SÁVIO SOARES

Cinema e música.

Charles Chaplin, palhaço por vocação.


“Falam por mim os abandonados de justiça, os simples de coração, os irresponsáveis, os pueris, os cariciosos, os loucos e os patéticos. E falam as flores que tanto amas quando posadas.” Carlos Drummond de Andrade.

Dizem os escritores que Charles Chaplin não era nada santo. E não era. Mas contrariando os biógrafos e críticos de plantão, parto em defesa do homem Charles Chaplin para reconhecer que todos somos falíveis; recorro ainda a Shakeaspeare que dizia se cada um de nós recebesse o que merecia, ninguém escaparia do açoite.

Na época do cinema mudo Chaplin foi um mestre e defendeu essa bandeira durante um longo tempo, resistindo o quanto pôde ao som. Ora, quanto se pode dizer sem palavra alguma? Carlitos é filho dessa ausência. Porém, 36 anos depois, foram elas – as palavras -, que o condenaram. Mudo, ele fez grandes discursos, e só mostrou sua voz, pela primeira e última vez, no seu último clássico “O Grande Ditador”.

Carlitos nasceu em 1914. Um vagabundo, trapaceiro e por vezes antipático. A partir de “O Garoto” (1921), ele se tornou a figura romântica e humana que caiu no gosto popular. Era um pobretão de maneiras refinadas – um mímico por excelência, um palhaço por vocação.

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23/01/2012 - Posted by | Uncategorized |

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