SÁVIO SOARES

Cinema e música.

A irresistível Audrey Hepburn em “Sabrina” (1954)…classe e talento acima da média…

“Não era preciso dirigir Audrey Hepburn, bastava dar-lhe uma boa pista“, disse o diretor Billy Wilder de sua protagonista no romântico “Sabrina” (1954).

No filme, Sabrina (Hepburn) volta de Paris vestindo Givenchy, uma idéia da própria Hepburn, ainda que a lendária figurinista Edith Head tenha recebido um Oscar pelo figurino. Numa visita a Paris, Audrey havia encontrado seu estilo nas roupas de Hubert de Givenchy, e os dois tornaram-se amigos para o resto de suas vidas.

Sabrina foi rodado em locações em Glen Clove, Long Island, em Manhattan e na Paramount, em Hollywood, de setembro a novembro de 1953 e foi lançado em outubro de 1954. A abertura com narração “Era uma vez” de Audrey Hepburn, como ela mesma em vez de Sabrina, define o tom de conto de fadas da história. A família Larrabee é apresentada pela narração enquanto posa para um retrato de família. No final do conto de fadas, Sabrina pode ser a senhora da mansão e parte daquele retrato.

Apesar de frio empresário, Linus (Bogart) não resiste a Sabrina (Hepburn) – e quem resistiria?

Entre os que gostavam de Sabrina estava Sidney Sheldon, que classificou-o como um filme absolutamente perfeito”. Sidney Pollack gostava tanto que o refilmou em 1995, com Julia Ormond como Sabrina, Harrison Ford no papel de Linus e Greg Kinnear como David. A refilmagem é agradável, mas perde longe para o original.

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29/05/2012 Posted by | Uncategorized | , , , , | Deixe um comentário

Jennifer Jones – A “Meryl Streep” da época de ouro do cinema de Hollywood.

Como acontece hoje com Meryl Streep, havia nos anos 40 uma bela atriz morena que era presença certa em quase toda cerimônia de entrega do Oscar. Mas ao contrário de Meryl, de quem pouco se sabe da vida particular, os casos e envolvimentos amorosos de Jennifer Jones eram alvos constantes da imprensa sensacionalista de Hollywood. Sempre viravam notícia as tempestuosas brigas com seus três maridos: o ator Robert Walker (34/45), o produtor David O. Selznick (49/65), que a deixou viúva, e o milionário americano colecionador de arte Norton Simon que conheceu Jennifer numa festa dada pelo também industrial e também colecionador Walter Annenberg. Norton Simon morreu em junho de 1993. Jennifer era administradora emérita do Museu Norton Simon em Pasadena.

Phylis Lee Isley – esse é seu nome verdadeiro – nasceu em Tulsa (Oklahoma), em 2 de março de 1919, e iniciou no mundo dos espetáculos com os pais, atores de teatro ambulante. Fez os estudos básicos em Tulsa e ganhou uma bolsa na Universidade de Chicago. Em 1936, matriculou-se na Academia de Artes Dramáticas de Nova York, onde ficou apenas um ano. Morando em Greenwich Village, o bairro boêmio da cidade, participou de grupos teatrais alternativos e trabalhou como modelo até ser finalmente descoberta para o cinema por seu futuro marido, Selznick, o todo-poderoso da Fox. No entanto, Jennifer atuou em dois filmes fracos antes de conseguir sua grande chance em A Canção de Bernadette. Em 1944, já famosa e consagrada, estrelou Desde que Você Foi Embora, que lhe valeu uma indicação ao Oscar. No ano seguinte, nova indicação, desta vez por Um Amor Em Cada Vida. Consolidava-se a aura – que nunca mais a abandonou – de ser uma das mais perfeitas atrizes românticas do cinema, capaz de fazer os fãs suspirarem.

 

Por Duelo Ao Sol (1946), Jennifer voltou à cerimônia de entrega do Oscar já na condição de superstar e um dos mais altos salários do cinema. A partir daí, passou a aceitar apenas papéis românticos, como em A Sedutora Madame Bovary (1949) e A Fúria Do Desejo (1952). E, para mostrar que não estava fora de forma, recebeu outra indicação ao Oscar pelo antológico Suplício De Uma Saudade (1955), ao lado de William Holden. Na época, dizia-se que toda cidade norte-americana tinha um fã-clube de Jennifer Jones – nem que houvesse um só associado.

Afastou-se do cinema após a pálida aparição em Um Inferno Na Torre (1974) devido já sofrer os primeiros sintomas do Mal Parkinson. Por isso, viveu reclusa em sua mansão de Palm Spings, cercada dos objetos de arte que colecionou por muitos anos. De acordo com a mídia, Jennifer teria tentado se suicidar pulando de um penhasco em novembro de 1967; ela foi hospitalizada em estado de coma, mas acabou se recuperando. A filha do casal, Mary Jennifer Selznick (1954–1976), cometeu suicídio pulando da janela do vigésimo andar de um prédio em 11 de maio de 1976. Isto levou Jennifer a se interessar por questões relacionadas àsaúde mental. Nas duas últimas décadas, Jennifer aproveitou uma aposentadoria tranquila no Sul da Califórnia ao lado de seu filho. Ela não dava entrevistas e raramente aparecia em público. Jennifer morreu de causas naturais em sua casa no dia 17 de dezembro de 2009, aos 90 anos de idade.

Cena antológica de Jennifer Jones e William Holden em “Suplício de Uma Saudade” (1955). Um filmaço!

10/05/2012 Posted by | Uncategorized | , , | 2 Comentários

A inesquecível dança sensual de William Holden e Kim Novak em “Férias de Amor” (Picnic, 1955)

Acho que dá para saber tudo de um homem depois que se dança com ele”, suspira Madge (Kim Novak) para Hal (William Holden) em “Férias de Amor” (Picnic, 1955), baseado na peça de William Inge. “Alguns rapazes – quando nos tiram para dançar – não conseguem nos deixar à vontade. Mas, com você – eu tinha a sensação de que você sabia exatamente o que eu estava fazendo, e que era só te seguir.”

O interessante dessa cena é que ninguém sabia dançar…mas ninguém se importou nem um pouco. Ao som da linda e lânguida canção “Moonglow”, a tremenda sensualidade da sequência de dança em Picnic continua a ser o principal motivo, entre tantos, pelo qual esse filme não sai da cabeça dos que o viram.

George Duning (músico e compositor, falecido em 2000) usou magistralmente source music nesse filme, quando William Holden e Kim Novak dançam “Moonglow”, tornando-a ainda mais romântica e sensual por contramelodia do próprio Duning. Um esclarecimento: source music é aquela cena em que não só os espectadores, mas também os personagens do filme estão ouvindo.

Trata-se de uma das cenas mais românticas da história do cinema. O casal Bill Holden e Kim Novak, se apaixonando, no auge de sua beleza física.

08/05/2012 Posted by | Uncategorized | , , , | 2 Comentários