no cinema e nas gravadoras, mas não salvou o turbulento casamento com Ava. Divorciaram-se em 1957, mas Sinatra nunca a abandonou: ajudou-a financeiramente até a sua morte em 1990. Após a separação e da volta triunfal ao topo do showbusiness, veio discos definitivos, filmes inesquecíveis e romances com as mulheres mais belas do cinema (depois de Ava, lógico.)

Em 1976, após um terceiro casamento (1966) com a jovem Mia farrow, Sinatra resolveu sossegar: casou-se com Barbara Blakely Marx, ex-esposa de Zeppo Marx (59/68) e tornou-se a Sra. Sinatra, até a sua morte em 14 de maio de 1998. As reportagens anunciaram que as suas últimas palavras foram “I’m losing it”. Frank Sinatra tornou-se imortal através das canções, dos filmes, dos shows e das atitudes. apesar do grande material sobre o cantor, ainda tem muito para ser lançado (o filme do Scorcese, por exemplo) – para alegria dos eternos fãs.

14/05/2011 Posted by | Uncategorized | 2 Comentários

A voz de Peggy Lee era um verdadeiro assédio.

 Foi nos clássicos da grande canção americana que Peggy Lee foi a tal, a rainha, uma cantora que tinha tudo o que se pode imaginar de melhor, inclusive sex appeal. Os discos que gravou pela Capitol são pérolas – Miss Peggy tinha uma sensualidade envolvente.

Seu nome era Norma Deloris Egstrom. Então, ken kennedy, um gerente que também era pianista, vislumbrou um grande futuro para a jovem cantora e a aconselhou: “Você tem de mudar de nome. Norma Egstron não tem sonoridade. Não dá para apresentar ‘Senhoras e senhores, Miss Norma Egstrom’. Vamos ver. Você parece uma peggy (canário). Peggy Lynn? Ainda não. Peggy Lee. Isso! Senhoras e senhores, Miss Peggy Lee!”

 

De Peggy Lee, considero as melhores gravações de bossa nova por uma americana.

13/05/2011 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

Harry Cohn, o csar do cinema teve uma multidão no seu enterro – mas não foi pelo motivo que você está pensando…

Não, não houve choro de saudade. A razão foi outra. O chefão da Columbia era odiado por muitos, era, apesar de tudo, admirado por ser um homem que cumpria o que dizia: Se dissesse que o iria destruir, ele o destruía.

Na verdade, todos foram conferir se o todo-poderoso Harry Cohn realmente havia morrido…

13/05/2011 Posted by | Uncategorized | | Deixe um comentário

Ava Gardner causou mais estragos no Pólo Norte do que o buraco na camada ozônio…

“Não me lembro de quantos maiôs eu tive que usar na piscina. Nem a quantidade de olhares ardentes que eu tive que fazer no estúdio de fotografia da Metro Goldwyn Mayer, mas sei que poderiam fazer derreter o gêlo do Pólo Norte.” – Ava Gardner

Na frente da deusa Ava Gardner, o estrago causado pelo buraco na camada de ozônio é fichinha…

13/05/2011 Posted by | Uncategorized | | Deixe um comentário

Jorginho Guinle – Uma das maiores cantadas da história.

 Não à toa Jorginho foi o nosso maior playboy. Saber, com classe, dizer palavras que desarmam qualquer musa é para poucos…

Essa está no livro do Ruy Castro, “Ela é Carioca” (Companhia das Letras). A carioca Ionita Salles Pinto era modelo, socialite e empresária, uma das mais desejadas mulheres daquela época. Apesar da pouca idade (20 anos) Ionita já tinha dois filhos, era experiente, namoros avulsos com Edu Lobo e Francis Hime e um romance com o jornalista Renato Machado, quando foi fisgada pelo nosso garanhão (na época com 52 anos muito bem vividos). assim o escritor nos conta:

 

Jorginho num belo sanduíche

 

Em 1967, foi estudar francês e cinema em Paris. Mas a saudade da praia e dos filhos bateu e Ionita voltou para o Rio no fim daquele mesmo ano. Mal pisou no Galeão, foi a uma festa na boate Le Bateau e conheceu Jorginho Guinle. Ele a pediu em casamento na primeira noite, mas Ionita só aceitou dias depois. O argumento dele era irresistível: “Ionita, tenho 52 anos e você tem 20. Dê-me dois anos de sua vida. Para você, isso não é nada. Para mim, é uma vida inteira.” É ou não é uma das grandes cantadas da história? E, mais incrível, sincera. Tanto que ela lhe deu sete anos.

O pequeno grande Jorginho Guinle e a primeira esposa, Dolores Sherwood.

11/05/2011 Posted by | Uncategorized | | 6 Comentários