SÁVIO SOARES

Cinema e música.

É verdade: Chet Baker teve que recorrer à assistência social para sobreviver.


No auge, sua aparência de galã lhe rendia frequentes comparações aos astros James Dean e Montgomery Clift. Porém, Chet Baker, com o passar dos anos, acabou parecido com o Jack Palance (comparação feita pelo Jô Soares).

Em 1966, após participar de um show de João Donato na Califórnia, Chet foi espancado por alguns homens. Ninguém jamais descobriu os reais motivos: Chet sempre omitia ou ocultava fatos da trágica noite. Teve o lábio superior rompido e um dente quebrado, além de ter sido golpeado no ouvido. Incapacitado de tocar seu instrumento, teve que recorrer à assistência social e sujeitar-se a subempregos.

Quando veio ao Brasil em 1985, o trompetista decepcionou um público que esperava há décadas pela vinda do ídolo. No Free Jazz Festival ficou a maior parte do tempo sentado, de cabeça baixa e improvisou pouquíssimas notas. Na verdade, Chet Baker já havia se desligado desse planeta. Nada mais o interessava.

É inacreditável imaginar um músico tão talentoso passar necessidade e depender da assistência social para sobreviver – Principalmente quando ouvimos esta gravação sublime.

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28/06/2011 - Posted by | Uncategorized |

8 Comentários »

  1. Seu site é muito bom. Eu tenho 20 anos e infelizmente escuto muita música eletrônica e música comercial. Seu site me mostrou o que ocorre quando se canta, se faz música, com o coração e com a alma (:

    Comentário por Raquel | 03/07/2011 | Responder

    • Olá Raquel,

      É bom e necessário escutarmos todo tipo de música. Depois a gente filtra e começa a diferenciar o que presta do que é lixo.
      Também ouvi muita música de péssima qualidade, mas com o tempo a gente vai aprimorando e se tornando mais exigente.
      Obrigado pelos elogios ao blog, espero continuar lhe agradando,

      Abraços,

      Sávio.

      Comentário por dsaviosoares | 03/07/2011 | Responder

  2. Gostei do blog.
    Cumprimentos cinéfilos!

    O Falcão Maltês

    Comentário por Antonio Nahud Júnior | 04/07/2011 | Responder

    • Obrigado Antonio,

      abraço,

      Sávio

      Comentário por dsaviosoares | 05/07/2011 | Responder

  3. Olha, eu fui ao um show dele no Palace ( chamava-se assim na época) não era free jazz o ano devia ser nesse mesmo e foi um belíssimo show, nada decpcionante, onde ele tocou seus hits com My Funny Valentine, etc

    Comentário por mario m. leite | 24/07/2011 | Responder

    • Olá Mario,

      Apenas a presença do Chet Baker no palco e ouví-lo entoar apenas um acorde já seria suficiente, ainda mais ao som do clássico ‘My Funny Valentine”, deve ter sido sensacional!

      Infelizmente não fui a esse show. As informações obtive através de reportagens na Folha de São Paulo e num texto do jornalista e crítico musical Carlos Calado na coleção de clássicos do jazz. O texto é bem interessante sobre o grande Chet Baker em que ele comenta sobre algumas passagens da vida do grande músico.

      Um abraço e obrigado pelas informações,

      Sávio

      Comentário por dsaviosoares | 24/07/2011 | Responder

  4. Depois de desenvolver uma nova embocadura, devido à sua dentadura (devido o dente que fora arrancado) , Baker voltou ao mesmo jazz que começou sua carreira, se mudou para Nova Iorque e começou a tocar e gravar de novo, nomeadamente com o guitarrista Jim Hall. Mais tarde, na década de setenta, Baker voltou para a Europa, onde foi assistido pelo seu amigo Diane Vavra que cuidava de suas interesses pessoais e de outra forma o ajudou durante sua gravação e as datas de performance.

    De 1978 até sua morte, Baker residiu e tocou quase que exclusivamente na Europa, retornando para os EUA aproximadamente uma vez por ano para algumas poucas perfomances.

    De 1978 a 1988 foi a era mais prolífica de Baker como um artista de gravação. No entanto, como sua produção extensiva é espalhada por numerosas, a maioria pequenas gravadoras européias, nenhuma destas gravações nunca chegaram a um público mais amplo, embora muitos delas foram bem recebidos pelos críticos, que afirmam que o período foi um dos mais maduros e gratificantes de Baker.

    Em 1983, o cantor britânico Elvis Costello, um fã de longa data de Baker, contratou o trompetista para tocar um solo em sua canção “Shipbuilding”, do álbum Punch the Clock. A canção foi um hit top 40 no Reino Unido, e expôs a música de Baker para uma nova audiência. Depois, Baker muitas vezes tocou a canção de Costello “Almost Blue” (inspirada pela versão de Baker de “The Thrill Is Gone”) em seus sets ao vivo, e gravou a canção em Let’s Get Lost, um documentário sobre sua vida.

    As gravações feitas pela televisão japonesa durante a turnê de Baker em 1987 no Japão, mostrou um homem cujo rosto parecia muito mais velho do ele realmente era, no entanto, sua forma de tocar trompete estava alerta, alegre e inspirada. Fãs e críticos concordam que o álbum ao vivo Chet Baker in Tokyo, gravado menos de um ano antes de sua morte e lançado postumamente, está entre os melhores de Baker.

    Fonte: allmusic.com e wikipedia em inglês

    Comentário por Alexandre | 28/07/2011 | Responder

    • Olá Alexandre,

      Obrigado pelas informações,

      Sávio

      Comentário por dsaviosoares | 29/07/2011 | Responder


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