SÁVIO SOARES

Cinema e música.

Michael Jackson – o magnífico dançarino do pop era fã do Frank.

Desde criança, o dançarino do pop, Michael Jackson tinha brilho próprio. Seguiu o seu próprio caminho e atingiu um nível de popularidade de poucos, mas a queda foi trágica, muito trágica. No vídeo, com a participação da cantora Diana Ross, o menino Michael dá um show ao imitar o Frank.

Michael tinha um talento fenomenal, mas era filho de um pai torturador que o deixou completamente arrasado psicologicamente e, por fim, destruído pelas drogas. Tomava remédios anestésicos, prescritos por um médico, em doses cavalares e exclusivos de pacientes em estágio terminal.

O último encontro dos dois, registrado pelas câmeras, foi no vídeo do disco do Frank L.A. Is My Lady em 1984. Uma perda sem preço para a música popular mundial.

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28/04/2010 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

Elizabeth Taylor – A prova viva que milagre existe.

Os brilhantes olhos cor de violeta, a pele aveludada, o corpo sensual, voz de garotinha, assim era o mito Elizabeth Taylor no auge da beleza. Porém a belíssima estrela poderia ter tido um fim igual ao mito maior, Marilyn Monroe. Explico.

 

Em termos de sentimento, Liz sempre foi intensa. Muitos amores, reviravoltas, perdas trágicas e casos tumultuosos. (dizem que até abortou filho do Sinatra). Numa explicação a estrela falou que “nunca perdeu a cabeça por amor, apesar da sua intensidade.” E continuou: “Amei muito e com extrema dedicação, mas quando sentia aproximar-se o fim, sempre procurei afastar-me antes de um desenlace trágico. Meu sexto sentido dava-me sinal amarelo para evitar o vermelho – como se dirigisse um carro. Nesse ponto orgulho-me de jamais ter sido submissa, que é quando a mulher perde a sua dignidade ou, melhor dizendo, a própria dignidade.”

 

Ok, mas além dos problemas sentimentais e dos tumultuosos relacionamentos, Liz Taylor teve outros problemas que não a levaram dessa vida por um milagre – os problemas de saúde não foram poucos. Hoje é vista numa cadeira de rodas já com a vida, aparentemente, por um fio. Só para registrar, no período de 1942 a 1990 o mito de Hollywood passou por poucas e boas:

 

1942 – com dez anos de idade quebrou o pé durante uma filmagem;

 1944 – Caiu do cavalo durante uma cena de A Mocidade é Assim Mesmo, fraturando uma vértebra na região dorsal;

 1948 – o esquilo de estimação (!) da estrela causou-lhe uma infecção ocular e quase a fez perder a visão nos dois olhos;

 1960 – Quebrou a perna esquiando;

 1961 – Pneumonia dupla em Londres durante a filmagem de Cleópatra, fez uma traqueotomia quase a desfigurando no pescoço;

 1968 – Devido a miomas submeteu-se a uma histerectomia e não pôde mais ter filhos;

 1969 – Operada de nódulos nas cordas vocais;

 1971 – Removeu um cisto no olho direito;

 1973 – Operada de um tumor benigno no intestino;

 1974 – Cirurgia para corrigir duas vértebras;

 1982 – Um presente aos cinqüenta anos de idade: Bronquite aguda que a deixou hospitalizada quando visitava Israel;

 1986 – Na festa que comemorou 54 anos da Estátua da Liberdade estava com um colar cirúrgico devido a uma contusão no pescoço;

 1990 – Pneumonia em abril e cirurgia pulmonar em junho. Neste ano também teve os famosos exames de AIDS devido ao namoro com bissexual. (foram negativos)

 Bem, daí pra frente teve muitos outros problemas de saúde, mas já estava com quase sessenta anos de uma vida intensa que sempre cobra um preço. Hoje está bem velhinha, numa cadeira de rodas, mas ainda teve forças para ir ao festivo funeral do amigo Michael Jackson.

Elizabeth Taylor – um mito vivo do cinema.

