SÁVIO SOARES

Cinema e música.

Jack Lemmon – Um dos mais perfeitos atores de Hollywood nasceu dentro de um elevador.

“Não me considero um astro, sou apenas um operário da arte cinematográfica que se esforça para conseguir algo.” – Jack Lemmon.

Lemmon jamais cooperou com a publicidade dos estúdios em torno da sua vida privada. Ganhou dois Oscar – melhor coadjuvante por Mister Roberts (1955) e melhor ator por Sonhos do Passado (1973), e dois prêmios no Festival de Cannes por Síndrome da China (1979) e Missing – Desaparecido (1982).

John Uhler Lemmon III nasceu dentro de um elevador enguiçado que levava sua mãe até um quarto de Hospital em Boston (Massachusetts, EUA), na mahnã de 08 de fevereiro de 1925. “Acho que sofro de claustrofobia por causa disso”, brincava. De família rica e tradicional, graduou-se em Ciência Política pela Universidade de Harvard, mas, após servir na II Guerra Mundial, trabalhou em duas peças na Broadway e em alguns papéis na TV contratado pela Columbia para contracenar com a comediante Judy Holliday em Demônio de Mulher (1953), especializou-se em comédia inesquecíveis como Quanto Mais Quente Melhor (1959), Se Meu Apartamento Falasse (1960), Irma La Douce (1963), e Uma Loira Por Um Milhão (1966).

Jack revelou sua sensibilidade dramática em Vício Maldito (1962), no papél de um alcoólatra. Responsável por seis excelentes comédias de Lemmon, o cineasta Billy Wilder o elogiou: “Jack Lemmon é o sonho de qualquer diretor. Seu rosto maleável e a sensibilidade de grande ser humano fazem dele um ator completo”. Um dos filmes favoritos de Jack era O Prisioneiro da Segunda Avenida (1975).

Pessoalmente, Jack prezava muito sua liberdade de fazer o que bem entendesse e desprezava tietagens. Sua primeira esposa, Cinthia Stone (50/56), pediu o divórcio alegando que o marido dedicava mais atenção ao piano do que a ela, compondo canções “sem a menor possibilidade de vendê-las”. Jack contestou: “Minha profissão de ator foi bem-sucedida e é meu ganha-pão. A música é meu hobby. Existe gente que coleciona selos, ou que gosta de se estirar na areia da praia para tomar sol. Minha idéia de lazer é o piano.” Em 1958 gravou o LP Twist of Lemmon (Uma Gota de LImão), trocadilho de seu nome com lemon (limão). Não esteve nas paradas de sucesso, mas algumas melodias são tocadas pelo rádio até hoje, como Won’t You Be My Chorus For Tonight? ou The Bar Stool Blues. Também foi responsável pelo tema de harmônica usado em Lábios de Fogo (1957), bem como pela canção It’s All For The Best (1980), que ele próprio executou no piano.

Com uma pesada maquiagem para aparentar mais idade, Jack estrelou o ótimo Uma Lição de Vida (1989), com Ted Danson e Olympia Dukakis. Com Felicia (sua segunda esposa, desde 1962 até a sua morte) e o amigo Walter Matthau, Jack estreou como diretor em Ainda Há Fogo Sob As Cinzas (1972), muito elogiado pela crítica, mas não sucesso de bilheteria. Nos anos 90, Jack Lemmon e o amigo Watthau novamente atuaram juntos na deliciosa comédia Dois Velhos Rabugentos. Fizeram tanto sucesso que houve uma continuação.

Jack Lemmon faleceu em 2001, aos 76 anos de idade, vítima do câncer na bexiga. Quando parou de atuar, Lemmon, havia preparado o seu filho Christopher para substituí-lo que aparece ao seu lado no filme Assim É a Vida (1986). Mas o tempo tratou de mostrar que Lemmon é insubstituível.

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31/01/2012 Posted by | Uncategorized | , | Deixe um comentário

Pérolas da Internet – Cartoons com os mitos do cinema.

Vejam quantos astros e estrelas Hollywood produziu…impressionante!

30/01/2012 Posted by | Uncategorized | | 5 Comentários

Grande Dean…

“Sway” é uma pérola na voz do Dean martin. Outros cantores a gravaram, mas nada se compara ao grande Dino.

27/01/2012 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

Cena clássica do filme “Bonequinha de Luxo” (Breakfast at Tiffanys, 1961) com Audrey Hepburn.

Audrey não era um mulherão, mas tinha um charme que influenciou uma geração. O modo de vestir-se, o jeito delicado e o corpo esguio serviram de modelo para uma geração em todo o mundo. Era requisitada pelos maiores estilistras daquela época. O detalhe é que Audrey não fazia esforço algum, pois tudo era natural.

A canção “Moon River” é um it a mais.

Audrey deixou uma marca pela ótima atriz que foi de personalidade forte e pela ajuda aos necessitados até o fim da vida. Foi representante da UNICEF durante muitos anos, combatendo a fome na África.

