SÁVIO SOARES

Cinema e música.

Faleceu o ator G. D. Spradlin, o político corrupto de “The Godfather: Part II”.

Spradlin atuou em muitos filmes: Apocalypse now, A Guerra do Roses, A Fórmula, Tora, Tora, Tora, mas foi no papel do senador corrupto do filme “O Poderoso Chefão II” que se tornou inesquecível. A cena que o senador Pat Geary confronta Michael Corleone em seus próprios domínios é marcada pelo diálogo tenso e  interpretações magistrais de D. Spradlin e Al Pacino. Trata-se de uma cena clássica do melhor do cinema.

Seu último filme foi “Garotas do Presidente”, em 1999. Depois se aposentou. Faleceu no dia 24 de julho aos 90 anos de idade.

Concentre-se na cena e esqueça a legenda oriental…

31/07/2011 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

Hedy Lamarr – Absurdamente bela e inteligente.

A austríaca Hedy era muito culta e entendia de pintura. Quando chegou aos Estados Unidos ainda usava o sobrenome Kiesler. Hedy Lamarr era o nome artístico de Hedwig Eva Maria Kiesler (1913-2000).

 

Quando atuou no filmeEctasy (1933) no qual aparece nua em pelo, causou o maior rebuliço. Trata-se de um filme banal, história de uma jovem recém-casada que descobre que o marido é impotente e arranja uma amante.

Naquela época, Hedy era casada com um dos homens mais ricos do continente europeu. Quando ficaram noivos, ele tentou comprar todas as cópias do filme, em todos os lugares, para que nenhum outro homem a visse como aparece em Ectasy, belissimamente nua, totalmente. O egoísta noivo queria ser o único. Logicamente e felizmente, fracassou. (Por aqui a Xuxa também tentou o impossível)

Hedy tinha seios pequeninos (quem contou foi o sortudo Jorginho Guinle, que namorou a deusa, mas no vídeo a gente percebe que é verdade). Depois, para atender ao gosto americano (na época era moda só por lá), deixou-os enormes. Foi uma das primeiras a fazer implante de silicone.

Algumas curiosidades sobre Hedy Lamarr, diva de inteligência e beleza bem acima da média na época de ouro do cinema americano:

Inicialmente, sobre a sua beleza impressionante, Lamarr foi inspiradora de Walt Disney quando desenhou a “Branca de Neve” – “a mais bela o mundo”. Primeiro longa-metragem do diretor.

Era grande conhecedora de arte moderna. Quando Jorginho namorou a deusa, o fez ver pintores como Soulages e Jackson Pollock.

Durante a segunda guerra, a deusa inventou um sistema que serviu de base para os celulares. Este sistema criado por Lamarr atualmente acelera as comunicações de satélite ao redor do mundo e foi usado para criar a telefonia celular.

Em 1988 a Corel Corporation usou a imagem do rosto de Lamarr para publicidade sem a sua autorização. O caso foi resolvido nos tribunais.

Infelizmente, na década de 60, Hedy Lamarr foi detida por furto numa loja de departamento nos Estados Unidos. (Parece que é moda por lá, lembram-se da bela e rica Wimona Ryder?).

31/07/2011 Posted by | Uncategorized | | 2 Comentários

Fly Me To The Moon, na voz de Tony Bennett – Quer mais?

O maior cantor vivo passou por poucas e boas nesta vida. Foi viciado em cocaína, caiu no ostracismo na década de 70, faliu, mas deu a volta por cima. Um vencedor, e ainda com uma belíssima voz.

28/07/2011 Posted by | Uncategorized | 8 Comentários

A Era dos Nightclubs.

Muitos livros que tratam de cinema e música têm capítulos ou páginas dedicados aos clubes noturnos. Eram espaços onde se encontravam astros, estrelas, boêmios, playboys, alpinistas sociais, fofoqueiros de plantão, jornalistas, colunistas, milionários, mafiosos, scort girls e ilustres desconhecidos. Todas as informações foram obtidas através de livros e documentários.

1941, enquanto os Estados Unidos iam à guerra, os boêmios de todo o país perguntavam se a festa tinha acabado. Mas enquanto as bombas caíam sobre a Europa, os americanos lotavam os clubes noturnos em números recordes.

Durante a segunda guerra os nightclubs estavam bem porque as pessoas nos EUA tinham muito dinheiro. Havia emprego. Muita gente foi convocado mas quem estava em casa podia curtir a noite. As fotos do último encontro em seu clube favorito eram itens essenciais e levantavam (nos dois sentidos) a moral dos seus homens na Europa.

Todas as estrelas apareciam para ajudar.Os homens podiam dançar com Marlene Dietrich ou conversar com Hedy Lamarr. Astros como John Garfield e Bob Hope entretiam enquanto serviam às mesas. Todos queriam fazer o melhor para ajudar o pessoal porque eles não sabiam quando voltariam.

