SÁVIO SOARES

Cinema e música.

Deborah Kerr, uma injustiçada do Oscar.


Uma das atrizes britânicas mais bem-sucedidas de Hollywood., Debora Kerr nunca obteve um Oscar, mas foi indicada seis vezes para a estatueta de melhor atriz, por Meu Filho (1949), A Um Passo da Eternidade (1953), O Rei e Eu (1956), O Céu Por Testemunha (1957), Vidas Separadas ((1958) e O Peregrino da Esperança (1960).

Nascida em Helensburgh (Escócia) em 30 de tembro de 1921, Debora Kerr-Trimmer queria ser bailarina e mudou-se para a Inglaterra a fim de estudar na tradicional Phyllis Smale Ballet School, então dirigida por sua tia. Alta demais para praticar balé clásico, ela compensou a frustação fazendo pequenos papéis em montagens do Regents Park Open Air Theater. Um agente a descobriu e a indicou ao diretor Gabriel Pascal, que a escolheu para interpretar uma garota do Exército da Salvaçã em Major Barbara (1941), versão para o cinema da peça de Bernard Shaw.

Em poucos anos, Deborah tornou-se uma estrela do cinema britânico, aprecendo em superproduções como Coronel Blimp (1943) e Narciso Negro (1946). Seu primeiro filme em Hollywood, Mercador de Ilusões (1947), colocou-a ao lado de Clark Gable, As Minas do Rei Salomão (1950), Quo Vadis (1951), O Prisioneiro de Zenda (1952) e Júlio César (1953) fizeram dela uma estrela também nos EUA, onde escandalizou as platéias conservadoras com a famosa sequência na praia, com Burt Lancaster, em A Um Passo da Eternidade. Mas foi sua parceria com Yul Brynner, em O Rei e Eu (1956), que a tornou realmente popular. “A Mrs Anna de O Rei e Eu foi tão importante para mim quanto Scarlett O’Hara foi para Vivien Leigh em …E o Vento Levou”, admitiu.

A polêmica cena com Burt Lancaster em “A Um Paso da Eternidade”

Depois do fracasso de Movidos pelo òdio (1969), Deborah afastou-se do cinema por mais de 15 anos, retornando apenas em The Assan Garden (1985), depois de atuar no telefilme Testemunha de Acusação (1982). Seu primeiro casamento, com Anthony Charles Bartley, durou de 1945 a 1959; o casal teve duas filhas, Melanie Jane (1947) e Francesca Anne (1950). Deborah foi casada de 1960 até a morte em 2007 com o escritor Peter Viertel e viviam entre sua casa em Marbella (Espanha) e um chalé em Klosters (Suíça). Extremamente debilitada pelo Mal de Parkinson (doença que acabaria por ocasionar a sua morte), Deborah Kerr foi homenageada na festa do Oscar em 1994, emocionando astros, estrelas e público do mundo inteiro.

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02/07/2012 - Posted by | Uncategorized | ,

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