27/04/2010 Posted by | Uncategorized | | 20 Comentários

Edith Piaff – Se não emocionar, me desculpe, é porque você já morreu…

O vídeo é uma raridade. Edith Piaff transpira emoção. Voz divina, corpo frágil e vida errante.

Piaff é daquelas que surgem de cem em cem anos, aproveite.

25/04/2010 Posted by | Uncategorized | | 2 Comentários

A perfeita trilha sonora de “O Poderoso Chefão”.

“Ninguém melhor do que o mais italiano dos compositores de música para o cinema, conhecedor também da música dos Estados Unidos, para misturar tudo isso no mesmo cadinho e extrair dali uma inspirada partitura ítalo-americana.” – João Máximo (sobre a trilha sonora do filme no Livro “A Música do Cinema” – 2003)

 

 Quando o diretor francis Ford Coppola adquiriu os direitos para filmar o romance The Godfather,  do escritor Mario Puzo, pensou em Nino Rota para a trilha sonora. Coppola telefonou para Rota no segundo semestre de 1971, quando o filme já estava em edição. Nesta época o escritor estava ocupado:

 – Lamento, mas não poderei sair de Bari neste segundo-semestre. Que tal o senhor Coppola vir até aqui?

 Numa crise de humildade, foi o que o diretor fez. Levou fitas de vídeo com o filme praticamente montado e foi ao encontro de Rota para que este compusesse a música. Carlo Savina, velho maestro e colaborador de Nino Rota em muitos trabalhos no cinema, inclusive nos filmes de Fellini, viajou para a América e a regeu.

 No filme há outras canções belíssimas da década de 40.

 1. Quando o ator-cantor (Al Martino), com referências nítidas ao cantor Frank Sinatra, participa da festa de casamento da filha do Chefão, interpretando “I have but one heart”;

2. Quando Michael Corleone (Al Pacino) e a namorada (Diane Keaton) caminham pelas ruas na véspera do Natal, a canção de fundo é “Have yourself a merry little Christmas”, na voz de Frank Sinatra;

3. Na chegada do consigliere da família Corleone (Robert Duvall) a Hollywood para conversar com o diretor de cinema, na cena que antecede à do cavalo decapitado, a canção é “Manhattan Serenade”.

Não vou escrever música dos anos 40. Para isso nada melhor do que ela mesma, disse o sensato compositor Nino Rota. A trilha sonora de um dos maiores clássicos do cinema é de encher os olhos. Difícil outra igual e que se encaixe com tanta perfeição a um filme.

The Godfather por André Rieu, regente e violonista holandês.

24/04/2010 Posted by | Uncategorized | , | 6 Comentários

Billy Wilder – Sarcasmo também fora das telas.

Um dos maiores diretores do Século 20, Billy tinha um senso de humor que beirava a crueldade nos filmes em que dirigiu e na vida real. Mesmo com a própria esposa, não perdia a viagem…

 

O escritor Ruy Castro, no livro “Saudades do Século 20”, conta passagens que demonstram o humor sarcástico do genial diretor:

 Antes de se casarem, em 1949, (já quarentão), Billy Wilder fez uma declaração de amor para a amada Audrey Young:

 “Audrey, eu seria capaz de beijar o chão que você pisa – se você morasse numa rua melhor.”

 Por incrível que pareça, a declaração deu certo. Anos depois, durante o café da manhã, a querida esposa lhe perguntou:

 “Sabe que dia é hoje, Billy?”

 Ele mordeu uma torrada e respondeu:

“Grmmmmf.”

 “É nosso aniversário de casamento”, falou a esposa, com uma ponta de nostalgia na voz.

 Billy conseguiu com que a torrada descesse pela glote, fez uma cara de enjôo e respondeu:

 “Por favor, Audrey – não enquanto eu estiver comendo.”

23/04/2010 Posted by | Uncategorized | , | 2 Comentários

“My Way” – Frank Sinatra.