27/01/2012 Posted by | Uncategorized | , | 4 Comentários

Assassinos de Elite (The Killer Elite, 1975)

Todos os filmes do diretor Sam Peckinpah possuem a sua marca, principalmente pelo modo que conduz as cenas de violência, sempre preocupado com os detalhes. Este não é um clássico do diretor, mas os fãs dos filmes de ação, principalmente aqueles da década de 70, irão apreciá-lo.

 Mike (James Cann) e George (Robert Duvall) são mercenários de uma agência que presta serviços para a CIA. Em um trabalho conjunto, George  trai Mike, ferindo-o de forma violenta. Apesar das graves sequelas, o tratamento de saúde que inclui métodos orientais, artes maciais e meditação (bem na moda na década de 70), consegue transformá-lo em um exímio lutador. O longo tratamento o põe novamente na ativa para vingar-se do ex-grande amigo, que agora trabalha para uma agência rival.

Os astros principais, Robert Duvall e James Cann, estavam colhendo os frutos do mega sucesso “O Poderoso Chefão”. E aproveitaram bem – merecidamente.

26/01/2012 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

Charles Chaplin, palhaço por vocação.

“Falam por mim os abandonados de justiça, os simples de coração, os irresponsáveis, os pueris, os cariciosos, os loucos e os patéticos. E falam as flores que tanto amas quando posadas.” Carlos Drummond de Andrade.

Dizem os escritores que Charles Chaplin não era nada santo. E não era. Mas contrariando os biógrafos e críticos de plantão, parto em defesa do homem Charles Chaplin para reconhecer que todos somos falíveis; recorro ainda a Shakeaspeare que dizia se cada um de nós recebesse o que merecia, ninguém escaparia do açoite.

Na época do cinema mudo Chaplin foi um mestre e defendeu essa bandeira durante um longo tempo, resistindo o quanto pôde ao som. Ora, quanto se pode dizer sem palavra alguma? Carlitos é filho dessa ausência. Porém, 36 anos depois, foram elas – as palavras -, que o condenaram. Mudo, ele fez grandes discursos, e só mostrou sua voz, pela primeira e última vez, no seu último clássico “O Grande Ditador”.

Carlitos nasceu em 1914. Um vagabundo, trapaceiro e por vezes antipático. A partir de “O Garoto” (1921), ele se tornou a figura romântica e humana que caiu no gosto popular. Era um pobretão de maneiras refinadas – um mímico por excelência, um palhaço por vocação.

23/01/2012 Posted by | Uncategorized | | Deixe um comentário

Etta James (1938 – 2012)

Seu primeiro sucesso solo foi “All I Could Do Was Cry”, música que inspirou Leonard Chess a misturar a voz de Etta com violinos e outros instrumentos de cordas.

James, cujo verdadeiro nome é Jamesetta Hawkins, ganhou quatro Grammys e 17 “Blues Music Awards”. Em 1993, entrou para o Hall da Fama do Rock and Roll. A cantora de blues e soul sofria de uma leucemia que não havia possibilidades de tratamento, além disso sofria do Mal de Alzheimer.

“Stormy Weather”, este clássico interpretado por Etta James fez sucesso novamente no Brasil após um comercial de TV. Na época em que gravou,  James estava no auge da forma – uma grande voz que se foi.

20/01/2012 Posted by | Uncategorized | | 2 Comentários

Frank Sinatra e Dionne Warwick.

Um vídeo raro. Sempre que Dionne Warwick preparava um evento beneficente contava com a presença de grandes astros da canção. Neste dia o maior cantor do mundo fez dupla com a cantora de bela voz.

Dionne é grande admiradora da música barasileira, e além de uma casa de veraneio na Bahia e outra no bairro do jardim Botãnico no Rio de Janeiro, Dionne apresenta-se com certa regularidade ao lado de intérpretes de renome nacional.

15/01/2012 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

“Ninguém teve mais vidas do que Robert Evans…” – Larry King

O lendário todo-poderoso da Paramount, produtor de “O Poderoso Chefão”, “Love Story”, “Chinatown”, “Maratona da Morte”, “O Bebê de Rosemary”, e tantos outros sucessos, recebe as merecidas homenagens de Larry King.

13/01/2012 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

Rhonda Fleming – “A Rainha do Technicolor”

Considerada uma das mais belas atrizes do cinema, Rhonda iniciou a carreira no papel de uma ninfomaníaca no filme Stellbound (1945) de Alfred Hitchcock.  A bela atriz de cabelos cor de fogo, que enlouquecia os marmanjos na décadas de 40 e 50, está com 88 anos, mas já na década de 60, aos 37 anos, diminuiu os trabalhos na telona e passou a se dedicar aos seriados de TV.

Rhonda está no sexto casamento com um veterando da Segunda Guerra Mundial (a união foi em 2003 quando a atriz estava com 80 anos!).

Quando se retirou definitivamente da vida artística, passou a se dedicar à caridade, ajudando principalmente em conseguir dinheiro para pesquisas de tratamentos contra o câncer.

12/01/2012 Posted by | Uncategorized | , | Deixe um comentário