SÁVIO SOARES

Cinema e música.

“New York New York”, Frank Sinatra e Liza Minelli – Um encontro antológico no palco…Feliz 2012.

Era mais um aniversário e mais um show do Frank com direito a estádio lotado e celebridades. Liza sobe as escadas para parabenizá-lo. De surpresa, Frank a convida ao palco. A filha de Judy Garland e Vincent Minelli mostra que carrega muito talento no sangue. Sensacional…

Nenhuma canção mais marcante para virada do ano. Feliz 2012.

31/12/2011 Posted by | Uncategorized | | 4 Comentários

A deusa Rita Hayworth ao som de “Moonlight Serenade” (Orquestra de Glenn Miller).

Boates famosas de Hollywood da era dourada. Lugares como o Mocambo, o Trocadero, Ciro’s, o Coconut Groove e do Refeitório Hollywood.

No vídeo, Rita aparece ao lado de astros e estrelas: Gene Tierney, Linda Darnell, Hedy Lamarr, Marlene Dietrich, Cary Grant, Tony Martin, Victor Mature, Orson Welles, Kirk Douglas, Robert Mitchum, Jack Lemmon, Sophia Loren, Yves Montand, Ella Fitzgerald, Steve McQueen, Gina Lollobrigida, Dolores Del Rio, Gene Kelly e Glenn Ford.

29/12/2011 Posted by | Uncategorized | 4 Comentários

O inesquecível Charles Chaplin.

“Falam por mim os abandonados de justiça, os simples de coração, os irresponsáveis, os pueris, os cariciosos, os loucos e os patéticos. E falam as flores que tanto amas quando posadas.” Carlos Drummond de Andrade.

Dizem nas biografias que Charles Chaplin não era nada santo. Contrariando os biógrafos e críticos de plantão, parto em defesa do homem Charles Chaplin para reconhecer que todos somos falíveis e recorro a Shakeaspeare que dizia se cada um de nós recebesse o que merece ninguém iria escapar do açoite.

Na época do cinema mudo Chaplin foi um mestre e defendeu essa bandeira durante um longo tempo, resistindo o quanto pode ao som. Ora, quanto se pode dizer sem palavra alguma? Carlitos é filho dessa ausência. Porém, 36 anos depois, foram elas – as palavras -, que o condenaram. Mudo, ele fez grandes discursos, e só mostrou sua voz, pela primeira e última vez no seu último clássico “O Grande Ditador”.

Carlitos nasceu em em 1914. Um vagabundo, trapaceiro e por vezes antipático. A partir de “O Garoto” (1921), ele se tornou a figura romântica e humana que caiu no gosto popular. Era um pobretão de maneiras refinadas – um mímico por excelência, um palhaço por vocação.

29/12/2011 Posted by | Uncategorized | | Deixe um comentário

Feliz Natal, amigos.

POEMA DE NATAL

Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos —
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos —
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai —
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte —
De repente nunca mais esperaremos…
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente. – Vinicius de Moraes

24/12/2011 Posted by | Uncategorized | 7 Comentários

O livro “A Bossa do Lobo”de Denilson Monteiro.

Comecei a ler ontem e terminei hoje o livro sobre Ronaldo Bôscoli, um dos maiores representantes da nossa melhor música, a Bossa Nova. Denilson Monteiro, o autor, já havia escrito uma ótima biografia sobre Carlos Imperial. Novamente acertou em cheio. Denilson também está preparando um documentário sobre o biografado com a ajuda do filho deste , Bernardo Bôscoli.

Namorou beldades de todas as épocas e era capaz de ternuras e de grosserias incomensuráveis. Ronaldo Bôscoli podia perder o amigo, mas jamais perdia a piada. O humor negro também era o seu forte. Dizem que pichava todo mundo. Nos bares todos tinham medo de sair antes do “Lobo”. Um dos desafetos do Bôscoli foi Marlene Mattos a ex-poderosa produtora da Xuxa, que proibiu uma biografia feita pelo Ronaldo sobre a loura. No livro, sobre o tema:

Certa ocasião, quando se comentava sobre um longa-metragem sobre a vida da Xuxa, com a morena Patrícia França cogitada para interpretar Marlene Mattos, Bôscoli publicou que seria mais conveniente contratarem o goleiro Higuita da seleção da Colômbia para o papel…

24/12/2011 Posted by | Uncategorized | | Deixe um comentário

Os astros e estrelas preferem Beverly Hills, acham Hollywood um bairro, digamos, menos elitista… .

“Já foi dito que Hollywood não é uma cidade, nem um bairro de Los Angeles, mas um estado de espírito.” – A saudosa jornalista Dulce Damasceno de Brito.