Imagine, na mesa ao lado, a exuberante Hedy Lamarr…

Seguindo a deixa de Hollywood, os clubes noturnos de todos o país abriram suas portas aos homens e mulheres do exército, cobrando taxas simbólicas e liberando as bebidas. Ao mesmo tempo, novos talentos recebiam uma merecida chance.

Os anos de guerra pegavam fogo em Nova York com centenas de clubes disputando a atenção do público: Mocambo, Ciro’s (foto), Trocadero e Cocoanut Grove, são exemplos de nightclubs que marcaram uma época inesquecível aos que frequentavam a noite.  O comediante Alan King, que conheceu de perto toda essa época inesquecível: Havia, literalmente, 20 clubes noturnos em um quarteirão entre a 5ª e a 6ª avenida. Era a Rua do Swing. E em cada uma dessas ruas havia um grande artista. Charlie Parker, Dizzy Gillespe e por aí vai.

26/07/2011 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

O filho do ator Stewart Granger mora na Bahia, mas parece que vai ter que mudar de endereço…

Ontem assisti o clássico “As Minas do Rei Salomão” (1950), um filmaço! O par romântico é composto pelos ótimos atores Stewart Granger e Debora Kerr, as paisagens da África são exuberantes e a história nos prende do início ao fim.

À noite, o programa “Fantástico” passou uma reportagem sobre as falcatruas que o Sindicato Rural de uma cidade baiana está aprontando nas terras que foram doadas a famílias de baixa renda – vendem para milionários construírem mansões à beira-mar. De repente, quem eu vejo? O filho do grande astro inglês, Stewart Granger. Ele veio curtir as belas praias baianas, acabou ficando por aqui, mas construiu sua casa em terras que, legalmente, não lhes pertence – os terrenos foram doados para famílias de baixa renda.

Parece que se trata de um fotógrafo profissional “interessado na preservação do meio ambiente”. Na Internet, encontrei esta reportagem:

Filho do ator inglês Stewart Granger (morto em 1993), o fotógrafo Jamie Stewart-Granger iniciou sua carreira nos anos 60, em Londres. Mas foi no Brasil que se encontrou. “Na Europa já estava tudo pronto, enquanto no Brasil conheci lugares, como o norte do Mato Grosso, em completa transformação. Fotografava a mata fechada, o início da colonização, e pouco depois já havia cem mil pessoas”, conta Granger. Ele fundou uma das primeiras agências de fotógrafos da Inglaterra, o que o levou a viajar pelo mundo. “Vim ao Brasil pela primeira vez em 1974, e mudei-me em 1980, por causa de uma mulher, é claro”, sorri Granger. “Primeiro vim para o Rio de Janeiro, curtir, depois morei em São Paulo, atrás de trabalho.” Além do livro “Bahia Desconhecida”, que será lançado no MuBE, ele já fez outras obras no Brasil, sobre fachadas de São Paulo e futebol, por exemplo. E já demonstrou sua preocupação com a preservação ambiental, ajudando a criar uma ONG em defesa da floresta amazônica.

Se tudo for verdade, não posso levar a sério o filho de Allan Quatermain

25/07/2011 Posted by | Uncategorized | 2 Comentários

Maria Callas – pura emoção.

Callas possui uma história triste e fascinante, capaz de provocar, progressivamente, êxtase e piedade.

Após o romance vulcânico com o poderoso Onassis, Maria Callas nunca mais se equilibrou emocionalmente.

24/07/2011 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

Duas bond-girls se foram.

Linda Christian – “A Bomba Atômica” faleceu aos 87 anos.

Linda foi descoberta por Errol Flynn quando o astro estava em Acapulco, no México. Mudou-se para Los Angeles em meados dos anos 40 e após pequenos papéis, evolui para papéis de coadjuvante num punhado de produções, entre elas “Tarzan e as Sereias”, de 1948, ao lado de Johnny Weissmuller.

Blanca Rosa Henrietta Stella Welter Vorhauer, nasceu no dia 13 de novembro de 1923, em Tampico, México. Apesar de ser a primeira bond-girl – na produção televisiva Cassino Royale de 1954, e musa do pintor Diego Rivera, sua fama se deve ao casamento com o mito do cinema Tyrone Power. Linda foi rotulada de “A Bomba Atômica” pela Revista Life.

Angela Scoular, a ex-bond girl “Rudt Barlett”.

A atriz britânica, Angela Scoular, que interpretou Ruby Bartlett em 1969 no filme de James Bond “007 A Serviço Secreto de Sua Majestade”, bebeu e jogou sobre todo o seu corpo um líquido corrosivo para desentupir pia, depois de anos lutando contra o alcoolismo, depressão e preocupações com dívidas, informou a médica-legista inglesa.

