SÁVIO SOARES

Cinema e música.

Imagine a minha preocupação assitindo a final dos jogos olímpicos do Brasil no futebol…


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11/08/2012 - Posted by | Uncategorized

2 Comentários »

  1. EM QUE ESTOU PENSANDO? No fato de que não sou profeta, mas muito me valho da lógica quando as premissas se me mostram claras de tal forma, que a conclusão avulta cristalina e irretorquível.
    Pois bem. Em 1986, tive a sensatez de apostar contra o Brasil quando este enfrentou o selecionado francês de futebol, de que fazia parte o craque Michel Platini. Não deu outra coisa: França despachou o Brasil da Copa do Mundo e, eu, de minha parte, ganhei três caixas de cerveja Antártica. Tanto bebi, quanto derramei…
    Pois bem. Em 2010, mais uma vez joguei minhas fichas na França. Não Deu outra. Enquanto o lateral Roberto Carlos ajeitava o meião, Zidane lança, sob medida, dentro da pequena área, um passe ao centroavante Thierry Henry, que, livre de marcação, seu marcador amarrava as meias, deu um leve toque na pelota. Não deu outra; Brasil fora da Copa do Mundo. Quanto a mim, ganhei duas caixas de “celveja”, dessa vez Bohêmia. Uma distribui com os amigos, a outra bebi e derramei.
    Pois bem. Hoje, dia 11 de agosto, mês do desgosto, mais uma vez, apostei contrariamente ao sucesso d o selecionado brasileiro. Enquanto os jogadores brasileiros queriam demonstrar ao mundo, com seu desajeitado balé, que “com brasileiro ninguém pode”, os jogadores do selecionado mexicano iam, aplicadamente e sem nenhuma pose, praticando um futebol objetivo tendo em vista um resultado: açambarcar a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Londres. Não deu outra: México 2×1 Brasil. O bom observador, despido de paixonites patrioteiras, bem viu que o resultado poderia ter sido mais elástico. Dessa vez, não ganhei caixas de cervejas, mas a módica quantia de R$ 200,00 (duzentos reais), que usarei para adquirir dois bons livros: De Onde Vêm as Palavras e Por Trás das Palavras. Títulos sugestivos, pois, por sob o manto das palavras, se escamoteiam muitas verdades que não queremos aceitar. Uma delas é que não se ganha jogo com mitificação e heroificação de A ou B, tampouco fazendo firulas com a bola e se descuidando da marcação dentro da área. Por fim, existe outra, que põe às claras que o futebol brasileiro não é o melhor do mundo, conforme pensam alguns toleirões, narcotizados pelo discurso de cronistas esportivos irresponsáveis e míopes.
    Por bem: patriotismo não se manifesta por ufanismo barato. Não torço contra o selecionado brasileiro, aposto na sua fragilidade, fruto de pretensão gorada. Sou “apostador” que visa a um resultado e que põe fé nos seus próprios prognósticos, olhando, com frieza de ânimo, a realidade nua dos fatos…
    Por fim: por trás de tudo isso, há um milenar erro político do poder público em não incentivar a prática do esporte quando o jovem mal ensaia seus primeiros passos na escola. Não era à toa que os latinos já lembravam o esporte como algo indispensável e necessário na formação do homem. Nunca esqueci a frase latina MENS SANA IN CORPORE SANO, inscrita numa sala do velho Liceu do Ceará.
    Parece que não era só a civilização clássica que assim pensava. Todos os países que, nos últimos anos, participam de jogos olímpicos parecem que levam muito a sério a filosofia que se encerra na frase supra. Basta ter vista para o quadro de medalhas conquistadas nas mais variadas modalidades esportivas. É vergonhoso para nós o que ali se estampa…
    Infelizmente o roubo, o furto, a extorsão, a improbidade administrativa, a falta de vergonha não constituem modalidade esportiva nos jogos olímpicos, pois, se o fossem, seríamos, de longe, o país com o melhor desempenho… Para a nossa tristeza e a nossa desdita.

    Comentário por Francisco Hugo Barroso Martins Júnior | 16/08/2012 | Responder

    • Olá Francisco Hugo,

      Nos próximos anos o Brasil tem dois motivos para pôr embaixo do tapete as suas mazelas: Copa do Mundo e Olimpíadas. Fortaleza, cidade em que moro, vive um caos no trânsito face a enorme quantidade de obras em andamento tudo em decorrência da proximidade da Copa do Mundo. Alegam os autores da bagunça que após o término das reformas e construções (me pergunto se findarão…) que os acessos por todas as vias serão melhorados substancialmente. Não acredito, pois tudo é direcionado para os arredores do estádio de futebol (Castelão). Portanto, apenas aquele local poderá melhorar…Acho que é a realidade em todos os estádios…devaneios de alguns, malícia de outros…

      Sds,

      Sávio Soares

      Comentário por dsaviosoares | 16/08/2012 | Responder


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