SÁVIO SOARES

Cinema e música.

Anos 40: El Morocco, o Night Club das celebridades de Hollywood e dos poderosos.


 As informações vieram de Jorginho Guinle e estão no livro “Um Século de Boa Vida”.  As casas noturnas de verdadeiro glamour deixaram de existir faz tempo. O Stork Club, Trocadero, Mocambo e El Morocco se tornaram lenda de uma época que não existe mais. Todas as divas frequentavam um night-club aonde todos iam, El Morocco. O dono se chamava John Perona, sujeito que começou como buss-boy, comim. Acabou como o mais importante homem da noite de Nova York, na época.

Muitas seduções começaram na casa noturna de Perona, lugar bonito, de paredes azuis, com palmeiras transparentes nos vidros, bancos forrados com tecico zebrado. Era o quartel general do playboys em Nova York: Jorginho Guinle, Porfirio Rubirosa e Ali Khan eram frequentadores assíduos.

O mestre se chamava Carino, sujeito que possuía um nariz enorme, tratava os fregueses com ripidez e dizem que fez 1 milhão de dólares em gorjetas. John Perona dirigia sua casa com mão de ferro e recebia playboys de braços abertos. Era culto, amicíssimo de Salvador Dalí. Este lhe deu uma pintura da mulher dele, Gala Desnuda, e outro quadro que mostrava uns peixes com a boca aberta, e das bocas saíam tigres.

  

O lendário El Morrocco começou como um bar clandestino na Rua 54 e, após o término da Lei Seca, rapidamente se tornou a casa noturna predileta de astros, estrelas e poderosos. A direção de Perona, um imigrante italiano analfabeto, era impecável. As presenças constantes de Clark Gable, Humphrey Bogart, Errol Flynn e dos milionários Vanderbilt atestavam a qualidade da casa.

Errol Flynn, sempre bem acompanhado no El Morocco.  O “Elmo”, assim era chamado o night-club pelos frequentadores, fechou em 1969.

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09/02/2012 - Posted by | Uncategorized | ,

2 Comentários »

  1. è Sávio outros tempos a educação e a elegancia eram outra coisa!
    E essas baladas de agora com consumo de drogas e brigas,os empresarios da noita de hoje deveriam ler este post.

    Comentário por michel | 09/02/2012 | Responder

  2. Michel, os tempos eram outros. Hoje “o que rola” é um “tal” de “pancadão”…

    Comentário por dsaviosoares | 09/02/2012 | Responder


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