SÁVIO SOARES

Cinema e música.

Toda homenagem ao grande Chico Anysio ainda é pouca…

No último domingo, o “Fantástico” fez uma sensível homenagem ao humorista Chico Anysio. É muito pouco para o que este gênio representa. Mas tudo vale. Aqui, três momentos da sua impresionante carreira.

Viu a cara da morte, saiu com vida, mas muito debilitado. Há de superar todos o obstáculos.

Chico, que Deus o proteja.

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30/08/2011 Posted by | Uncategorized | 3 Comentários

Escute o som que vem da radiola…

30/08/2011 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

O avô Ernest e a neta Margaux Hemingway – Vidas gloriosas e fins trágicos.

A belíssima Margaux era problemática, tal como o avô, o escritor Ernest Hemingway.  Com toda beleza, esperavam uma figura angelical – mera ilusão. Tinha um temperamento dificílimo, quando a raiva a dominava, tinham que sair de perto, se tornava extremamente agressiva.

 

Jorginho a conheceu – Margaux foi muito amiga do nosso garanhão. Assim ele contou: Margaux podia ser muito agressiva e muito engraçada, cômica, quando queria. Cantava blues muito bem. Certa vez passou o final de semana com o marido em Teresópolis e cantou para nós. A vida inteira tomou cocaína. Esse negócio que só tomou no fim da ida é mentira. As pessoas que não estiveram presentes, que não sabem das coisas, mudam tudo. Como no caso da Marilyn, que muitos nem conheceram, e tanto inventaram sobre sua vida e morte. Depois acompanhei sua carreira pelos noticiários, até saber da sua morte em 1996. Aparentemente escolheu acabar com a sua infelicidade do mesmo jeito que o avô, suicidando-se.

Na verdade, a loura vinha de uma família infeliz. O avô, Ernest Hemingway, suicidou-se em 1961, com um tiro de espingarda de caça na boca. A neta, 35 anos depois, com algum coquetel de drogas, legais e ilegais. Talento e tragédia caminharam juntos.

30/08/2011 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

Simoneta Stefanelli – A sensual Apollonia, esposa de Michael Corleone.

Michael Corleone (Al Pacino) casa na Sicilia com a bela Apollonia, mas é breve a união: Uma bomba colocada no carro de Michael mata a amada esposa que estava dentro do automóvel. A curta união jamais seria esquecida por Michael Corleone.

Desconhecida do grande público, Stefanelli já tinha feito vários filmes italianos, mas quando Simoneta atuou no clássico O Poderoso Chefão, se tornou internacionalmente popular com apenas 18 anos idade.

A bonita italiana casou-se com o ator e diretor Michele Plácido, com ele teve três filhos e atuou em vários filmes dirigidos pelo marido, entre eles o erótico Peccati em Famiglia (1975). Hoje não atua mais – trabalha numa loja de moda em Roma chamada Simo Bloom, como designer de bolsas e sapatos.

25/08/2011 Posted by | Uncategorized | | 9 Comentários

A lista do cineasta Woody Allen é sensacional – Você também tem uma?

Os filmes do Woody Allen são adultos e cerebrais, donde não serão estouro de bilheteria nem aqui nem aqui nem na emergente China. Diz-se, até, que mal se pagam – talvez seja este o motivo pelo qual noventa e nove por cento dos filmes do diretor foram rodados em Nova York.

 

Em cada filme há pelo menos uma cena que fica na memória dos cinéfilos ou mesmo admiradores da sétima arte. Recordo-me da cena clássica de “Manhattan” (1979) quando Woody Allen, aliás, Ike, enumera ao gravador uma lista de tudo que faz valer a pena viver. O cineasta inclui o comediante Groucho Marx, o jogador de beisebol Willie May; filmes suecos; Marlon Brando, Frank Sinatra, o rosto de Mariel Hemigway (aos 17 anos de idade), a gravação de “Potatohead Blues” por Louis Armstrong e o segundo movimento da Sinfonia de Júpiter.

 

Woody Allen e a musa escolhida Mariel Hemigway, no filme “Manhattan”.

Ainda não consigo elaborar uma lista – das vezes que tentei me arrependi  -, quem sabe, talvez lá na frente, mas considero dos melhores os escolhidos pelo cineasta. E aí, você tem a sua lista?

24/08/2011 Posted by | Uncategorized | 2 Comentários

“Stardust”, de Hoagy Carmichael, é considerada a música mais gravada da primeira metade do séulo 20, e, talvez, do século inteiro.