“Eu vou matar o Paul Anka. Vou pegar esse sujeito.” – brincadeira do Sinatra…

O Frank  nunca gostou desse papo de o-fim-está-próximo. Mas a bela versão da música francesa “Comme d’abitude”, escrita por Paul Anka, foi eleita pelo público o hino do Homem. Ele não gostava de cantá-la. Era quase impossível “My Way” passar em branco nos shows.

 Quando gravou a música no penúltimo dia de 1968, Blue Eyes acabara de fazer 53 anos de idade e tinha a energia de um jovem de 20 anos, portanto, o grande cassino (assim o Frank chamava a morte) estava muito, muito distante. Tina Sinatra disse que o pai não gostava de cantá-la, “achava-a excessivamente auto-elogiosa, e ele não precisava fazer isso. A bem da verdade, nunca fez.” A frase completa, dita pelo Sinatra, está no livro “Frank Sinatra – A Arte de Viver”, do escritor Bill Zehme.

 “Eu odeio essa música (My Way). Essa porcaria já me encheu até aqui!”

Frank com todo gás! Bebe o seu bourbon (entornou legal…), tem uma sensacional conversa de bar, brinca com a platéia e ainda canta “My Way” (“Eu odeio essa canção”, diz no vídeo, antes de cantá-la)

21/04/2010 Posted by | Uncategorized | | 2 Comentários

George Burns – Humor sempre.

Em 1996, quando morreu aos 100 anos de idade, o ator, grande comediante, George Burns, havia deixado um último pedido: que no marcador da cripta constasse “Gracie Allen & George Burns – Together Again” – ele dizia que “Gracie tinha um faturamento melhor”. O casal formou dupla nos palcos durante 29 anos – Gracie Burns morreu em 1964.

Aos 93 anos de idade, Burns concedeu uma divertida entrevista a Larry King. Quando o entrevistador o indagou sobre a infância pobre, ele disse como “resolveram o problema”: Eu tinha sete irmãs e cinco irmãos…éramos vinte na família. Éramos muito pobres. Tivemos de comer uma de minhas irmãs.

20/04/2010 Posted by | Uncategorized | | Deixe um comentário

“SAMMY DAVIS, JR. sings LAURINDO ALMEIDA plays”

Nos dias 14 e 15 de junho de 1966, os talentosos Sammy Davis Jr. e Laurindo Almeida gravaram um álbum inesquecível. É uma daquelas parcerias que dá certo e se eterniza.

 

O clima do disco é outro, não dos cassinos de Las Vegas- habitat de Sammy Davis Jr. Trata-se de um álbum intimista e suave, não menos notável quanto o outro estilo adotado pelo cantor. As canções são conhecidas, mas interpretadas de maneira diferenciada e tocante por Sammy. Já Laurindo Almeida mostra porque nunca mais precisou morar novamente no Brasil.

 O instrumentista brasileiro Laurindo Almeida, já esquecido em nosso país (o que é normal por aqui…), fez uma carreira brilhante nos Estados Unidos. Foi jovem juntar-se ao Bando da Lua nos shows de Carmem Miranda e depois fez a sua estrada. Viveu, morreu e foi enterrado em Los Angeles, onde era reconhecido e respeitado.

Trata-se de um álbum intimista da melhor qualidade. Os talentos de Sammy Davis Jr. e Laurindo Almeida estão presentes de maneira notável neste álbum.

18/04/2010 Posted by | Uncategorized | , , | 2 Comentários

Ernest Borgnine, Kirk Douglas e Mickey Rooney – Os três mitos de Hollywood passaram dos 90 anos de idade.

Ernest Borgnine está com 93 anos de idade. Após a surra que deu no soldado Maggio (vivivo pelo Frank Sinatra) a carreira decolou, ganhou um Oscar por interpretar um sensível açougueiro “Marty” (1955) e até recentemente estava atuando.

Com bom humor, Ernest Borgnine “revela” o segredo da sua longevidade.

