SÁVIO SOARES

Cinema e música.

Os Três Patetas

Cresci assistindo aos filmes dos Três Patetas que passavam na televisão. Jamais esqueci de Curly, Moe e Larry. Não considero este seriado dos melhores em termos de humor se compararmos ao Agente 86, por exemplo, mas tem algo simbólico para mim e, creio, para muitas pessoas que se divertiram com o trio biruta. Vem refilmagem por aí, mas não terá, nem de longe, a mesma emoção.

 

13/05/2012 Posted by | Uncategorized | , | Deixe um comentário

Oliver Hardy (o Gordo) e Stan Laurel (o Magro) já haviam morrido, quando o famoso guitarrista Carlos Santana compôs a música “Oie, Como vá”. Pois bem, alguém encaixou perfeitamente a música do Santana na performance de Laurel & Hardy…olha só no que deu!

16/04/2012 Posted by | Uncategorized | | Deixe um comentário

Stan Laurel e Oliver Hardy…”O Gordo e o Magro”, inigualáveis…

Interessante como esta dupla funcionou. Tinham origens diferentes, mas a química e a amizade entre eles foram suficientes para superar os detalhes. O roteiro era quase sempre supérfluo, mas a ação era brilhante. Percebo uma herança do cinema mudo em todos os gestos da dupla.

Filme originalmente em preto e branco, mas a cor não prejudicou a arte…

22/03/2012 Posted by | Uncategorized | | 2 Comentários

Jerry Lewis, um dos gênios da comédia, completa 86 anos…

O maior reduto de fãs de Jerry Lewis é a França, onde chegou a ser comparado a Charles Chaplin e Buster Keaton. Descendente de judeus ortodoxos, Joseph Levitch nasceu em Newark (New Jersey, EUA) em 16 de março de 1916.

Aos 5 anos estreou no vaudeville cantando com seu pai, Danny Lewis. Em 1946, estava empregado como contador de piadas no 500 Club de Atlantic City quando soube que a dupla principal do showhavia pedido demissão. Lembrando-se de Dean Martin, que conhecera como cantor-humorista em Nova York, Lewis chamou-o, prepararam um número e foram aceitos. Estava formada uma dupla que durou dez anos e dezesseis filmes – de Amigo da Onça (1949) até Ou Vai ou Racha (1956). Desfeita a parceria, Jerry tornou-se diretor, roteirista e produtor de seus filmes, como O Mensageiro Trapalhão (1960), Mocinho Encrenqueiro (1961), a obra-prima O Professor Alopadro (1963).

Nos anos 70, uma tragédia: caiu de uma grua de filmagem, fraturou a coluna e, para trabalhar, tomava o analgésico Pecordam, que lhe criou dependência.  Lewis admite que só não se suicidou por causa do filho caçula, que o flagrou com um revólver na mão.

Em 1981, curado do vício, voltou ao cinema em Um Trapalhão Mandando Brasa mas, um ano depois, enfrentou outro drama: sofreu um ataque cardíaco e recebeu três pontes de safena. Ao seu lado, estava a ex-bailarina de Las Vegas, Sandee Pitnick, sua companheira desde o divórcio de sua primeira mulher, Patti Palmer (44/80), mãe de um de seus sete filhos. Um desses meninos, Christopher, teve distrofia muscular, uma rara doença que levou Jerry a campanhas pela TV para angariar fundos que alcançaram 7 milhões de dólares, quantia suficiente para a construção do Centro de Pesquisa de Distrofia Muscular na Universidade de Cornell, apelidado de “The House That Jerry Built” (A casa que Jerry Construiu). Ao recuperar-se do ataque cardíaco, o comediante casou-se com Sandra Pitnick em 1983. No mesmo ano, lançou As Loucuras de Jerry Lewis, porém foi mais elogiado pelo seu papel dramático em O Rei da Comédia (1983), com Robert De Niro.