No tempo em que os dicos brasileiros e argentinos traduziam os títulos das faixas, era bonito ver “Stardust” chamar-se “Poeira de estrelas” e engraçado vê-la chamar-se “Polvo de Estrellas” –  Ruy Castro

A charmosa versão original encanta até hoje…

 

Foram cerca de 1300 versões até 1988, em todo o formatos, gêneros, ritmos e línguas – versões jazzísticas, românticas, instrumentais, vocais, com a introdução e sem a introdução, sem falar naquela famosa gravação de 1961, em que Frank Sinatra cantou somente a introdução, dipensando o restante da letra e da melodia!

Versão belíssima com o grande Nat King Cole.

 

Se você procurar no youtube, vai encontrar dezenas (talves centenas) versões de “Stardust” – escolha a sua preferida, apesar de considerar tarefa difícil. “Stardust” foi composta por Carmichael em 1929, mas não envelheceu, continua com a mesma força romântica, embalando apaixonados – mesmo sem saberem que música se trata…

 O Frank gravou apenas a introdução – mesmo assim ficou deslumbrante.

21/08/2011 Posted by | Uncategorized | 3 Comentários

Uma saudade do “Rei do Baião”, o nosso Gonzagão.

Viajando pela internet, descubro esta preciosidade. O que fica é o autêntico, o verdadeiro, o que toca o nosso coração. Poucos tocaram o nosso coração como o grande Luis Gonzaga, o “Rei do Baião”.

 

Luiz Gonzaga e Dominguinhos – “Estrada de Canidé”.

 Venceu com toda simplicidade – característica do nordestino, um batalhador que não se entregou nas primeiras derrotas musicais -, venceu no Rio de Janeiro, celeiro da nossa melhor canção, em época de Bossa Nova.

20/08/2011 Posted by | Uncategorized | 6 Comentários

Alfred Hitchcock – Duas historinhas sobre o mestre do suspense.

Certa vez, o poderoso David. O. Selznyk, visitando os estúdios, pergunta a seu funcionário: “Quem é o diretor deste filme?”. “Hitchcock”. “Quem é o roteirista?”. “Hitchcock”. “Quem fará a montagem?”. “Hitchcock”. “Onde está esse Hitchcock?”. “Está desenhando um dos cenários”.

Hitchcock se envolvia em todos os setores das filmagens – Diga-se de passagem, com extrema competência. A belíssima atriz sueca, Ingrid Bergman, perguntou-lhe: “Por que produz sempre esses horríveis filmes de suspense?

Hitchcock fitou-a e sorriu:“Porque sou o homem do medo, assim como você é a mulher dos dramas. Pode crer: se eu filmasse Cinderela, o público procuraria o cadáver.”

“O Mestre do Suspense” nunca sonhou ser ator. O que lhe interessava era a técnica do cinema. A leitura de romances populares lhe deram o gosto e o senso de diálogo. Até hoje os seus filmes são imitados por diretores de diversos países.

O diretor e Ingrid Bergman durantes as gravações de “Interlúdio” (1946)

18/08/2011 Posted by | Uncategorized | 5 Comentários

Sensacional! Os bastidores e a gravação histórica da emocionante canção “It Was a Very Good Years” pelo Frank em 1965.

Originalmente a sensível canção “It Was a Very Good Years” foi gravada por Bob Shane, mas o Frank a tornou internacionalmente conhecida quando a gravou para o álbum September of My Years de 1965. 

A gravação histórica está neste raríssimo documentário. Toda a classe e a genialidade do maior cantor do século 20 estão presentes. Quando gravava em estúdio o Frank sempre gostava da presença de uma pequena platéia de convidados (reparem na loura de olho nele) e exigia uma orquestra afinadíssima. Inicialmente, parece que o Frank está desconcentrado, só na curtição, e que não vai rolar nada importante – mas quando entra em cena o profissional, tudo muda.

 Belíssima canção eternizada pelo maior cantor do século 20.

18/08/2011 Posted by | Uncategorized | 4 Comentários

Albert Finney – “Esse negócio de ‘Sir’ ajudar a perpetuar uma das doenças da Inglatrerra, o esnobismo.”

Albert Finney poderia ser cavalheiro da coroa britânica, mas recusou a honra, preferindo ser conhecido apenas como ator.

Aos 75 anos o cavaleiro-ator está em plena atividade.

17/08/2011 Posted by | Uncategorized | 5 Comentários