SÁVIO SOARES

Cinema e música.

Charle Chaplin, em cena…

19/05/2012 Posted by | Uncategorized | | Deixe um comentário

Charles Chaplin, palhaço por vocação.

“Falam por mim os abandonados de justiça, os simples de coração, os irresponsáveis, os pueris, os cariciosos, os loucos e os patéticos. E falam as flores que tanto amas quando posadas.” Carlos Drummond de Andrade.

Dizem os escritores que Charles Chaplin não era nada santo. E não era. Mas contrariando os biógrafos e críticos de plantão, parto em defesa do homem Charles Chaplin para reconhecer que todos somos falíveis; recorro ainda a Shakeaspeare que dizia se cada um de nós recebesse o que merecia, ninguém escaparia do açoite.

Na época do cinema mudo Chaplin foi um mestre e defendeu essa bandeira durante um longo tempo, resistindo o quanto pôde ao som. Ora, quanto se pode dizer sem palavra alguma? Carlitos é filho dessa ausência. Porém, 36 anos depois, foram elas – as palavras -, que o condenaram. Mudo, ele fez grandes discursos, e só mostrou sua voz, pela primeira e última vez, no seu último clássico “O Grande Ditador”.

Carlitos nasceu em 1914. Um vagabundo, trapaceiro e por vezes antipático. A partir de “O Garoto” (1921), ele se tornou a figura romântica e humana que caiu no gosto popular. Era um pobretão de maneiras refinadas – um mímico por excelência, um palhaço por vocação.

23/01/2012 Posted by | Uncategorized | | Deixe um comentário

O inesquecível Charles Chaplin.

“Falam por mim os abandonados de justiça, os simples de coração, os irresponsáveis, os pueris, os cariciosos, os loucos e os patéticos. E falam as flores que tanto amas quando posadas.” Carlos Drummond de Andrade.

Dizem nas biografias que Charles Chaplin não era nada santo. Contrariando os biógrafos e críticos de plantão, parto em defesa do homem Charles Chaplin para reconhecer que todos somos falíveis e recorro a Shakeaspeare que dizia se cada um de nós recebesse o que merece ninguém iria escapar do açoite.

Na época do cinema mudo Chaplin foi um mestre e defendeu essa bandeira durante um longo tempo, resistindo o quanto pode ao som. Ora, quanto se pode dizer sem palavra alguma? Carlitos é filho dessa ausência. Porém, 36 anos depois, foram elas – as palavras -, que o condenaram. Mudo, ele fez grandes discursos, e só mostrou sua voz, pela primeira e última vez no seu último clássico “O Grande Ditador”.

Carlitos nasceu em em 1914. Um vagabundo, trapaceiro e por vezes antipático. A partir de “O Garoto” (1921), ele se tornou a figura romântica e humana que caiu no gosto popular. Era um pobretão de maneiras refinadas – um mímico por excelência, um palhaço por vocação.

29/12/2011 Posted by | Uncategorized | | Deixe um comentário

Charles Chaplin – “Desculpem, mas eu não quero ser um imperador, esse não é o meu ofício…”

O discurso na conclusão de “O Grande Ditador” – Uma das cenas antológicas do cinema.

O herói lendário, o vagabundo de todas as estradas do mundo. Chaplin estará condenado a não ser um dia mais que uma visão trágica e condenada a mergulhar no esquecimento? Espero estar enganado…

Neste vídeo, uma sensível homenagem de filha e neta do gênio do cinema.

03/09/2011 Posted by | Uncategorized | | Deixe um comentário

Chaplin ganhou um museu.

Não, Chaplin não ganhou um museu nos Estados Unidos. A merecida homenagem veio da Suiça.
 

Após a perseguição que sofreu na época do macarthismo, Chaplin se mandou para a Europa em busca de paz. A última casa onde viveu, em Vervey, na Suiça, será transformada em museu dedicado à obra do ator e diretor londrino. A casa vai abrigar objetos pessoais e farão uma retrospectiva desde a infância até o estrelato em Hollywood.

Porém, a homenagem não foi conquistada tão facilmente, segundo informações, os vizinhos se opuseram aos planos do empreendimento e tentaram impedir o projeto durante anos, mas a família conseguiu a aprovação das autoridades após conseguir o apoio da multinacional Nestlê, que tem sua sede instalada nas proximidades.

Eu me pergunto: Por que a tardia, mas merecida homenagem não foi nos Estados Unidos? Será que a família do genial ator e diretor londrino tentou levar para a América e foi impedida por alguma barreira burocrática ou financeira? Acho que nos Estados Unidos, mais especificamente em Hollywood, os familiares tornariam mais fácil a visitação do local por fãs e curiosos do mundo inteiro. Na Suiça tudo é muito caro, muito distante e sem atrativos para os fãs de cinema e especialmente a garotada que só conhece Charles Chaplin dos filmes.

 Mesmo com os chocolates da Nestlê (que inteligentemente apoiou o projeto e ganhará com a presença de mais turistas por lá), acho pouco provável um movimento igual ao que a família de Chaplin conseguiria alcançar na meca do cinema. Criança não vive só de chocolate.

11/09/2010 Posted by | Uncategorized | | Deixe um comentário

As palavras de Charles Chaplin a Albert Einstein.

No encontro dos dois gênios, em 1933, quando Charles Chaplin o recepcionou e o acompanhou em carro aberto pelas ruas de Nova York, apinhadas de gente. Chaplin vira-se para Einstein e diz:

 

Veja só, eles me aplaudem porque todos entendem a minha obra. E a você aplaudem porque ninguém entende a sua.

08/07/2010 Posted by | Uncategorized | | 1 Comentário

Charles Chaplin – “Aquilo que chamamos de vida é, no fundo, a organização de uma infância”- Pierre Leprohon

Nesses dias longínquos, lutava contra a fome e o medo do amanhã. Nenhuma prosperidade me poderá libertar desse medo. Sou como um homem que estivesse habitado por um espírito: o espírito da pobreza, o espírito da privação.Charles Chaplin.

 

 Uma biografia pertence ao seu assunto, e não ao seu autor. Partindo desta premissa, considero o livro “Charles Chaplin” do escritor francês Pierre Leprohon a mais emocionante biografia sobre uma das figuras imortais do cinema. O livro é cheio de ricos detalhes sobre a fase mais desconhecida de Chaplin: a sua infância. A partir daí, podemos entender o homem e o personagem.

 Pelo que observamos nos livros sobre a infância de Charles Chaplin percebemos que houve no homem uma mistura de grandiosidade e de fraqueza, de piedade e de ingratidão, onde os mais próximos eram felizardos ou vítimas. Há testemunhos dos que o conheceram que relatam situações que não são transparentes – na verdade, incompletas.

 

Os primeiros cinco anos da vida foram felizes: “Nesse tempo era maravilhoso”, contou Chaplin, “comíamos quase todos os dias”.

 O pai de Chaplin era um cômico excêntrico e dotado de uma bela voz de barítono. Quando a carreira declinou e os contratos sumiram, passava horas do dia nas tabernas – o palco deixara de existir em sua vida. Morreu alcoólatra. Quando o querido pai faleceu, foi uma das noites mais terríveis para Chaplin – ele nunca a esqueceu:

 Um ataque exigiu a sua transferência para o Hospital de Saint-Thomas, em Chelsea, onde morreu. Essa noite em que a luz numa janela do hospital se apagou, revelando a morte de seu pai, tornou-se numa das suas mais tristes recordações. (Pierre Leprohon)

  A mãe de Chaplin é daquelas que, apesar de retratada nos filmes como uma mulher com sérios problemas mentais, fez o que só uma mãe é capaz – o livro conta passagens emocionantes:

 Enquanto lúcida, a Sra. Hannah Chaplin (Hannah foi o nome que Chaplin deu à pequena judia de O Ditador) trabalhava nos music-halls ingleses com o nome de Lilt Harley. Quando adoeceu bruscamente, a miséria se instalou no ar. Mesmo com sérios distúrbios mentais a mãe Hannah ensinou-os a trabalhar, a cantar e a dançar. Num esforço sobrenatural, ainda tinha forças para não esquecer dos queridos filhos:

 Vivíamos num quarto miserável. Na maioria das vezes não tínhamos nada que comer. Charlie e eu não tínhamos sapatos. Ainda me lembro de como nossa mãe descalçava os seus para dar a um de nós. Ia então buscar uma sopa dos pobres e trazia assim a nossa última refeição do dia. – Sidney Chaplin (irmão de Charles Chaplin)

 O irmão Sidney conta ainda que ganhavam a vida indo aos mercados públicos onde apanhavam frutas estragadas, que constituía no único alimento.

 Passei muitas vezes a noite lá dentro, quando éramos expulsos da nossa casa. Mas eu preferia, apesar de tudo, dormir nos bancos de jardim. – Charles Chaplin, anos depois, quando avistou o terreno baldio onde se deitava no lixo.

 

Quando a saúde da Sra. Hannah declinou totalmente, os filhos foram visitá-la, mas simplesmente ela não os reconheceu. A infância de Chaplin foi fundamental para a cosntrução do genial Carlitos. Certa vez, numa entrevista que concedeu a jornalistas que alegavam que os seus fabulosos filmes eram ofensivos, o genial Charles Chaplin respondeu:

 Se consegui ofender, sou feliz. Faço filmes dramáticos de propósito. O drama e a vida são assuntos de controvérsia, não é verdade?

Nesta antológica cena, Charles Chaplin está distante de qualquer tristeza – só há alegria.

03/03/2010 Posted by | Uncategorized | , , | 2 Comentários

“Olhe para o alto Hannah! Olhe para o alto!” – Pediu Charles Chaplin para a atriz Paulette Goddard no clássico “O Grande Ditador” – não precisava pedir…

Ela olhou para o alto, não apenas no clássico “O Grande Ditador”, mas também na vida real – Paulette Goddard, nascida Marion Levy, possuía uma beleza impressionante, bom humor, inteligência e muita ambição.

 

Quando retornou a Hollywood, após um período de afastamento, a atriz já estava separada de um milionário e havia saído do divórcio com cem mil dólares na conta e dirigindo um sesa Duesembeg de dezoito mil dólares.

 Aos 21 anos Marion Levy (nome de nascimento) já havia feito pontas nos filmes de Laurel e Hardy, de Hal Roach, já tinha se casado e divorciado quando conheceu Chaplin a bordo de um iate. O maior gênio da comédia ficou encantado pelo “conjunto” da atriz, mas estava ressabiado com a má-fama de conquistador de garotinhas. (era a mais pura verdade)

Ao conhecê-la comprou o contrato dela e a contratou para atuar no filme “Tempos Modernos” (1936) e depois, apesar de já estarem separados, Chaplin a convidou para o clássico “O Grande Ditador” (1940), no qual a atriz viveu o papel da judia Hannah.

 No livro “Cidade das Redes” (1986), o escritor Otto Friedrich revela que Paulette era tão ambiciosa que deixou o total controle da carreira artística nas mãos do comediante. Mas o que ocasionou o rompimento do casal foi quando Paulette se apresentou a Selznick para o papel de Scarlett O’Hara – Chaplin ficou chateado e ela ficou sentida por ele ter ficado chateado.

A atriz Paulette Goddard, além de um rosto belíssimo, inteligência e humor, possuía um corpo escultural.

 

 Apesar da ambição da bela atriz, quando houve a separação, Chaplin se deu conta, pela primeira vez, de que perdera uma pessoa de valor. Segundo consta nos livros os dois eram extremamente parecidos: belos, engraçados, inteligentes e, talvez a razão da separação, ambiciosos demais. Paulette atuou na década de 40 nos estúdios da Paramount, mas foi despedida, aparentemente, sem justa causa. Teve diversos casos amorosos com astros de Hollywood e faleceu em 1990 aos 79 anos. Deixou uma coleção de jóias avaliada em 10 milhões de dólares pela Sotheby’s, entre as peças havia um diamante valiosíssimo, presente de Charles Chaplin.

Paulette Goddard foi musa inspiradora e atriz principal de Chaplin em dois dos seus grandes clássicos – o que não é pouco.

21/11/2009 Posted by | Uncategorized | , , | 4 Comentários