SÁVIO SOARES

Cinema e música.

Clint Eastwood e um amigo…

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10/04/2012 Posted by | Uncategorized | | Deixe um comentário

Magnum 44 (Magnum Force, 1973)

O filme “Magnum 44” foi um grande sucesso de bilheteria e, de longe, a melhor das seqüências de “Perseguidor Implacável”.

Curiosamente, em 1973, um roteirista telefonou para Clint Eastwood dizendo que andara lendo sobre os esquadrões da morte no Brasil, “policiais brutais que executavam criminosos sem se dar o trabalho de levá-los a julgamento.” Clint pegou a idéia e a levou às telas: No filme, o Departamento de Polícia de Los Angeles está cheio de policiais que fazem justiça com as próprias mãos, passando longe dos limites da lei. Um problema que será resolvido pelo detetive Dirty Harry e sua pistola Magnum 44. Diversão de primeira.

 

 “Eu sei o que você está pensando – ele atirou seis ou apenas cinco? Bem, para falar a verdade, com toda essa excitação, eu mesmo perdi as contas. Mas como se trata de Magnum 44, a pistola mais poderosa do mundo, que ia explodir sua cabeça, você deve se fazer uma pergunta: “Estou me sentindo com sorte? Bem, você está, idiota?” Dirty Harry

27/03/2010 Posted by | Uncategorized | , | Deixe um comentário

Do you feel lucky, punk?

“Michael Moore e eu temos muito em comum, nós dois apreciamos viver em um país com grande liberdade de expressão. Mas Michael, se você chegar na frente da minha casa com uma câmera, eu irei matar você” – Piadinha do Clint Eastwood com Michael Moore sobre a controversa entrevista do ator Charlton Heston no documentário “Tiros em Columbine” (2002)

Um dos últimos dinossauros na ativa (grande na atuação e na direção) interpretou o policial, linha dura, “Dirty Harry” em filmes nas décadas de 70 e 80. Bons tempos em que o politicamente correto não estava em voga – era bala por cima de bala, mas sem a barulheira característica dos filmes adolescentes atuais.

Após a trilogia sensacional dos faroestes italianos com Sergio Leone, Clint estava com grana suficiente para tornar-se um milionário: incorporou um personagem durão e doido por sangue. Eram filmes que já sabíamos o final, mas eram deliciosos. Puro entretenimento!

Me recordo de uma entrevista que o ator concedeu ao programa 60 minutes, o entrevistador ousou perguntar sobre os seus filhos e, de repente, a fisionomia do Clint lembrou a do Detetive Harry Callahan – simplesmente encarou o repórter como se este fosse o pior psicopata dos filmes e, por uns bons minutos, deixou o entrevistador totalmente sem graça.

Na direção, Clint Eastwood é de uma simplicidade impressionante. Alguns atores que participaram de filmes do diretor disseram que ele os deixa à vontade, não faz exigências idiotas e respeita o tempo e a improvisação (desde que seja para melhorar, lógico). Ganhou “só” 4 Oscars –  diretor e melhor filme, duas vezes cada.

Na vida pessoal é um profundo conhecedor de jazz e possui uma grande coleção de discos de vinil.

O Detetive vivido nas telas  por Clint Eastwood não alisava – quanto mais cruel o bandido, mais sabíamos que a vítima teria a sua morte vingada de forma exemplar.  

27/11/2009 Posted by | Uncategorized | , | Deixe um comentário