SÁVIO SOARES

Cinema e música.

Telly Savallas (“Kojak”) – O outro careca famoso de Hollywood.


Yul Brynner lançara a moda em “O Rei e Eu”. Telly Savallas conquistou o público com o seriado de televisão Kojak. Formado em psicologia, pela Universidade de Columbia, em Nova York, era descendente de gregos e tornou-se ator por acidente quando, funcionário do departamento de Estado, comandava o programa Your Voice of America. Nos anos 60, ainda com cabelos, Telly dizia-se apenas um amador na arte de representar. Mas quando o diretor George Stevens convenceu-o a raspar a cabeça, a fim de que interpretasse Pôncios Pilatos, no filme “A Maior História de Todos os Tempos”, Savallas tornou-se um tipo diferente, tão másculo quanto Yul Brynner, mas sem imitá-lo como galã romântico.

Após alguns filmes como vilão careca, Telly foi lançado pela MCA UNiversal na série de televisão Kojak. Transformou-se então, no detetive íntegro, durão mas sentimental, fumante de longas cigarrilhas marrons e dado a chupar pirulitos. Em pouco tempo, virou verdadeiro símbolo sexual, sugerindo pura sexualidade, no exato momento em que o público feminino já dava sinais de cansaço quanto a belos rapazes, muitos dos quais mais conseguindo disfarçar as tendências homossexuais. A fama fez com que chegasse a gravar dois discos de canções românticas.

Além de interpretar Kojak, também interpretou Ernst Stavro Blofeld no menosprezado filme da série James Bond, o filme de 007 à Serviço Secreto de Sua Majestade.

Telly Savallas morreu em 1994 devido a complicações de um câncer de bexiga. Foi enterrado na ala George Washington do Forest Lawn Memorial Park, em Los Angeles. Em sua lápide, uma conhecida citação de Platão: “A hora da partida chegou, e seguimos nossos caminhos: eu para morrer, e você para viver. O que é melhor só Deus sabe

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05/01/2012 - Posted by | Uncategorized |

2 Comentários »

  1. GRANDE POLICIAL O KOJAK. LEMBRA QUE ELE NÃO TROCAVA SOCOS COM NINGUÉM?
    O NEGÓCIO ERA BALA.

    FELIZ ANO NOVO SÁVIO.

    UM GRANDE ABRAÇO

    Comentário por Felipe Neri da Silva | 09/01/2012 | Responder

  2. Amigo Felipe,

    Kojak é de uma época que não existe mais. Não é saudosismo, mas a gente constata que os filmes policiais tinham uma trama inteligente, atores competentes e muito charme. Não havia necessidade de socos nem pancadaria. Hoje em dia tem muito barulho, explosões, efeitos especiais…parece que estamos no meio de uma festa funk…

    Um forte abraço e uma ano repleto de saúde, paz e prosperidade para você toda família.

    Comentário por dsaviosoares | 09/01/2012 | Responder


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