No dia 28 de janeiro de 1914, 550 cidadãos da Câmara de Comércio de Los Angeles resolveram fundar o bairro Beverly Hills (Colinas de Beverly), a cerca de 12 quilômetros do oceano Pacífico, onde predominam as flores mais exóticas dos Estados Unidos, apesar do solo árido, tipo areia do deserto. Conforme escreveu a jornalista Dulce Damasceno de Brito, os cidadãos eram a sociedade californiana, que achava brega morar em Los Angeles, por causa da invasão mexicana, considerada “inferior” – aqueles que vinham da Baja California e atravessavam a fronteira de Tijuana para San Diego, em busca de melhores condições de vida, embora a maioria fosse semi-analfabeta.

Naquela época, como o dinheiro andava solto pelos grandes estúdios, Beverly Hills também acabou sendo invadida, mas por outro tipo de gente: os glamourosos astros e estrelas do cinema, que passaram a considerar Hollywood apenas um local de trabalho. Em 1919, o charmoso casal Douglas Fairbanks – Mary Pickford liderou essa invasão, construindo sua mansão no alto de Summit Drive, carinhosamente batizada como Pickfair. Daí em diante o maior status para uma celebridade hollywoodiana era morar em Beverly Hills.

A mansão de Douglas Fairbanks e Mary Pickford -Pickfair.

O legendário Rudolph Valentino gastou quase toda a fortuna para lá construir – no 1436 Bella Drive – o seu Falcon’s Lair (O Ninho do falcão), verdadeiro palácio, onde os jantares eram servidos em pratos de ouro maciço. Sem tanta ostentação, porém procurando o máximo de conforto e beleza, as demais celebridades passaram a construir amplas casas com piscinas, quadras de tênis, garagens e estacionamentos para vários carros, cercados de jardins coloridos, árvores frondosas, altíssimas palmeiras e, às vezes, verdadeiros bosques – como a mansão rosada de jayne Mansfield, em Sunset Boulevard, onde ela mantinha até tigres.

 

Em 2012, esse símbolo do glamour e do estrelato cinematográfico completará 125 anos de idade.

24/12/2011 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

Marlene Dietrich – A deusa germânica.

Loira, profundos olhos azuis, voz grave e sensual, interpretava as canções como se estivesse falando diretamente ao espectador. Nos anos 30 estrelou os filmes mais eróticos de Hollywood, que ao contrário de hoje, nada mostravam, mas que diziam tudo: Marrocos (1930) e Desejo (1936), com Gary Cooper, Mulher Satânica (1935), A Imperatriz Galante (1934), O Jardim de Alá com Charles Boyer,e até o faroeste Atire a Primeira Pedra (1939) com James Stewart. Embora não fosse considerada tão boa atriz quanto Greta Garbo, Marlene era disputada por grandes diretores como Billy Wilder, para quem filmou A Mundana (1948) e Testemunha de Acusação (1957); e Alfred Hotchock, para o qual estrelou Pavor nos Bastidores (1950).

Admirada por Hitler, a quem abominava, recusou propostas do ditador para voltar à Alemanha, naturalizou-se americana e foi para as linhas de frente entreter os soldados aliados. Filha de um oficial alemão, Maria Magdalene Dietrich nasceu em Berlim, em 27 de dezembro de 1901, e recebeu o sobrenome do padrasto Von Losch, quando sua mãe, viúva, casou-se outra vez. Ao asumir a carreira artística, fundiu as sílabas Marie com Magdalene e passou a asinar Marlene Dietrich. Desde então, começaram a ser batizadas no mundo inteiro crianças com o exótico nome Marlene.

Casada uma única vez, com seu conterrâneo Rudolph Sieber, Marlene teve a filha Maria, em 1925, que lhe deu muitos netos e bisnetos e que lançou um livro dizento que a mãe era fria e autoritária. Até os 72 anos, a estrela manteve suas pernas no seguro do famoso Lloyds of London pelo valor de 1 milhão de dólares, pois eram consideradas as mais perfeitas do mundo do showbusiness (pessoalmente, prefiro as pernas da Cyd Charisse…). O seguro foi interrompido em 1973, quando ela quebrou a perna esquerda ao cair no poço da orquestra do Queen’s Theatre de Londres.

Já então dedicando-se quase que exclusivamente a shows musicais ao vivo, seu último filme foi Apenas um Gigolô (1978). Depois disso, o mito confinou-se em seu apartamento em Paris para “envelhecer com dignidade” e nunca mais apareceu em público. Marlene Dietrich, que surgiu no cinema alemão em O Anjo Azul (1930), sofria do Mal de Alzheimer e faleceu em 6 de maio de 1992, aos 90 anos de idade.

