SÁVIO SOARES

Cinema e música.

Jim das Selvas (Jungle Jim, 1948)

Quando Johnny Weissmuller deixou de atuar nos filmes de Tarzan, o produtor Sam Katzman convidou-o para estrear a série de Jim das Selvas, baseada nas histórias em quadrinhos de Alez Raymond sobre o intrépido caçador branco na África que socorre mocinhas em perigo, enfrenta perigosos nativos e horripilantes vilões.

Johnny não era mais o mesmo, estava gordo e envelhecido, mas ainda mantinha um forte carisma, principalmente entre crianças e saudosistas marmanjos. Jim não estava só: havia o corvo Caw Caw, o cachorro Skipper e a chimpanzé Tamba.

A qualidade dos filmes do Tarzan é superior, mas Jim das Selvas tem o charme das histórias em quadrinhos e dos inesquecíveis filmes B…é diversão garantida.

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28/05/2012 Posted by | Uncategorized | , , | Deixe um comentário

Os Três Patetas

Cresci assistindo aos filmes dos Três Patetas que passavam na televisão. Jamais esqueci de Curly, Moe e Larry. Não considero este seriado dos melhores em termos de humor se compararmos ao Agente 86, por exemplo, mas tem algo simbólico para mim e, creio, para muitas pessoas que se divertiram com o trio biruta. Vem refilmagem por aí, mas não terá, nem de longe, a mesma emoção.

 

13/05/2012 Posted by | Uncategorized | , | Deixe um comentário

As aventuras do Zorro e seu amigo, o índio Tonto…

Zorro foi um do mascarados de maior sucesso nas matinês, dos quais o mais famoso foi Durango Kid (lembram?), o mascarado de preto interpretado por Charles Starrett. Mas nenhum teve melhor ator que Clayton Moore, com sua vitalidade e porte de herói. Ao fnal do seriado, Clayton continuou até o últimos dias de vida se apresentando pelos Estados Unidos com a máscara do Zorro e ainda causava emoção aos jovens e comoção nos adultos. Clayton faleceu no dia 28 de dezembro de 1999, aos 85 anos, em Los Angeles. 

Na vida real, Tonto era interpretado por um índio de verdade, o ator Jay Siverheels, da tribo Mohawk, nascido em 1919 numa reserva perto de Ontário, no Canadá. Quando a série acabou, Jay passou para outros papéis, sempre de índio, e morreu em 1980… segundo o escritor Ruy Castro, “ainda pulando no cavalo sem precisar de estribo”.

08/05/2012 Posted by | Uncategorized | | Deixe um comentário

O inesquecível Agente 86.

Ninguém esquece o Agente 86. Os trunfos eram muitos para explicar o grande sucesso da série que foi exibida na TV entre 1965 e 1970:

1. O ator Don Adams que viveu o Agente Maxwell Smart está brilhante no papel principal.

2. O célebre time de redatores que passavam dos limites normais em termos de criatividade.

3. Os equipamentos eram uma gozação aos utilizados por James Bond, como o inesquecível sapatofone e o “Cone do Silêncio” (que nunca funcionava) para conversas secretas.

4. As piadas e os bordões são eternos, como “escapei por um triz”, “o velho truque” e “e vou adorar!”, e o mais engraçado “você acreditaria…”

5. O Diretor Mel Brooks deixou sua marca com suas gags impagáveis – põe maluquice nisso!

6. A série foi feita para crianças e adultos…toda família assistia no sofá – e sem reclamar!

Barbara Feldon e Don Adams…inesquecíveis…

07/03/2012 Posted by | Uncategorized | | Deixe um comentário

Rin Tin Tin – A história do cão mais famoso de Hollywood – Além de morder os atores gerava uma inveja danada.

Rin Tin Tin, pastor alemão de origem, francês de nascimento e americano por adoção, foi o mais famoso astro canino da tela – foi também o esteio da Warner nos primeiros tempos difíceis da companhia.