Em 1987, Jerry participou de um especial de TV com Patty Duke e Morgan Freeman, no qual o comediante interpreta um papel altamente dramático. Ele tem outro trabalho “sério” que, por razões que desconheço, não foi exibido nos cinemas, em bora realizado em 1972: The Day the Clown Cried ( O Dia em Que o Palhaço Chorou), produzido na França, história de um flautista que leva crianças para a morte em um campo de concentração, durante a 2ª Guerra Mundial. A maratona televisiva do Telethon continua e, em cada edição, bate recordes de arrecadação.

Em maio de 1991, Jerry Lewis foi atingido por mais um baque com a prisão de seu filho Christopher, de 33 anos e dono de uma galeria de arte na Califórnia, acusado de roubar quadros.

De 1966 até 2010 o Telethon arrecadou mais 2,6 bilhões de dólares. Mas infelizmente, em 03 de agosto de 2011, foi anunciado que Jerry Lewis não tem mais condiições físicas de apresentar o programa televisivo de caridades.

Dizem que sofre (ou sofreu) de um câncer de próstata, tem diabetes Tipo 1, sofreu três ataques cardíacos e durante um tratamento de uma fibrose muscular, Jerry lewis iniciou um tratamento com Prednisona em 2000 que resultou num ganho de peso e uma impressionante mudança em sua aparência.

Parabéns Jerry, um genial comediante e sobrevivente…

16/03/2012 Posted by | Uncategorized | , , | 44 Comentários

Harry Langdon – Poucos lembram de um dos mestres do cinema mudo.

Dominava a pantomina com perfeição. O cinema mudo era o seu habitat. Infelizmente não conseguiu se adaptar aos filmes sonoros. Caiu a qualidade. Fez um filme sentimentalóide que o público repudiou. A partir de então foi a sua derrocada. Os personagens seguintes que interpretou nos filmes eram imitações medíocres de antigos sucessos.

No auge, Harry ganhou muito dinheiro, chegou a fundar sua própria empresa (“Harry Langdon Corporation”) que infelizmente não deu certo. Criou um personagem que o definiu: Um homem-criança que sobrevivia a tudo devido a uma bendita sorte. Além deste personagem, o comediante fez sucesso por décadas apresentando o número “Johnny New Car”. As idéias vinham através de gestos, sem palavras. Seus melhores filmes foram “O Homem Forte” (1926), “Tramp, Tramp, Tramp” (1926) e “Calças Compridas” (1927).

Por sua contribuição à indústria cinematográfica, Harry Langdon tem uma estrela na Calçada da Fama em Hollywood. Dizem que devido a uma personalidade complexa, (brigou com Frank Capra, grande amigo e parceiro profissional) não conseguiu o principal objetivo: Tornar-se um astro inesquecível, nos moldes de um Buster Keaton. Harry faleceu em 1944, aos 60 anos, de hemorragia cerebral.

17/11/2011 Posted by | Uncategorized | | Deixe um comentário

O ótimo comediante W. C. Fields era uma peste!

Os americanos que não se ofendiam com a maravilhosa grossura de Fields lhe atribuiam aquela característica que eles tanto gostariam de ver em si próprios: o individualismo. Ruy Castro

Nesses tempos do politicamente correto, imagine um comediante que, nos filmes (infantis!), trata mal crianças, fuma e bebe adoidado e, se alguém vacilar, “passa a perna” – literalmente!. Assim era William Claude Fields.

Algumas frases do sarcástico e endiabrado comediante que fez sucesso nas décadas de 30 e 40, mas no final foi relegado à produção B da Paramount ou da Universal. Faleceu em 1946, aos 67 anos.

Sou livre de qualquer preconceito. Odeio todo mundo, indistintivamente. (sobre preconceito)

Um homem que detesta crianças e cachorros não pode ser mau de todo. (sobre crianças)

Acredito no nó indissolúvel do casamento – desde que ele esteja bem atado em volta do pescoço da mulher. (sobre casamento)

Nunca tente impressionar muito uma mulher porque, se você fizer isso, ela esperará que você mantenha aquele alto padrão pelo resto da vida. (sobre mulheres)

Peixes fodem nela. (ao ser perguntado porque nunca bebia água)

15/06/2011 Posted by | Uncategorized | | Deixe um comentário

Ao grande Chico Anysio.

