SÁVIO SOARES

Cinema e música.

Jerry Lewis…o mito americano da comédia…

Eu sou multi-facetado, talentoso, genial, rico e internacionalmente famoso. Eu tenho um QI de 190 – que é suposto ser um gênio. As pessoas não gostam disso. A minha resposta a todos os meus críticos é simples: eu gosto de mim. Eu gosto do que me tornei. Estou orgulhoso do que eu tenho conseguido, e eu realmente não acredito que eu tenha arranhado a superfície ainda. – Jerry Lewis

Cena impagável…

 

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12/08/2012 Posted by | Uncategorized | | 3 Comentários

Jerry Lewis, um dos gênios da comédia, completa 86 anos…

O maior reduto de fãs de Jerry Lewis é a França, onde chegou a ser comparado a Charles Chaplin e Buster Keaton. Descendente de judeus ortodoxos, Joseph Levitch nasceu em Newark (New Jersey, EUA) em 16 de março de 1916.

Aos 5 anos estreou no vaudeville cantando com seu pai, Danny Lewis. Em 1946, estava empregado como contador de piadas no 500 Club de Atlantic City quando soube que a dupla principal do showhavia pedido demissão. Lembrando-se de Dean Martin, que conhecera como cantor-humorista em Nova York, Lewis chamou-o, prepararam um número e foram aceitos. Estava formada uma dupla que durou dez anos e dezesseis filmes – de Amigo da Onça (1949) até Ou Vai ou Racha (1956). Desfeita a parceria, Jerry tornou-se diretor, roteirista e produtor de seus filmes, como O Mensageiro Trapalhão (1960), Mocinho Encrenqueiro (1961), a obra-prima O Professor Alopadro (1963).

Nos anos 70, uma tragédia: caiu de uma grua de filmagem, fraturou a coluna e, para trabalhar, tomava o analgésico Pecordam, que lhe criou dependência.  Lewis admite que só não se suicidou por causa do filho caçula, que o flagrou com um revólver na mão.

Em 1981, curado do vício, voltou ao cinema em Um Trapalhão Mandando Brasa mas, um ano depois, enfrentou outro drama: sofreu um ataque cardíaco e recebeu três pontes de safena. Ao seu lado, estava a ex-bailarina de Las Vegas, Sandee Pitnick, sua companheira desde o divórcio de sua primeira mulher, Patti Palmer (44/80), mãe de um de seus sete filhos. Um desses meninos, Christopher, teve distrofia muscular, uma rara doença que levou Jerry a campanhas pela TV para angariar fundos que alcançaram 7 milhões de dólares, quantia suficiente para a construção do Centro de Pesquisa de Distrofia Muscular na Universidade de Cornell, apelidado de “The House That Jerry Built” (A casa que Jerry Construiu). Ao recuperar-se do ataque cardíaco, o comediante casou-se com Sandra Pitnick em 1983. No mesmo ano, lançou As Loucuras de Jerry Lewis, porém foi mais elogiado pelo seu papel dramático em O Rei da Comédia (1983), com Robert De Niro.

Em 1987, Jerry participou de um especial de TV com Patty Duke e Morgan Freeman, no qual o comediante interpreta um papel altamente dramático. Ele tem outro trabalho “sério” que, por razões que desconheço, não foi exibido nos cinemas, em bora realizado em 1972: The Day the Clown Cried ( O Dia em Que o Palhaço Chorou), produzido na França, história de um flautista que leva crianças para a morte em um campo de concentração, durante a 2ª Guerra Mundial. A maratona televisiva do Telethon continua e, em cada edição, bate recordes de arrecadação.

Em maio de 1991, Jerry Lewis foi atingido por mais um baque com a prisão de seu filho Christopher, de 33 anos e dono de uma galeria de arte na Califórnia, acusado de roubar quadros.

De 1966 até 2010 o Telethon arrecadou mais 2,6 bilhões de dólares. Mas infelizmente, em 03 de agosto de 2011, foi anunciado que Jerry Lewis não tem mais condiições físicas de apresentar o programa televisivo de caridades.

Dizem que sofre (ou sofreu) de um câncer de próstata, tem diabetes Tipo 1, sofreu três ataques cardíacos e durante um tratamento de uma fibrose muscular, Jerry lewis iniciou um tratamento com Prednisona em 2000 que resultou num ganho de peso e uma impressionante mudança em sua aparência.

Parabéns Jerry, um genial comediante e sobrevivente…

16/03/2012 Posted by | Uncategorized | , , | 44 Comentários

Jerry e Dean – Inesquecíveis.

A primeira lembrança de Jerry Lewis e Dean Martin vem dos filmes que passavam na “Sessão da Tarde”. Dean fazia o papel do galã enquanto Jerry era quem aprontava todas – por tal razão, nesse período, apenas me interessava pelas palhaçadas e caretas do brilhante Jerry. Mas com o tempo acabei preferindo o humor irônico e refinado de Dean Martin – logicamente não desmerecendo a genialidade do grande Jerry Lewis…

 Enquanto Jerry preparava minunciosamente cada cena de humor, capaz de destruir um estúdio para extrair um resultado que lhe agradasse, Dean aceitava pacientemente ser escada para todas essas gags do parceiro.

Dean e Jerry em ação.

Dean geralmente ficava quieto, mantendo um distanciamento que o tornava ignorado pelas pessoas – era exatamente o que Ele queria – o oposto de Jerry. Segundo a atriz Shirley Maclaine no livro “Lembranças de Hollywood”, Jerry Lewis  passou a se sentir o novo Charles Chaplin, produzindo filmes caseiros e exigindo que o parceiro cantasse e atuasse.

 Chegou o momento em que Dean Martin cansou de tudo e Maclaine presenciou:

Como Dean não se opunha ao parceiro, Jerry obtinha cada vez mais o controle das coisas. Certa manhã, ouvi-os discutindo.

  – Quando quiser acabar tudo, basta me dizer!  – Gritou Dean.

 – Mas Dean, o que eu faria sem você?

 – Temos um elo especial – disse Jerry com uma risadinha.

 Piadas psicológicas começavam a se tornar uma nova forma de comunicação, mas Jerry parecia falar sério. – Amamos um ao outro, não é verdade?

– Fale você sobre amor – Disse Dean. – Para mim você é apenas a porra de um contrato!

jerry e dean

O fim da dupla veio quando Jerry exigiu que Dean interpretasse um policial de uniforme. Era o que faltava para acabar a parceria – Dean se recusou e após uma discussão foi embora para sempre. A partir daí cada um seguiu o seu caminho.

 Jerry Lewis tornou-se um produtor independente, fez filmes que deram certo (O Mensageiro Trapalhão, O Terror das Mulheres e O Professor Aloprado) e tornou-se mais poderoso, mais milionário e mais megalômano.

 Mas Dean nasceu num ambiente em que os amigos eram os mafiosos, apostava em corridas de cavalos ou qualquer coisa que se movia, foi pugilista e carteador de vinte-e-um na noite de abertura do Flamingo Hotel do mafioso Bugsy Siegel em Las Vegas. Ele iria sobreviver.

 Dean martin sofreu, fez filmes ruins, mas teve instinto apurado e num rasgo de brilhantismo criou um personagem que levou aos palcos até o fim de sua carreira: “Dean o Bêbado”. Após o retorno triunfal retornou ao cinema, aos shows (era um crooner genial), entrou na turma do Rat Pack e se tornou amigo íntimo de Frank Sinatra.   

Após 20 anos sem nenhum contato entre os dois, Sinatra fez uma surpresa emocionante a Jerry Lewis: Em 1976 levou Dean Martin ao programa beneficente Telethon.

04/09/2009 Posted by | Uncategorized | , , | 10 Comentários