 

Porém, curiosamente, descobri no ótimo livro do jornalista J. Pereira, “Câmera, Ação!” (Editora Edimax) que Rin Tin Tin não era muito estimado pelos atores, pois além de ser extremamente carismático para o grande público (infantil ou mesmo adulto), roubava as cenas nas quais aparecia e costumava também morder seus “colegas”.

 

Cabo Lee Ducan – o verdadeiro dono de Rin Tin Tin, no canto à esquerda.

A história do primeiro (o patriarca) Rin Tin Tin é bem interessante:

 Tudo começou em 1918. A guerra assolava as terras da Europa. Na França, um grupo de soldados, chefiados pelo Capitão George, vasculhou o local para conseguir pouso para os aviões. Durante uma incessante procura, os soldados americanos encontraram um canil militar dos alemães todo destroçado pelo bombardeio. Em volta de uma vala depararam com vários cães mortos, e dentro dela, ganindo desesperadamente, encontraram uma cadela pastora alemã, esquálida e enfraquecida pela fome, com cinco cachorrinhos agarrados às mamas.

 O Capitão ficou com a mãe e três filhotes e o Cabo Lee Ducan, com os outros dois, um macho e uma fêmea, aos quais chamou de Rin Tin Tin e Nanette, nomes tirados das roupas de lã feitas para os soldados franceses por suas namoradas.

 Rin Tin Tin e Nanette deram uma série de dores de cabeça a Lee Ducan – do salário que recebia mandava dois terços para a mãe e o terço restante era gasto com leite condensado (a quatro dólares a lata na época). Muito não viam com bons olhos os cachorros: Reclamavam que latiam bastante à noite e podiam morder e gerar doenças. Mas quando Ducan foi ferido durante um combate aéreo e o internaram num hospital, as brincadeiras dos cães animaram e distraíram enfermeiros e pacientes – neste caso, fora aberto uma exceção, pois não permitiam animais no hospital. Dormiam no depósito de ferramentas.

 Quando chegou o dia de embarcar e retornar aos EUA, Ducan teve sorte: conseguiu colocar os cachorros á bordo. Rin Tin Tin agüentou bem os quinze dias de travessia, mas Nanette apanhou pneumonia e morreu.

 

Após participar de campeonatos e exposições bem sucedidas, Rin Tin Tin fez um filme curto que mostrava a carreira e um salto no qual era mostrado uma prova de salto em altura na qual ganhou o prêmio por atingir a altura de 3,58 metros.  O resto é história: Rin Tin Tin fez parte do imaginário de várias gerações de crianças e adultos que se encantaram com o cão famoso. As saudosas aventuras sempre culminavam com a entrada salvadora do cão no momento exato. 

 

“Rin” viveu quatorze anos – morreu no dia 10 de agosto de 1932, ao fim de uma brincadeira com o dono no gramado, pulou nos braços de Duncan e morreu (a primeira pessoa a vê-lo morto, depois do dono, foi a atriz Jean Harlow, vizinha de Ducan). Jornais do mundo inteiro divulgaram a morte do cão mais famoso de Hollywood. Porém, para a felicidade dos inúmeros fãs, a série não parou com a sua morte. Até a quinta geração o nome Rin Tin Tin permaneceu alegrando as crianças e os adultos. As aventuras findaram em 1934. (Impressionante – eu assistia às séries na década de 70 e jamais esqueci a imagem daquele cão amigo e corajoso!)

Um detalhe: O Cabo Lee Duncan registrou o nome Rin Tin Tin há mais de 60 anos, recebeu até a sua morte os direitos autorais não apenas com o contrato televisivo, mas de revistas em quadrinhos e vários souvenirs que levam o nome mágico Rin Tin Tin. Em 1936, Lee Duncan casou-se com Eva linden e do casal nasceu uma filha, Carolyn, que ainda cuida do legado deixado pelo grato pai.

  

A série do herói canino marcou várias gerações – Apesar de que, hoje em dia, acho que as coisas estão mais para Lessie do que para Rin Tin Tin…

06/07/2010 Posted by | Uncategorized | , , , | 6 Comentários