Chico chegou aos oitenta anos de idade após uma luta titânica pela vida durante meses num leito de hospital. Agora parece que está melhor, em casa, junto aos familiares.

O cearense é de uma linhagem de humoristas rara no mundo. Se fosse nos Estados Unidos seria tratado como um mito. Jamais o cinema, a televisão ou qualquer outro meio de comunicação o deixaria de fora – isso ocorreu no Brasil bem antes do agravamento da sua doença pulmonar.

 Palavras do sábio Chico Anysio.

Acho que o que de mais importante a vida nos proporciona – depois da felicidade ímpar de acordar a cada dia, é justamente o acaso.

A grande falta que sempre senti na vida foi de dias mais longo, para que eu pudesse espalhar por muitas horas extras a compulsividade do meu trabalho. Trabalhar, para mim, é tão importante quanto respirar.

Parabéns Chico.

22/04/2011 Posted by | Uncategorized | , | 2 Comentários

Fatty Arbuckle, o “Chico Bóia” – Quando o riso parou.

Por volta de 1922, Hollywood ganhara a reputação de ser não somente a mais glamourosa, mas, também, a mais corrupta cidade dos Estados Unidos. O fato trágico mais marcante e que iniciou uma onda de relatos sobre libertinagem e vida desregrada de astros e estrelas ocorreu no dia 5 de setembro de 1922, quando o querido e popular comediante Fatty Arbuckle foi acusado de ter causado a morte de uma jovem de 23 anos, após estupro.

Foi um prato cheio para os fofoqueiros de plantão: A partir daí, jornalistas e repórteres começaram a encher os jornais e revistas da época e foi um prato cheio para os fofoqueiros de plantão.´

Fatty Arbuckcle, conhecido no Brasil como “Chico Bóia”, era o comediante mais famoso na época e ganhava cerca de 1 milhão de dólares por ano (hoje em dia seriam valores astronômicos). Foi o primeiro contrato milionário de um estúdio (Paramount). Durante uma folga entre as filmagens, Arbuckle e mais dois amigos foram para São Francisco, se hospedaram num hotel e fizeram uma “festinha” com algumas mulheres.

Acontece que durante a farra, a aspirante a atriz Virginia Rappe (não, ela não era menor de idade – tinha 30 anos), se sentiu mal e foi atendida por um médico que diagnosticou intoxicação. Começou a desgraça: Três dias depois a aspirante a atriz morreu de peritonite. A amiga que participou da “festinha” disse que Virginia morreu devido ao estupro que sofrera de Arbuckle, o que provavelmente ocasionou o rompimento de um orgão. Somando a desgraça, quando Arbuckle foi levado a Juri, o empresário da “atriz” disse que o comediante “de alguma forma” perfurou um orgão da atriz ocasionando a infecção fatal. Completando a desgraça, quando o fato chegou às manchetes, Arbuckle já havia perfurado Virginia com uma garrafa de Coca-Cola ou Champagne…Era o fim de um dos gênios da comédia.

O escândalo destruiu sua carreira e sua vida pessoal. Os grupos moralistas da época queriam pena de morte. Os executivos viraram o rosto e impuseram a outros artistas que não fossem solidários ao amigo e colega de estúdio. Não adiantou: o genial Buster keaton saiu em defesa do amigo e declarou que Arbuckle era uma alma extremamente gentil e que jamais poderia cometer tamanha crueldade.

Foram três julgamentos:

No primeiro, todas as evidências alegadas pela defensoria foram por terra. Os espectadores que estavam presentes ao julgamento caíam na risada. Quando Arbuckle se defendia ao responder as perguntas, era aplaudido de pé.

Já no segundo julgamento, a situação começou a mudar – para pior. Apesar da defesa estar convencida da sua absolvição, a defesa de Arbuckle achou que estava ganho e não o instruíram para testemunhar. O júri achou que a recusa era um sinal de culpa. O Julgamento foi novamente 10 a 2 a favor de Fatty.

