SÁVIO SOARES

Cinema e música.

Quando o jovem gênio Orson Welles aterrorizou o povo americano…

02/08/2012 Posted by | Uncategorized | | Deixe um comentário

Orson Welles: A invasão de marcianos e Rosebud…

Welles já era uma sumidade em 1938, quando tinha só 23 anos, por causa do famoso programa de rádio em que fez a adaptação de “A Guerra dos Mundos”, de H. G. Wells, anunciando a invasão de marcianos de maneira tão realista que causou pânico nos Estados Unidos.

A imensa criatividade do jovem Orson Welles numa época em que o rádio era o meio de comunicação por excelência. Causou alvoroço…sensacional!

Então, quando tinha 27 anos, realizou a sua obra maior: “Cidadão Kane” (Citizen Kane, 1941), o que o tornou celebrado em todo o mundo cinematográfico. Orson o filmou entre agosto e outubro de 1940 e hoje é presença obrigatória em qualquer lista dessa que vivem promovendo ano após ano, do tipo “os dez maiores filmes de todos os tempos”.

Orson se inspirou no magnata da imprensa americana William Randolph Hearst para retratar o perfil do Cidadão Kane. Diziam que a razão principal para o ódio do magnata foi que o personagem Charles Foster Kane costumava denominar Rosebud o órgão sexual da atriz Marion Davies, sua amante. (Orson jamais revelou se era verdade ou mentira)

A verdade é que Hearst não gostou nada (depois eu conto sobre as excentricidades deste magnata…). Tentou comprar o filme da RKO, que o havia produzido, para simplesmente queimar os negativos. O chefão do estúdio, George Schaefer, não topou. Então Hearst chamou sua principal colunista, Louella Parsons, e deu-lhe três semanas de “licença”, para investigar a vida Orson e destruí-lo. Parsons era a colunista de fofocas número 1 dos Estados Unidos, os artistas morriam de medo dela: tanto podia glorificar como acabar com a reputação de alguém. Mas Orson era maior do que ela. E maior do que Hearst.

01/12/2011 Posted by | Uncategorized | , | 8 Comentários

Orson Welles, além de gênio do cinema, era vidente.

É de conhecimento dos admiradores da sétima arte que Orson Welles esteve no Brasil (no início da década de 40) para realizar o documentário É Tudo Verdade (It’s All True, inacabado após a morte de um jangadeiro no mar, foi considerado por Welles o pior fracasso da sua carreira), tudo em prol da Política de Boa-Vizinhança.

Quando veio ao Ceará filmar o trabalho corajoso dos jangadeiros, bebeu cachaça no centro da cidade de Fortaleza e participou ativamente das filmagens nas belas praias do litoral cearense, observado por curiosos que pareciam não acreditar no que viam.

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Na Cidade Maravilhosa, bebeu o que agüentou (e como agüentava!), namorou o que pôde e conheceu pontos turísticos da cidade maravilhosa acompanhado por Vinícius de Moraes. Certa vez, na companhia do Poetinha, o cineasta avistou uma favela. Ao mesmo tempo admirado e apavorado, evidenciou o seguinte:

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“É um Frankenstein, um monstro que vai se voltar contra vocês”.

27/10/2009 Posted by | Uncategorized | , | 6 Comentários