SÁVIO SOARES

Cinema e música.

Jean Harlow – a primeira “glamour girl” teve vida curta e uma morte misteriosa.


Os dicionários americanos definem a palavra glamour da seguinte maneira: “ilusão provocada por recursos mágicos; charme; encantamento; interesse artificial ou associação pela qual um objeto ou pessoa se faz parecer aumentado ou glorificad; fascinação; feitiçaria; mistério.” Existem várias versões sobre a origem da palavra glamour, mas, a mais conhecida, segundo a jornalista Dulce Damasceno de Brito, é a que se baseia no dialeto escocês, que começou a usar glamer (“mágica”), como abreviação um tanto livre do velho inglês, glamarye, que significa encantamento.

De uma forma ou de outra, o fato é que Hollywood pegou a palavra, usando-a para classificar a qualidade das estrelas cinematográficas. A primeira estrela chamada de glamour girl foi Jean Harlow, “a Vênus platinada”. Jean Harlow tinha sobracelhas desenhadas à lápis, várias camadas de batons e uma chama sexual que atraía milhões de cinéfilos, curiosos e adolescentes com muitas espinhas aos cinemas americanos.

O maluco bilionário Howard Hugues a contratou para atuar no filme Hell’s Angels (1930), que apesar do sucesso considerável de bilheteria, não conseguiu cobrir as estravagâncias de Hugues. O filme custou 3,8 milhões de dólares – uma fábula para a época. Jean Harlow foi dispensada por Hugues, o que acabou sendo um ótimo negócio para a carreira da loura.

Dois anos depois do filme de Hugues, Jean se casou com Paul Bern, um assitente do poderoso da MGM, Irving Thauberg. O relacionamento era doentio. O marido era impotente e, por tal razão, agredia a esposa até chegar ao ponto da situação se tornar insuportável. O final foi trágico: o impotente Paul Bern se matou com um revólver calibre 38 encharcado do perfume de Jean Harlow, Mitsouko.

Depois da tragédia veio outro casamento em 1933 com o cineasta Harold Rosson – durou poucos meses. Em 1937 veio uma desgraça maior e um mistério: Durante as filmagens de Saratoga (1937), a atriz estava debilitada fisicamente e foi liberada pelo estúdio para ir descansar em casa. Dizem os livros que a loura ficou em casa com náuseas durante uma semana e sua mãe (ou a própria jean Harlow) se recusava a chamar um médico pois a sua crença religiosa, a Ciência Cristã, não permitia.

Após a pressão do estúdio a mãe da jovem atriz disse que ela estava melhor, mas ninguém acreditou. O Todo-poderoso Louis B. Mayer deu ordem para que a levassem imediatamente ao hospital. Era tarde demais: A “Vênus platinada” morreu um dia depois, aos 26 anos, de insuficiência renal – Dizem os biógrafos que em decorrência das agressões do ex-marido, o impotente Paul Bern.

Jean Harlow estrelou mais de trinta filmes em uma carreira que durou apenas dez anos. O filme Saratoga foi finalizado por uma dublê.

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05/07/2011 - Posted by | Uncategorized |

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