19/12/2011 Posted by | Uncategorized | , | 5 Comentários

Christopher Lee, o eterno Conde Drácula.

Nem todos os vampiros nasceram na Transilvânia. O mais famoso deles, por exemplo, nasceu em Londres, em 22 de maio de 1922. Chistopher Lee, ao contrário da maioria do atores ingleses, que se iniciariam no teatro, começou sua carreira, aos 25 anos, desempenhando pontas em fitas inglesas. A estatura e a aparência de quem acabou de desencarnar chamaram a atenção do produtores: ele parcia feito sob medida para filmes de terror e, talvez, poderia ser o sucessor do circunspecto Basil Rathbone. Assim, conseguiu um papel de destaque em A Maldição de Frankestein (57), interpretando, claro, o monstro e contracenando com Peter Cushing, que o acompanhou novamente em O Vampiro da Noite (1958) – Christopher fez Drácula. Bela Lugosi, o mais famoso Drácula até então, morrera há dois anos, e tudo indicava que já existia o sucessor natural ao trono do príncipe das trevas.

Christopher também atuou como múmia, Fu Manchu e – efetivamente substituindo Rathbone, morto em 1967 – até como Sherlock Holmes. Sua vasta filmografia inclui mais de oitenta trabalhos realizados na Europa e nos EUA e uma curiosidade: trabalhou na comédia 1941 – Uma Guerra Muito Louca (1979), de Steven Spielberg.

Consciente da importância que o marketing desempenha na carreira de um ator, Christopher mantém sua vida privada em sigilo, para valorizar mais ainda sua imagm séria, introspectiva – e vampiresca. Casado desde de 1961 com Brigit Kroencke, ele tem uma filha, Christina.

Christopher Lee também fez um papel inesquecível de vilão do James Bond no filme “007 contra o homem com a pistola de ouro” (1974). Hoje em dia, Christopher continua na ativa. Recentemente atuou em 2 filmes da trilogia “O Senhor dos Anéis”, interpretando o personagem Saruman, mas foi no papel do Conde Drácula que o astro inglês se eternizou no cinema.

15/12/2011 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

“Alma Torturada” (This Gun For Hire, 1942)

Allan Ladd e Veronica Lake foram na Paramount o que Bogart e Bacall representaram na Warner em thrillers de filmes noir na década de 40. Este filme é o primeiro e um dos melhores do gênero.

O baixinho Alan Ladd já era um astro antes do clássico “Os Brutos Também Amam” (1953). Ladd e Bogart só foram rivalizados após a chegada de Robert Mitchum no final da década. Neste clássico noir, apesar da cara de bom moço, Ladd interpreta um matador profissional (Phillipe Haven) que tenta se redimir, em certa medida, de um passado criminoso, mas continua um assassino profissional de sangue frio, perseguindo o vilão principal por motivos de vingança – é puramente pessoal.

Na verdade, as atenções maiores recaem sobre Lake Ellen Graham vivida por Veronica Lake, que além de deslumbrantemente linda, executa números musicais que nos deixam literalmente de queixo caído. Lake é uma cantora de um ‘night club’ de propriedade de Willard Gates (Lairde Cregar) e noiva do policial encarregado de sua captura. Por outro lado, ela é espiã do governo e tenta conseguir provas de que Gates é um traidor.

Trata-se de um dos grandes filmes noir, com todas as suas características: personagens perigosos, pessoas decepcionadas em um mundo sombrio de casas noturnas, ruas chuvosas, e vários “Edward Hopper anônimos”, onde o status de herói é estritamente relativo.

14/12/2011 Posted by | Uncategorized | , | Deixe um comentário

Frank Sinatra – 12.12.1915.

Sinatra é expoente da arte de crooner como só talvez Bing Crosby, alguns anos antes. Notem a dicção e a respiração de Frank. Não se perde uma palavra. Tudo flui. Até as cantoras mais estilistas e mais artísticas tais como Sarah Vaughan e Ella Fitzgerald admiravam o fluxo de Frank, sua facilidade, que é, em verdade, respiração perfeita. Sinatra gravou tudo que sabia de melhor com Nelson Riddle. Podia também ter sido um ator excelente se a profissão não o entediasse. Sinatra é uma era de bom gosto e classe no entretenimento popular. (Paulo Francis, em trechos de crônicas escritas no Jornal “O Estado de São Paulo” nos anos de 1992 e 1994)

12/12/2011 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário