SÁVIO SOARES

Cinema e música.

Lizabeth Scott – A loura dos filmes noir…

A americana Lizabeth Scott alcançou sucesso em filmes, especialmente no gênero de filme noir. Mas é pouco lembrada por aqui. Sua estréia no cinema foi em “You Came Along” (1945) ao lado de Robert Cummings. A Paramount apelidou a loura de “Scott, a Ameaça”, na intenção de criar uma rivalidade nas telas para Lauren Bacall e Veronica Lake.

Com grande sensualidade e uma bela voz rouca, Lizabeth Scott conseguiu um encaixe perfeito ao gênero filme noir. O sucesso de Scott aos 25 anos de idade pode ser medido pelo faturamento que obteve aos 25 anos de idade: O lucro que obteve fora igual ao que Bogart alcançou na mewsma época através de propagandas e bilheterias

Em 1972, ela fez uma aparição quadro final de movimento, em “Pulp”, com Michael Caine e Mickey Rooney. Depois disso, retirou-se da vista do público e recusou pedidos de entrevista (uma das últimas aparições em público foi no tributo a Hal Wallis no American Film Institute).

Lizabeth Scott, que completará 90 anos em 22 de setembro de 2012, tem uma estrela na Calçada da Fama por sua contribuição ao Cinema. Uma curiosidade: A bela atriz dos filmes noir foi também uma ótima cantora e gravou um LP, simplesmente intitulado “Lizabeth”.

Aprecie a beleza, o estilo e a voz de Lizabeth Scott.

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17/07/2012 Posted by | Uncategorized | , , | 1 Comentário

Ida Lupino…diva dos filmes Noir…

17/07/2012 Posted by | Uncategorized | , | Deixe um comentário

“Laura is the face in the misty light…”

03/03/2012 Posted by | Uncategorized | | Deixe um comentário

“Alma Torturada” (This Gun For Hire, 1942)

Allan Ladd e Veronica Lake foram na Paramount o que Bogart e Bacall representaram na Warner em thrillers de filmes noir na década de 40. Este filme é o primeiro e um dos melhores do gênero.

O baixinho Alan Ladd já era um astro antes do clássico “Os Brutos Também Amam” (1953). Ladd e Bogart só foram rivalizados após a chegada de Robert Mitchum no final da década. Neste clássico noir, apesar da cara de bom moço, Ladd interpreta um matador profissional (Phillipe Haven) que tenta se redimir, em certa medida, de um passado criminoso, mas continua um assassino profissional de sangue frio, perseguindo o vilão principal por motivos de vingança – é puramente pessoal.

Na verdade, as atenções maiores recaem sobre Lake Ellen Graham vivida por Veronica Lake, que além de deslumbrantemente linda, executa números musicais que nos deixam literalmente de queixo caído. Lake é uma cantora de um ‘night club’ de propriedade de Willard Gates (Lairde Cregar) e noiva do policial encarregado de sua captura. Por outro lado, ela é espiã do governo e tenta conseguir provas de que Gates é um traidor.

Trata-se de um dos grandes filmes noir, com todas as suas características: personagens perigosos, pessoas decepcionadas em um mundo sombrio de casas noturnas, ruas chuvosas, e vários “Edward Hopper anônimos”, onde o status de herói é estritamente relativo.

14/12/2011 Posted by | Uncategorized | , | Deixe um comentário

“Pacto de Sangue” (Double Indemnity, 1944)

“Como eu poderia saber que um assassinato às vezes pode ter cheiro de madressilva?” – o baleado Walter Neff (Fred MacMurray) confidenciando ao inconsolável amigo Barton Keyes (Edward G. Robinson).

Phillys Dietrichion (Barbara Stanwyck), uma esposa sensual, deixa Walter Neff (Fred MacMurray), um corretor de seguros, de quatro quando aparece envolvida numa toalha e exibindo uma tornozeleira. A partir daí a vida do vendedor se resume ao que a esposa arquiteta para receber um milionário seguro de vida do marido. O plano parece perfeito, mas entra em cena Barton Keyes (Edward G. Robinson), o esperto investigador de seguros, amigo de Walter, mas quanto mais parece não acreditar no que possa acontecer, mais se aprofunda na investigação. Além da citada frase, há entre os dois amigos uma famosa fala no final do filme.

O casarão utilizado nas filmagens até hoje impressiona pela beleza e pelo aspecto sombrio (considero-o perfeito para um filme noir) e a fotografia em preto e branco colabora bem para destacá-lo. Até hoje é visitado pelos cinéfilos turistas.

O elenco central é composto pela deliciosa Barbara Stanwyck, o galã Fred MacMurray e o pequeno grande Edward G. Robinson. A música de Miklos Roza é marcante e a direção de Billy Wilder é perfeita (como sempre). É importante lembrar que o humor cínico inconfundível do diretor continua presente mesmo nesse que é considerado pelos cinéfilos e críticos um dos melhores e mais marcantes filmes noir. (Acho que Billy Wilder não se interessava muito por isso…)

Trata-se de um filme imperdível. Para ver e rever.

31/10/2010 Posted by | Uncategorized | , , | 2 Comentários