SÁVIO SOARES

Cinema e música.

O ator John Wayne e o diretor John Ford – Os maiores do faroeste.

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20/06/2012 Posted by | Uncategorized | , | Deixe um comentário

John Ford – “Encontrar o excepcional na mediocridade, o heroísmo no quotidiano, é este impulso dramático que me convém…”

John Ford é um ícone do cinema norte-americano. Talvez o diretor mais imitado e festejado – Ford, como diretor, é o maior ganhador de Oscars (seis no total), e realizou mais de 135 filmes. Começou a impressionante carreira entre 1920-1930 com uma abundante série de westerns, da qual se destaca o interessante filme O Cavalo de Ferro.

A partir de 1930 aparecem A Patrulha Perdida, e, sobretudo, O Denunciante. Após uma fase menos produtiva, volta a afirmar-se com A Cavalgada Heróica e Vinhas da Ira. Depois instala-se solidamente à sombra de uma fama merecida e multiplica as suas produções, distinguindo-se  sobretudo nos westerns, com uma autenticidade um pouco rotineira. Nos Tempos das Diligências (1939), Paixão dos Fortes (1946) , Rastros de Ódio (1956) e O Homem que Matou o Facínora (1962) estão entre os dez melhores faroestes do século 20. Além dos faroestes, não posso deixar de citar três obras-primas:  Vinhas da Ira (1940), Como Era Verde o Meu Vale (1941), Depois do Vendaval (1952), provando a versatilidade do grande mestre.

 Generoso e paternalista, ora criticando o exército, ora ultramilitarista, lutando contra os preconceitos e a sua obediência, bom artista, ou bom comerciante, épico ou familiar, ele é, com o seu temperamento poderoso e as suas contradições, o melhor continuador de Thomas Ince. Numa parte dos seus melhores filmes podemos encontrar um tema comum: o homem perseguido pela morte ou por perigos inquietantes. A propósito disso, declarou certa vez: “Creio que isso é uma maneira de confrontar os indivíduos. Esse momento trágico permite-lhes definirem-se tomarem consciência daquilo que são, sair de sua indiferença e da sua inércia, da sua convenção, do qualquer coisa. Encontrar o excepcional na mediocridade, o heroísmo no quotidiano, é este impulso dramático que me convém. É como encontrar o cômico na tragédia”  

Trecho do ótimo documentário do diretor Peter Bognanovich sobre o mestre John Ford. Observe  quando perguntaram a Orson Welles sobre os seus diretores preferidos…

21/05/2012 Posted by | Uncategorized | , | Deixe um comentário

O faroeste “Rastros de Ódio” é grande em qualquer gênero.

Para quem torce o rosto para filmes de western, não se trata apenas de um grande faroeste, mas de um grande filme em qualquer gênero. Jay Cocks, ex-crítico da revista Time, considerou Rastros de Ódio (“The Searchers”) O filme mais admirável produzido na América.

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The Searchers foi o primeiro western filmado em Vistavision que era um formato próprio para projeção em tela panorâmica.

 A arte de John Ford está plenamente representada neste Western e a sua performance de diretor atinge o ápice. O escritor Antonio Carlos Gomes de Mattos, autor de “Publique-se a Lenda: A História do Western”(Editora Rocco), disse: Ford se apega ao seu herói, este “homem só”, irremediavelmente perdido e afastado da civilização, do calor do lar e a vida, enigmático e taciturno… John Wayne representa o papel imaginado por Ford com maestria.

Mais um encontro do genial diretor John Ford e do ícone do faroeste John Wayne, no papel do amargo Ethan Edwards, um ex-combatente da Guerra Civil Americana – para muitos o melhor papel de sua carreira.

 Ethan retorna ao rancho da família após três anos de terminada a Guerra Civil e após um massacre dos comanches que destrói toda a família, parte atrás de vingança e de resgatar quem desapareceu: duas sobrinhas raptadas por Chief Scar (Henry Brandon) o líder dos comanches.

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A direção é firme, o elenco é excelente. Personagens complexos, cenas emocionantes e as paisagens exuberantes do Monument Valley, jamais mostradas de forma tão grandiosa.

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Esse replay é dos bons.

06/09/2009 Posted by | Uncategorized | , , , | 9 Comentários