SÁVIO SOARES

Cinema e música.

Jeri Southern…”That Old Called Love Again”…escute essa voz…

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27/04/2012 Posted by | Uncategorized | | 4 Comentários

“Um Dia em Nova York” (On The Town, 1949)

Quando este musical finalmente chegou às telas de cinema, em 1949, não era apenas que a guerra havia findado, ela parecia não ter deixado vestígio. Ao que parece, algum todo- poderoso do cinema tomou uma decisão de que um só golpe anulou toda a profundidade da peça de Leonard Bernstein que estreou na Broadway e que se transformou em filme.  Sem vestígios de uma guerra com a Alemanha, não há razão para se incomodar com a vida dos nossos heróis.

Os marinheiros Gabey (Gene Kelly), Chip (Frank Sinatra) e Ozzie (Jules Munshin) aproveitam a folga para passar um dia inteiro e Nova York e cada um deles já traçou um plano para aproveitar a folga.

A aventura dos três marinheiros começa quando, em um túnel do metrô, Gabey vê a fotografia da bela modelo Ivy Smith ( Abela Vera-Ellen)) e diz ter encontrado a mulher de seus sonhos, arrastando seus amigos na busca de sua paixão. Nesta aventura regada a música e dança, desfilam seus talentos como cantores, atores e dançarinos.

No filme, Sinatra diz de modo brincalhão: “O que faz uma garota dirigindo um táxi? A guerra acabou.” Mal sonha ele que a garota vai levá-lo direto para a alcova dela; Sinatra procura mantê-la à distância, mas não por muito tempo… Este passa a ser o sentido do pós-guerra – amor livre, sem preocupação ou mesmo compromisso.

“On The Town” (escrita por Leonard Bernstein e letra de Betty Comden e Adolph Green), um clássico em homenagem à Cidade Que Nunca Dorme…

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Ava Gardner…eterna…

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A partir da conquista do Oscar de ator coadjuvante em “A Um Passo da Eternidade” (1953) o Frank dispensou o psicólogo…já não precisava mais…

27/04/2012 Posted by | Uncategorized | 1 Comentário

George Cukor, fotografado em casa por Eliot Elisofon…

27/04/2012 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

Teti’aroa…a deslumbrante ilha do Marlon Brando…

Num intervalo de filmagem de “O Grande Motim” o ator foi com um amigo taitiano escalar um dos montes mais altos da ilha; lá no alto o amigo apontou para o norte e disse:

Está vendo aquela ilha?

– Não

– Não está vendo aquela ilha lá longe? Chama-se Teti’aroa…

Brando conseguiu distinguir um fio de terra que jazia no horizonte a cerca de 50 quilômetros de onde estavam. A partir daí a ilhota estava exercendo uma atração mística sobre o mito de Hollywood. Teti’aroa pertencia a uma senhora cega que se chamava madame Duran. A ilha tinha sido presente de Pomerae V, último imperador do Taiti, ao pai dela, um médico chamado Williams que acabou morando três anos ali, onde estabeleceu uma plantação de coco e foi enterrado. O poder de sedução de Marlon convenceu madame Duran vender o paraíso ao ator em meados da década de 60, fixando moradia na década de 80. E assim Ele definiu a ilhota paradisíaca…

 

Percebi que aquela porção fina de terra era bem maior do que eu tinha visto de longe e muito mais deslumbrante do que qualquer coisa que eu poderia ter visto…

Teti’aroa era um atol de coral situado poucos metros acima do nível do mar, abrangendo 250 alqueires em mais de uma dúzia de ilhas. No centro da maior de todas havia uma lagoa deslumbrante em forma de meia-lua. Uma dúzia de variedade de pássaros ficou nos observando quando desembarcamos na praia; diante de mim, na areia, estendiam-se fileiras de coqueiros, como brigadas de sentinelas adornadas de coroas de plumas; por toda parte, praias arenosas estendiam-se a perder de vista. A lagoa ficava a menos de dez quilômetros dali; águas transparentes como cristal estavam impregnadas de tons de azul que jamais imaginei existirem; turquesa, azul-escuro, azul-claro, azul-anil, azul-cobalto, azul-vivo, azul-piscina, água-marinha. Eu estava admirando aquela paleta estonteante quando várias nuvens brancas e perfeitas, de base plana, rolaram acima de mim a mais de 500 metros de altura, como se estivessem desfilando e eu, assistindo da arquibancada. Durante um instante uma sombra cobriu a ilha e logo passou, deixando o sol brilhar outra vez como cetim nas águas turbulentas da lagoa. Foi uma coisa mágica…

 

Atualmente a ilha pertence a seus herdeiros e pode virar um resort.

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