Mas haveria um terceiro e último julgamento que o júri não perdeu tempo. Em seis minutos chegaram a um veredicto unânime: absolvição e declaração de cinco jurados pedindo desculpas ao torturado comediante.

Após o processo que mobilizou como nunca a mídia norte-americana, Arbuckle estava com um imenso desgaste emocional e financeiramente quebrado (todos os seus filmes foram tirados das prateleiras e seu nome era banido no meio cinematográfico). Arbuckle tentou voltar à atuar, mas lhe batiam a porta na cara. Pelo desenho da história, não havia alternativa senão a entrega ao álcool: Bebia como se o uísque fosse acabar da noite para o dia.



O comediante Buster Keaton (outro futuro desgraçado de Hollywood) tentou ajudá-lo, dando-lhe trabalho, mesmo assim foi dureza : Após dez anos de luta titânica, após dirigir filmes inexpressivos e medianos, com atores também inexpressivos e medianos, após o término de um longa-metragem em 28 de junho de 1933, conseguiu rapidamente um contrato para outro filme. Contente com a reputação recuperada – voltou a frequentar e ser bem recebido no meio artístico – Roscoe Arbuckle (odiava o apelido “Fatty”) declarou à imprensa que aquele era omelhor momento da sua vida. Infelizmente a emoção foi muito grande para um desgastado coração: Faleceu no dia 29 de junho, aos 46 anos, um dia após conseguir o ótimo contrato e ter sua vida pessoal e profissional recuperada.

O escritor inglês David Yallop escreveu uma biografia do comediante intitulada “Quando o Riso Parou.” (When the Laughter Stopped). O livro é uma bela e merecida homenagem a um dos precursores da comédia pastelão (tipo “torta na cara”).

20/12/2010 Posted by | Uncategorized | | 2 Comentários

“Não entro para clubes que me aceitam como sócio” – Groucho Marx

A palavra era sua grande arma e chegava de forma irônica e mordaz. Groucho é de um tempo em que o humor tinha inteligência e classe. (lembram do nosso Chico Anisyo em apresentações ao vivo?) As frases geniais de Groucho Marx eram escritas por ele mesmo e até hoje são citadas por comediantes.

“O mundo seria um lugar muito bem melhor para as crianças se os pais fossem obrigados a comer o espinafre.” Groucho Marx

Um fã o encontrou e disse, entusiasmado: “Groucho Marx, que prazer em conhecê-lo!”

Groucho, mordaz, respondeu: “Conheço Groucho Marx há muitos anos e posso garantir que não é prazer nenhum.”

Uma indiscreta repórter perguntou ao idoso Groucho: “Como o senhor gostaria de ser lembrado?”

Ele disse: “Vivo. E, se isso não for possível, morto.”

 

Groucho Marx fez treze filmes com os seus irmãos Chico, Harpo, Zeppo e Gummo e, quando morreu em 1977 aos 87, vivia um casamento tumultuado ( que durou sete anos, até a sua morte) com uma golpista chamada Erin Flemming,  que o roubou à vontade e, dizem os livros, com direito a surras e maus-tratos.

23/07/2010 Posted by | Uncategorized | | Deixe um comentário

George Burns – Humor sempre.

Em 1996, quando morreu aos 100 anos de idade, o ator, grande comediante, George Burns, havia deixado um último pedido: que no marcador da cripta constasse “Gracie Allen & George Burns – Together Again” – ele dizia que “Gracie tinha um faturamento melhor”. O casal formou dupla nos palcos durante 29 anos – Gracie Burns morreu em 1964.

Aos 93 anos de idade, Burns concedeu uma divertida entrevista a Larry King. Quando o entrevistador o indagou sobre a infância pobre, ele disse como “resolveram o problema”: Eu tinha sete irmãs e cinco irmãos…éramos vinte na família. Éramos muito pobres. Tivemos de comer uma de minhas irmãs.

20/04/2010 Posted by | Uncategorized | | Deixe um comentário