 Kirk Douglas já passou por poucas boas – sofreu um sério acidente após a queda do helicóptero em que viajava, um AVC que quaseo invalidou definitivamente – o “filho do trapeiro” se recuperou para entrega de um Oscar pelo conjunto da obra. Atuou em grandes clássicos da sétima arte: “Assim Estava Escrito” (1952), “A Montanha dos Sete Abutres” (1952), “Glória Feita de Sangue” (1957) “Sem Lei e Sem Alma” (1957), “Spartacus” (1960), entre tantos outros. Injustamente nunca ganhou um Oscar de ator (seja principal ou coadjuvante).. O prêmio veio para o filho Michael Douglas. Hoje O Kirk Douglas está com 93 anos de idade.

Kirk Douglas homenageando o filho Michael (emocionante)

 Mickey Rooney: Bom, Rooney foi parceiro de Judy Garland em 3 filmes infanto-juvenis nas décadas de 30 e 40, no qual o ator foi consagrado no papel do adolescente Andy hardy em filme sobre a tradicional família americana da época com pitadas de humor. Fez um sucesso estrondoso. Atuou em cinema, teatro, televisão, ganhou vários prêmios e foi casado com a mulher mais bonita do Século 20: Ava Lavínia Gardner.

Mickey Rooney no Oscar de 2009.

17/04/2010 Posted by | Uncategorized | 1 Comentário

Roberto Carlos – Quando o “Rei” se tornou adulto e maior cantor popular do Brasil.

Roberto teve o feeling de descobrir o momento certo de se afastar urgentemente do iêiêiê, ou então sucumbiria junto a outros amigos cabeludos da época da Jovem Guarda. Roberto sentiu que a sua imagem estava defasada, não era mais um adolescente, tinha chegado a hora de mudar. E acertou em cheio.

 

Através da dupla genial, Miele e Bôscoli – amigos e diretores exclusivos por mais de 20 anos dos shows da Globo e de casas de show – Roberto Carlos percebeu que era chegado a hora da mudança. Os dois amigos deram uma preciosa dica: adotar um “bandão” estilo Frank Sinatra, de show americano. Roberto se entusiasmou…Roberto topou na hora. Na estréia Roberto matou a pau, disse Ronaldo Bôscoli em seu livro de memórias, e continuou: você tem que adotar outro estilo, o estilo bandão a lá Sinatra: Roberto não tem nada de tolo, descobriu o filão.

 Bôscoli e Miele – Dupla genial

O grande Tom Jobim, meio de pileque (sensacional!) conta em DVD que o Sinatra o ensinou a sempre repetir o repertório nos shows – “cante o que o público quer ouvir”, quando o espetáculo já é excelente não há necessidade de inovações à toa. Sinatra cantava sempre os clássicos e, raramente, alterava uma ou outra canção (é bom lembrar que o Frank teve o privilégio de viver a época mais fértil das composições populares do século 20). Repetir sempre os clássicos e pôr aqui acolá uma canção nova e, na maioria das vezes, fajuta, é o que o Roberto faz, porém não perde a linha, tem talento, sabe o caminho das pedras.

 

O Tom e o Roberto

Li em alguma revista tempos atrás que tinha pensado em gravar canções do Frank Sinatra, mas acho que desistiu. Penso que seria um sucesso, mas infelizmente não levou adiante. Parece que gosta muito do Sinatra, escreveu prefácio de livro Sinatriano no final da década de 60, foi ao show do Frank em 1981 em Sampa e rasgou elogios (ambos) ao maior cantor do mundo.

Frank e Roberto (1981)

 Na verdade, só queria, pelo menos uma vez, vê-lo de smoking preto, cabelo cortado e naquele estilo do Sinatra e, por favor, nada de caminhoneiro, mulher pequena, baixinha e outras mais – apenas os seus grandes sucessos (falando claro: as canções românticas dos motéis) compostos principalmente com o Erasmo Carlos.

Tudo bem, talvez seja pedir demais, mas vamos lá:  Roberto, grava Sinatra, tira esse azul e põe um smoking preto, corta o cabelo, volta (ou continua, não sei) para o uísque e faz de conta que fuma um cigarro, soltando a voz: “one for my baby, one more for the road…”

16/04/2010 Posted by | Uncategorized | | 3 Comentários