SÁVIO SOARES

Cinema e música.

O avô Ernest e a neta Margaux Hemingway – Vidas gloriosas e fins trágicos.


A belíssima Margaux era problemática, tal como o avô, o escritor Ernest Hemingway.  Com toda beleza, esperavam uma figura angelical – mera ilusão. Tinha um temperamento dificílimo, quando a raiva a dominava, tinham que sair de perto, se tornava extremamente agressiva.

 

Jorginho a conheceu – Margaux foi muito amiga do nosso garanhão. Assim ele contou: Margaux podia ser muito agressiva e muito engraçada, cômica, quando queria. Cantava blues muito bem. Certa vez passou o final de semana com o marido em Teresópolis e cantou para nós. A vida inteira tomou cocaína. Esse negócio que só tomou no fim da ida é mentira. As pessoas que não estiveram presentes, que não sabem das coisas, mudam tudo. Como no caso da Marilyn, que muitos nem conheceram, e tanto inventaram sobre sua vida e morte. Depois acompanhei sua carreira pelos noticiários, até saber da sua morte em 1996. Aparentemente escolheu acabar com a sua infelicidade do mesmo jeito que o avô, suicidando-se.

Na verdade, a loura vinha de uma família infeliz. O avô, Ernest Hemingway, suicidou-se em 1961, com um tiro de espingarda de caça na boca. A neta, 35 anos depois, com algum coquetel de drogas, legais e ilegais. Talento e tragédia caminharam juntos.

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30/08/2011 - Posted by | Uncategorized

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