Foi casada com o ator de comédia Leslie Phillips. Angela sofreu queimaduras em 40% de seu corpo, garganta e no trato intestinal ao beber o produto, formado em 91% por ácido sulfúrico, informou a imprensa londrina. Scoular foi dada como morta em 11 de abril deste ano, apenas duas horas depois de beber o produto químico. A médica-legista Fiona Wilcox informou que ela cometeu suicídio.

23/07/2011 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

Amy Winehouse – Um imenso talento derrotado pelo álcool e pelas drogas.

Amy foi encontrada morta na sua casa, no bairro de Camden Square, em Londres. Tinha apenas 27 anos de idade e estava preparando o seu terceiro disco. Overdose ou suicídio, são as hipóteses.

Os traumas de infância, problemas com os pais e o uso de álcool e drogas desde os 18 anos arruinaram a sua breve vida. No ano passado, quando veio ao Brasil, no show em Florianópolis parecia bêbada e confusa.

O pai de Amy dizia que se a filha não morresse em decorrência do abuso do álcool e das drogas, seria de um problema cardíaco – a jovem cantora já sofria de arritmia. O mais triste e até  macabro é que a própria mãe perguntava à filha qual o cemitério que ela queria ser enterrada.

Amy Winehouse – Mais uma jovem talentosa que, infelizmente, não aguentou a pressão.

23/07/2011 Posted by | Uncategorized | 12 Comentários

“À Beira do Abismo” (The Big Sleep, 1946)

Quando o segundo projeto Hawks-Bogart entrou em produção, a belíssima Lauren Bacall já havia atingido o estrelato com o primeiro filme da dupla, “Uma Aventura na Martinica”, mas ninguém cogitava que já havia um romance fora das telas entre Bogart e Bacall.

Os direitos do romance policial de Raymond Chandler foram vendidos por Howard Hawks à Warner por 20 mil dólares em outubro de 1944 e a produção, também de Hawks, terminou na primavera de 1945. O roteiro ficou por conta de William Faulkner.

“À Beira do Abismo” foi exibido em prévia no verão de 1945, e o público reagiu com indiferença, mas havia tempo para adiar a estréia – a Warner resolveu acelerar a produção de “Quando os Destinos Se Cruzam”, thriller de espionagem relacionado à guerra e estrelado por Bacall e Charles Boyer.

No livro “O Gênio do Sistema” (Companhia das Letras, 1988), o escritor Thomaz Schatz nos conta que público e crítica estavam interessados em Bacall e o “seu jeito insolente”, portanto os responsáveis alteraram o filme colocando mais cenas do casal, “todas de natureza insolente e provocativa, como as de Uma Aventura na Martinica…”.

Acertaram em cheio: o público encantou-se com o antagonismo romântico da dupla. Mais uma vez Hawks realizou um thriller de ritmo ágil, envolto em escuridão, cinismo e desespero, mas com coração e luz em seu âmago.

Até a realização deste filme, ninguém havia percebido a “química” entre Bogart e Bacall na tela. O casamento tempestuoso de Bogart com Mayo Methot entrou em declínio assim que a bela loura entrou em cena, mas a ruptura definitiva ocorreu no início destas filmagens.

O detetive particular durão vivido Philip Marlowe investiga um assassinato que envolve chantagem, ninfomaníacas e gangues perigosas em ruas escuras e lugares sujos de Hollywood. Marlowe é um detetive impassível, não teme o submundo em que se meteu para desvendar a trama, afinal, é o seu habitat.

É com imensa satisfação que assisto Bogart no papel do detetive Marlowe. Mesmo com uma trama complexa, trata-se de um grande filme e temos aqui a melhor performance de Bogart neste papel. Para ver e rever.

20/07/2011 Posted by | Uncategorized | | Deixe um comentário

“O Mágico de Oz” e Judy Garland – emoção em dose dupla.

Com o Pedro, meu filho, gosto de ver e rever no vídeo o original de O Mágico de Oz, realizado em 1939. Passados mais de oitenta anos, este filme, que consagrou Judy Garland, continua atualíssimo e encantando crianças e adultos. Os efeitos especiais – como as aparições e sumiços da bruxa e do mágico, entre outros – foram realizados com recursos quase artesanais, mas não ficam nada a dever às superproduções em 3D de agora.

O triste é olhar Judy Garland e saber que alguns anos depois a talentosa atriz e cantora ficava acordada a noite inteira telefonando para as pessoas e fazendo perguntas como “Que espécie de dia você acha que vai fazer amanhã?”.

O filme continua emocionando. E Judy também…

13/07/2011 Posted by | Uncategorized | 9 Comentários